Covid-19: Sul de Minas é a região com maior ritmo de contágio em Minas Gerais, aponta estudo da Unifal

Campus Unifal Alfenas (MG) — Foto: Reprodução/EPTV

O estudo semanal divulgado pela Unifal aponta que o Sul de Minas é a região com maior ritmo de contágio em Minas Gerais. Segundo o boletim epidemiológico divulgado pelo professor de epidemiologia, Sinézio Inácio da Silva, a região apresentou um valor da taxa de incidência diária na semana três vezes maior do que o apresentado pelo estado como um todo.

A semana considerada pelo estudo foi a de 4 a 10 de janeiro. Além do Sul de Minas, todas as regiões de Minas Gerais apresentaram aumento na taxa de incidência nesta primeira semana epidemiológica de 2022. A média diária de casos nesta semana ficou em 5.756. Na semana anterior, a média era de 1.010.

No Sul de Minas, região que teve maior aumento de casos nesta semana, a média móvel ficou em 2.268. Na semana anterior, a média era de 9 casos diários. O crescimento semanal foi de 2.989%.

Sul de Minas é a região com maior ritmo de contágio em Minas Gerais, aponta estudo da Unifal — Foto: Divulgação/Unifal

O crescimento foi observado em todas as regionais de saúde da região. A regional de Passos apresentou maior aumento da média semanal (6.800%). Em seguida aparece a regional de Pouso Alegre, com aumento de 4.366%. Na regional de Alfenas, o aumento foi de 4.088%. Já na regional de Varginha, a média semanal de casos cresceu em 1.716%.

Dentre as maiores cidades do Sul de Minas, Itajubá foi a cidade com maior crescimento da média semanal, com 10.900%. Em seguida aparecem Passos (7.200%), Poços de Caldas (5.767%), Varginha (4.519%), São Sebastião do Paraíso (3.071%), Lavras (2.219%), Três Corações (2.157%) e Alfenas (940%). Os dados de Pouso Alegre não foram computados.

Covid-19 em crianças

O estudo da Unifal também traz dados com relação aos casos e mortes de Crianças por Covid-19. Segundo o boletim, em 2020 e em 2021, ocorreram em Minas Gerais, respectivamente, 24 e 55 mortes por Covid-19 em crianças menores de 12 anos.

Nesses dois anos de pandemia, as mortes nessa faixa etária se concentraram nos bebês com 2 anos ou menos, que representaram 68% e 73% do total do segmento, respectivamente em 2020 e 202.

Ainda de acordo com o estudo, estes dados apontam que a vacinação de todas as crianças é fundamental para o controle da pandemia, principalmente para as crianças com menos de 5 anos.

Em 2021, em Minas Gerais, o risco de morte por Covid-19 entre os bebês foi oito vezes maior do que o das crianças de 5 a 11 anos e 2,5 vezes maior do que o dos adolescentes de 12 a 18 anos. Em Varginha, duas crianças morreram pela doença no ano passado.

Para os pesquisadores, para o controle da pandemia, agora com a variante ômicron, é necessário que pelo menos 95% da população total esteja vacinada contra o vírus.

Internações e mortes

Com relação às novas internações, o Sul de Minas também apresentou tendência de crescimento em todas as suas regionais de saúde, com média móvel de 19. A anterior era de 9.

As cidades que apresentaram crescimento nas internações foram Poços de Caldas (313%), Varginha (700%), Lavras (1.600%) e Itajubá (650%). Já os municípios que tiveram diminuição foram Passos, Alfenas, Três Corações, São Sebastião do Paraíso e Três Pontas.

Quanto à tendência de novos óbitos, o Sul de Minas apresentou diminuição. As regionais de Passos, Pouso Alegre e Varginha apresentaram diminuição e a regional de Alfenas estabilidade.

Covid-19 em crianças

O estudo da Unifal também traz dados com relação aos casos e mortes de Crianças por Covid-19. Segundo o boletim, em 2020 e em 2021, ocorreram em Minas Gerais, respectivamente, 24 e 55 mortes por Covid-19 em crianças menores de 12 anos.

Nesses dois anos de pandemia, as mortes nessa faixa etária se concentraram nos bebês com 2 anos ou menos, que representaram 68% e 73% do total do segmento, respectivamente em 2020 e 202.

Ainda de acordo com o estudo, estes dados apontam que a vacinação de todas as crianças é fundamental para o controle da pandemia, principalmente para as crianças com menos de 5 anos.

Em 2021, em Minas Gerais, o risco de morte por Covid-19 entre os bebês foi oito vezes maior do que o das crianças de 5 a 11 anos e 2,5 vezes maior do que o dos adolescentes de 12 a 18 anos. Em Varginha, duas crianças morreram pela doença no ano passado.

Para os pesquisadores, para o controle da pandemia, agora com a variante ômicron, é necessário que pelo menos 95% da população total esteja vacinada contra o vírus.

Fonte: Reprodução: G1

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