
Os irmãos Moreira continuam mostrando à população campobelense o trabalho de artistas das comunidades da cidade. A história de hoje começa pela trajetória do Menor Cr. Ele se interessou pelo funk em 2018, foi o ano em que decidiu era o estilo musical que queria pra si. Então começou a compor. No inicio, conta o rapper, foi tudo um pouco difícil, varias pessoas desacreditavam, ate gente da própria família chegou a desestimular o MC. Isso o fez querer desistir varias vezes, mas, por outro lado, encontrou pessoas para apoiá-lo. “Essas pessoas não me deixaram desistir do meu sonho! Brunin, Laudelino, Marlinho, GL, Giovanna, entre outros. Elas me fizeram acreditar, que eu posso e vou chegar aonde eu quero, basta ter fé, foco e persistência”, conta o musico e compositor.
Ele deixa um recado. “Pra todo moleque ai que tem um sonho, minha dica é não parar, mesmo que varias pessoas digam que você não é capaz, continue, tenha fé, lute, que Deus vai te abençoar!”, incentiva MC Menor.
Do MC Menor vamos contar a história de Chosen, que escolheu o estilo Trap. Ele começou ainda mais cedo a se interessar pelo universo artístico. Aos 10 anos de idade, dotado de criatividade, mostrou o seu talento compondo! “Sempre gostei do processo de “criação”. Escrevi minhas letras, comecei a escrever por hobby, brincadeira. No entanto, sempre busquei conhecer o que eu queria fazer. Dos 12 aos 17 anos parei de escrever. Mas como sempre amei a música, entendi que precisava ir além. Até que um certo dia me despertou novamente essa vontade de fazer minhas música, de querer tocar almas e corações. Então era a hora de voltar a compor. Os parceiro também estavam na mesma direção. Nos juntamos, pois todos estávamos numa situação difícil; Porque o moleque quer ser músico, quer ser um jogador, mas não pela fama , sim pela grana e pelo amor , porque os menores de favela, assim como nós, querem isso ? Talvez porque seja a forma mais rápida de dar a volta na vida e conseguir uma condição financeira melhor pra si e pra família”, detalha Chosen.
Para ele, a música resgata vidas. “O que sempre sonharam e nunca poderiam ter. Nós somos sofredores e precisamos de uma volta “Rápida” pra mudar de vida. Eu vi vários parceiros que se foram de embalo no crime pra mudar a vida “Rápida”, mas sei que este não é o caminho. Sempre fui sonhador, assim como todos os “manos” que foram pelo caminho errado. Eles eram sonhadores. Só usaram o sonho de forma errada, pela falta de oportunidade. Eram duas oportunidades: Crime ou o Rap. Eu embalei no rap , passando a mensagem de tocar almas e mudar a vida de muitas pessoas”, desabafou o rapper.
Chosen voltou a compor aos 17 anos. “Com 19 nos juntamos e formamos o primeiro grupo pra poder tirar do papel aquele sonho e aquela visão e transformar em música no estúdio, e assim concretizar tudo que eu sonhava. Começamos irmão a trabalhar no projeto. Só que não foi pra frente o grupo. Depois de 1 ano ele se desfez. Cada um decidiu seguir sua caminhada. Há dois anos estou na caminhada solo. Mas nada é fácil. No interior faltam oportunidade, incentivo musical à cultura. Mas sei que meu sonho tem que ser maior que nosso medo, que nossas dúvidas e que a nossa vontade também, pois nem sempre nossa vontade será bom para aquilo que queremos vive. Resumindo: nunca fui do crime, mas tinha ali duas escolhas – o crime ou o rap. O Rap me salvou de verdade. Chosen significa o escolhido. Eu farei jus a isso mano”, finalizou o rapper.
