

▶️ Pais questionam a falta de acessibilidade no espaço destinado a pessoas com deficiência durante as comemorações de 7 de Setembro, realizado em Campo Belo.
O espaço reservado para pessoas com deficiência (PCD) durante as comemorações de 7 de Setembro de 2026, em Campo Belo (MG), chamou a atenção — e não de uma forma positiva. O local destinado ao público PCD foi colocado na escada. A produção do DCB questionou a assessoria de comunicação da Prefeitura, mas até o momento não obtivemos resposta.
Diante disso, pais questionam: – como uma pessoa cadeirante deveria chegar até esse espaço? Acessibilidade não é simplesmente demarcar uma área e colocar uma placa. É preciso pensar no acesso, na circulação e nas necessidades reais de quem vai utilizar o espaço. É preciso ter empatia, respeito e responsabilidade. Porque não adianta dizer que existe um espaço reservado para PCD se, na prática, a pessoa não consegue chegar até ele. Incluir é garantir acesso. Reservar um lugar sem pensar em como chegar até ele não é acessibilidade”, desabafou uma mãe. Segundo ela, a filha sonha há anos assistir ao desfile. “Como vou leva-la? Será mais uma decepção, pois de desfile não verá nada.
A inclusão tem sido problema sério em Campo Belo. Na semana passada, uma moradora denunciou a falta de comunicação na UPA – José Belchior com relação a comunidade surda. De acordo com ela, não há intérprete de libras na Unidade.
▶️ Voz à Comunidade
Acessibilidade não pode existir apenas para cumprir protocolo ou para aparecer bem na fotografia.
De que adianta reservar um espaço para PCD se uma pessoa cadeirante não consegue chegar até ele? De que adianta realizar um evento aberto à comunidade se uma pessoa surda não tem acesso à comunicação por falta de intérprete de Libras?
Acessibilidade é direito. Inclusão é respeito.
É preciso olhar além da placa, da faixa demarcada ou do espaço reservado. É preciso pensar em quem vai utilizar, como vai chegar, como vai circular e como vai participar. Quando não há acesso físico, existe uma barreira.
Quando não há intérprete de Libras, existe uma barreira. E quando essas barreiras poderiam ter sido evitadas com planejamento e empatia, o problema se torna ainda mais grave. Incluir não é colocar a pessoa dentro do evento. É garantir que ela possa participar dele com dignidade, autonomia e igualdade.
A comunidade PCD não precisa de improviso. Precisa de respeito, planejamento e acessibilidade de verdade.
Publicado por Diário Campo Belo – 8/9/2026
