
Seja ajudando pessoas, ou ajudando animais, o trabalho voluntário mesmo em tempos difíceis de pandemia, acontece de diversas formas na cidade montesa. Algumas pessoas que a produção do DCB entrou em contato preferiram não falar sobre o trabalho que desenvolvem, por fazer de forma discreta, sem querer visibilidade por isso. Em meio a duas últimas semanas, cinco pessoas falaram sobre o trabalho que realizam seja pela causa animal ou por ajuda a pessoas que se encontram em necessidade.
O trabalho voluntário define-se como o indivíduo que de forma livre, desinteressada e responsável se compromete, de acordo com as suas aptidões e dentro do seu tempo livre, a realizar ações de voluntariado, no âmbito de uma organização promotora, conforme indica a Lei que regula a atividade.
Em tempos difíceis de pandemia, cada um fala do que ainda estão fazendo e o que já fizeram para promover apoio aos que mais necessitam, vivendo muito por doações e de apoios de outras pessoas.
Pastor Régis
Pastor Régis, da Igreja Vale das Bençãos, fala sobre a sua ação, que é voltada para os mais carentes, além de zelar muito pelo lado infantil também, ajudando com momentos de espiritualidade e doando brinquedos, entre outras ações.
“Nós temos uma associação, que é ligada a Igreja, mas é independente, conhecida como Ava, Associação Vale em Ação, em que nós arrecadamos cesta de alimentos, em torno de 35 a 40 mensais ou até mais, ajudamos famílias que vem aqui pedir e nós fazemos assistência social, tendo ainda parceria com médicos, psicólogos, onde sempre que alguém precisa de um auxílio nós, ajudamos. Outra ajuda também é com relação a medicamentos, ou da necessidade de um exame, entramos em ação e mobilizamos o grupo, levantando ofertas em dinheiro, ou até mesmo de consultas e de exame, e nós atendemos muitas pessoas. Antes da pandemia, visitávamos asilos, tínhamos um trabalho no hospital, visitar crianças carentes, doamos fraldas também, fazendo festas todo fim de ano, levando lanches, brinquedos, a palavra de Deus, para estar orando e abençoando cada um deles.


Sílvia Regina Barbosa Rodrigues
Sou voluntária em aulas particulares do ensino fundamental e já ajudei muitos dependentes químicos quando queriam ser internados. Tudo começou quando aposentei do meu trabalho e comecei a ajudar quem estava precisando de aprendizagem todos que chegavam na minha casa e pediam ajuda. Ajudei filhos de vizinhos colegas. Todos os que pediam a mim para serem internados se eu conhecesse alguma instituição eu pedia roupas, materiais de higiene. O meu último trabalho como voluntária foi oferecer café para o pessoal que dorme nas ruas, entregava toda noite. Para mim a importância do voluntário é fazer as pessoas felizes conseguindo algum objetivo na vida deles.
Cristina Aparecida Sousa Silva e José Cláudio da Silva
Cristina e José Cláudio são parceiros do Centro de Referencia da Assistencia Social, Cristina falou sobre como é realizado o seu trabalho. “Somos diretores de um órgão que faz parte da Igreja Adventista do Sétimo dia, que é Assistência Social Adventista (ASA), então a gente sempre ajuda. Nós temos este projeto todo segundo sábado do mês, em que os membros, levam seus alimentos até a Igreja. Fazemos parceria com o CRAS, pois o Cras, nos ajuda para sabermos das famílias que estão necessitadas, e nós tivemos muita receptividade através do CRAS,por meio da Rosana ou da Ilma. Elas nos receberam muito bem. Temos na Igreja nossa um local, onde é colocado as contribuições alimentares nas prateleiras. Um dos casos contados por Cristina é de uma ajuda a uma pessoa que sofreu acidente de moto e que por estar ainda se recuperando estava passando por dificuldades”. Segundo Cristina, todos que procuram ajuda dela é olicitado solicita que a pessoa procure o CRAS, que faz parceria com a Igreja a dois anos.


As que atuam na causa animal
Isabel Pinto Rocha
Isabel Pinto Rocha trabalha pela causa animal e conta um pouco sobre as principais lutas que teve e as suas dificuldades para continuar com este trabalho.
Tem muitos anos que venho lutando na causa animal, mas especificamente na causa animal, onde sou voluntária, onde tenho que dedicar o meu tempo, o dinheiro do meu bolso, e nessa trajetória que eu estou passando, tem muitas amigas também nas mesmas condições, a gente passa por tudo. É acolher cãozinho atropelado, quando não tem veterinário para levar, a gente leva pra casa, e ali a gente cuida, dá o resgate entre muitas outras coisas. A partir de um tempo eu me prontifiquei mais as doações de animais, onde hoje tenho quase que 1000 adoções. É muito difícil, pois quando um cão vai para adoção, a gente tem que estar olhando, vendo pra onde vai, porque afinal de contas é uma vida. Atualmente tenho focado pouco no trabalho, pelo fato da pandemia, eu estou em isolamento em um sitio, e tem o problema da internet, mas mesmo assim continuo o meu trabalho, nunca deixei de ajudar. Vejo hoje uma situação, onde muitos animais que estão nas ruas, e eu percebo que sempre os de classe mais pobre que adotam os animais. Hoje as pessoas estão precisando ser ajudadas e muito mais os animais. Para ela é importante que as pessoas entendam cada vez mais que os animais assim como nós, sentem frio, fome e essa conscientização podem a longo prazo fazer muita diferença, e a nossa luta é diária, onde tem dias que você recebe doações e tem outros dias tristes, mas que nunca deixamos de lutar, e diz que tem que ser pedida muita força a Deus para que esta ajuda prossiga.



Ana Carla
Ana Carla está a 7 anos na causa animal, sendo a 3 anos exclusivamente neste trabalho. Ana Carla coordena a ONG “Amigos de 4 Patas CB” e fala sobre os desafios e lutas que teve para continuar com este trabalho. “Eu sempre participei de muitos movimentos de voluntariado, eu sempre tive isso dentro de mim, e sei que o maior ajudado somos nós quando ajudamos. Nós temos dificuldades e obstáculos quando resolvemos fazer o bem, mas quando olho aqueles animais, que mesmo não podendo falar, dizem tudo com o olhar, aquilo vai no coração e eu logo penso que tenho que seguir em frente. Toda a pessoa tem um bem a ser feito, e no fundo de cada um existe sim a vontade em estar ajudando e fazendo o bem de alguma forma, mas basta alguém convidar”, relata Ana Carla.
A cuidadora de animais conta que já chegou a zelar por 100 animais, sem nenhuma verba pública, contando somente com doações.” Nós tínhamos duas máquina de lavar, um local de medicamentos, veterinário voluntario, os animais tinham seus cobertores. Já cuidei dando medicamentos, fazendo curativos e enfim me dedicando todo dia por esta causa”, conta a Cuidadora de gatos e cachorros.
Ana Carla também conta da ajuda que precisou pra fazer uma feijoada para vender e poder estar investindo nas necessidades de seu trabalho , a feijoada que segundo ela, também precisou de doações de outras pessoas, e de açougues por exemplo. Ela também destaca que durante a pandemia as ajudas diminuíram, mas que ainda assim, fala da importância que tem os colaboradores. “Pedimos ajuda, mas também entendemos que tem pessoas que tem dificuldades em suas casas, e sendo assim ficaria difícil também ajudar a nós”
Segundo ela, chegou um momento de uma ajuda maior das pessoas, de ter solidariedade, de entender a importância de ser voluntário. Ana destaca que a ajuda muito vem de sua família. ” Não importa quem faz mais, ou quem faz menos, o importante é quem ajuda”, conta a cuidadora.










