
A eleição da diretoria do Campo belo Country Clube que ocorreu no dia 25 de abril ainda tem gerado polêmica. Um dos sócios proprietários ingressou uma ação na justiça para ter acesso à documentos internos da instituição e verificar se houve ou não fraude na eleição. O processo registrado em abril reelegeu a chapa, mudando apenas alguns membros. O ex-presidente, por exemplo, foi candidato à vice na chapa vitoriosa. Nesta quarta-feira (29/05) foi expedido outro mandado para busca e apreensão para a produção de provas. Desta vez solicitaram um livro de atas. Na sexta-feira (24/05) a justiça concedeu liminar (em medida cautelar) à parte que recorreu ao judiciário, para que tivessem acesso à documentos que validaram a eleição. Um oficial de justiça compareceu à sede do Country para fazer a busca e apreensão. Segundo o advogado que defende a causa, Camilo de Oliveira Bastos, o livro solicitado na atual petição não constava na lista de documentos pedidos no primeiro mandado. “Com base na documentação que teremos vista, poderemos averiguar a possibilidade ou não de entrar com ação pedindo a anulação das eleições, caso vislumbre alguma irregularidade.” acrescentou Camilo, que falou com exclusividade ao diariocampobelo.com.br.
Em abril três chapas concorreram à eleição. Ela foi polêmica. Após o resultado, entraram na justiça questionando-a.
De acordo com o assessor jurídico do Clube, Antônio Almeida, a eleição que ocorreu no dia 25 de abril foi transparente, dentro dos registros nas atas. “Entretanto, a chapa derrotada buscou informações para questionar eventuais atos da diretoria anterior. Estamos tranquilos. Fizemos dentro da responsabilidade e transparência”, garantiu o advogado da atual gestão. Ele questionou a maneira como fizeram o pedido de informações: via judicial. Para ele, deveriam ter seguido o estatuto e pedido informações sociais ao conselho. “Quando os sócios tem interesse em informações referente a vida de todo o clube, é necessário formular o pedido ao clube e juntamente com 30 assinaturas de sócios, explicando ao conselho deliberativo o questionamento. Este caminho não foi seguido. Eles ajuizaram uma ação no dia 09 de maio. Uma ação de produção de provas mediante busca e apreensão de documentos”, explicou o assessor do Clube. Na visão do assessor jurídico, esta busca e apreensão passa por cima do estatuto do clube. “Nesta quarta-feira, fomos surpreendidos com um remendo no mandado de busca e apreensão. O pedido de uma ata das reuniões do Conselho Deliberativo. O que temos neste momento é uma busca e apreensão de documentos para que eles possam vir a ter provas para eventualmente ajuizaram uma ação,” declarou.
Ainda de acordo com ele, o Clube continua sendo administrado pela diretoria eleita no dia 25 de abril. “Os votos foram válidos. A chapa número 2 tem buscado elementos, pois alegam que há rumores de fraude na eleição. Estamos tranquilos. Mas, ao mesmo tempo, ficamos indignados com a postura de um sócio que foi diretor jurídico de um sócio que esteve conosco até o dia 10 de janeiro”.
O assessor jurídico do Country Clube confirma que houve um crescimento de cotas sociais no período em que atual diretoria comandou a instituição. Mas, segundo ele, não houve aumento de cotas de sócios proprietários. “Exatamente isso que pode ter provocado algo de ruim. Quando assumimos o clube havia mais de 840 cotas de sócios proprietários. O estatuto determina este número. Conseguimos colocar o clube de forma mais saneada, mais organizada, isso atraiu mais sócios, sem ultrapassar o limite estabelecido no estatuto. Tivemos também, alguns percalços com relação à pessoas que frequentavam o clube sem ser sócios e sem pagar mensalidades. Desde o início combatemos esta medida. Entendemos que esta adoção provocou insatisfação. Não tivemos medo desta insatisfação. Garantimos que não há um sócios sequer acima do estabelecido pelo estatuto”, esclareceu Antônio Almeida.
