

▶️ Intérprete de Libras relata dificuldades no atendimento a casal surdo e questiona a ausência de acessibilidade na unidade de saúde.
@diariocb 🏥 Uma moradora de Campo Belo relatou dificuldades enfrentadas por pessoas surdas durante atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Segundo Elaine Baia, que atua como intérprete de Libras, o caso ocorreu na quinta-feira (27), quando um casal de pessoas surdas procurou atendimento na unidade. De acordo com Elaine, o primeiro atendimento realizado pela equipe teria ocorrido de forma adequada. Após a avaliação inicial, o casal teria permanecido em observação, com possibilidade de internação conforme a evolução do quadro. Ainda segundo o relato, também foram solicitados testes para Covid-19. Por volta das 22h15, houve a necessidade de uma nova comunicação entre a equipe de saúde e os pacientes. Elaine afirma que foi acionada por videochamada para auxiliar na interpretação em Libras. Segundo a intérprete, ela tentou realizar a mediação de forma remota, mas o médico plantonista teria se recusado a prosseguir com o atendimento por meio da videochamada. O relato aponta dificuldades na comunicação entre os pacientes surdos e a equipe de saúde durante o atendimento. Até o momento, não foram apresentadas, no material encaminhado, informações sobre um posicionamento da administração da UPA ou da Prefeitura de Campo Belo a respeito do caso. #CampoBelo #Libras #Acessibilidade #UPA #DiárioCampoBelo ♬ som original – Diário Campo Belo
Uma moradora de Campo Belo denunciou dificuldades enfrentadas por pessoas surdas durante atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Segundo Elaine Baia, que atua como intérprete de Libras, a situação ocorreu na quinta-feira, dia 27 de agosto, quando um casal de pessoas surdas procurou atendimento na unidade. De acordo com Elaine, o primeiro atendimento realizado pela equipe teria ocorrido de forma adequada. Após a avaliação inicial, o casal permaneceria em observação, com possibilidade de internação conforme a evolução do quadro. Também teriam sido solicitados testes para Covid-19.
Ainda segundo o relato, durante a noite, por volta das 22h15, houve a necessidade de nova comunicação entre a equipe de saúde e os pacientes. Elaine afirma que foi acionada por videochamada para auxiliar na interpretação em Libras.
Segundo a intérprete, ela tentou realizar a mediação de forma remota, mas o médico plantonista teria se recusado a prosseguir com o atendimento por meio da videochamada.
Elaine relata que comunicou o fato à enfermeira e que a profissional teria procurado o médico. Conforme o relato, mesmo após a tentativa de intermediação, o médico não teria aceitado realizar o atendimento com o auxílio da intérprete por videochamada e teria deixado o consultório.
Diante da situação, Elaine afirma que precisou sair de sua residência e se deslocar pessoalmente até a UPA para auxiliar na comunicação com os pacientes. “Sou intérprete de Libras”, explicou Elaine ao relatar que se colocou à disposição para garantir a comunicação entre o casal e a equipe de saúde.
Para a moradora, o episódio demonstra a necessidade de a unidade contar com mecanismos adequados para garantir a acessibilidade e a comunicação com pessoas surdas, principalmente em situações de urgência e emergência.
Após o ocorrido, Elaine afirma ter registrado um Boletim de Ocorrência (BO) sobre os fatos. Nesta segunda-feira, dia 31 de agosto, segundo ela, também foi protocolada uma notícia de fato junto ao Ministério Público.
O caso levanta questionamentos sobre a acessibilidade no atendimento de pessoas surdas na rede pública de saúde e sobre quais recursos estão disponíveis na UPA para assegurar uma comunicação adequada entre pacientes e profissionais.
A acessibilidade na área da saúde é fundamental para que pessoas com deficiência possam compreender orientações médicas, relatar sintomas, receber informações sobre procedimentos e participar das decisões relacionadas ao próprio atendimento.

▶️ Resposta à Manifestação – Atendimento em 27/08
Em atenção à manifestação apresentada, a Unidade realizou a apuração dos fatos conforme os registros e informações disponíveis.
A paciente, pessoa com deficiência auditiva, compareceu à Unidade para atendimento médico. Durante a consulta, houve tentativa de comunicação por meio de videochamada com uma pessoa que se apresentou como intérprete de Libras.
No decorrer da comunicação por vídeo, entretanto, a pessoa que participava da chamada não se identificou formalmente, não sendo possível ao médico confirmar de quem se tratava, vínculo com a paciente ou eventual autorização para receber informações clínicas e dados constantes do prontuário.
Diante dessa circunstância, o médico responsável não forneceu informações de prontuário por meio da videochamada, em razão do dever de preservação do sigilo médico e da confidencialidade das informações de saúde, pois o Código de Ética Médica estabelece o dever de sigilo e veda permitir o conhecimento do prontuário por terceiros.
A diretoria ressalta que essa conduta não representou recusa de atendimento à paciente nem negativa de assistência em razão de sua deficiência auditiva. A orientação dada foi para que a reclamante comparecesse presencialmente à Unidade, ocasião em que poderia receber as orientações e informações necessárias, mediante os procedimentos adequados de identificação e comunicação.
Durante a videochamada, após ser informada de que não seriam fornecidas informações de prontuário naquela circunstância, a pessoa que participava da chamada se exaltou e informou que registraria um Boletim de Ocorrência. Na sequência, dirigiu-se à UPA.
Acompanhando a paciente na Unidade, o atendimento e as orientações necessárias foram realizados normalmente, não tendo sido identificado, naquele momento, prejuízo assistencial ou dano decorrente da situação relatada.
A UPA José Belchior reafirma seu compromisso com o atendimento humanizado e com a garantia de acessibilidade às pessoas com deficiência, ao mesmo tempo em que deve preservar o sigilo profissional e a proteção das informações de saúde dos pacientes.
Publicado Por Diário Campo Belo – 1/9/2026




