
A morte de um homem de 40 anos que seria levado para uma clínica de reabilitação na cidade de Candeias (MG) será investigada pela Polícia Civil. O fato ocorreu na sexta-feira (24/05). A Polícia Militar foi acionada a comparecer no hospital Carlos Chagas onde a vítima deu entrada desacordada. De acordo com informações passadas à polícia, ele foi removido de sua residência em Piumhi (MG) para à clínica de reabilitação na cidade de Candeias (MG). Quando os policiais chegaram ao hospital o homem já estava sem vida.
A irmã relatou que a vítima era dependente químico e a família acordou com a clínica a internação do mesmo, pagando uma certa quantia para que uma equipe especializada fosse às cidade de origem buscar Marcelo Barbosa de Oliveira. Mas, Marcelo teria chegado à clínica desacordado. Por se tratar de morte suspeita, uma necropsia no corpo da vítima foi realizada. O laudo indica como causa morte: asfixia, estrangulamento.
Conforme informações obtidas pelo DCB, a irmã disse ainda que o responsável pela clínica garantiu que o procedimento usado na transferência seria realizado com segurança para contê-lo.
Segundo o criminalista Santos Fiorini Neto (Netinho), advogado da família da vítima, o homem que seria internado veio a óbito. “O pessoal da clínica foi buscá-lo na quinta feira e o levou para a Clínica em Candeias. Segundo testemunhas usaram de violência. A família disse que Marcelo chegou na clínica em Candeias desacordado”, contou o criminalista.
Ainda conforme Netinho, a família já prestou depoimento e foi instaurado inquérito policial para apurar o que aconteceu.
O advogado confirmou que Marcelo havia brigado na cidade natal um dia antes, mas possuía somente leves escoriações. Como causa da morte, segue o laudo indicou asfixia completa, estrangulamento”, pontuou.
Ele acrescentou que terminando o inquérito será remetido a promotoria para devidas providências.
Segundo o boletim de ocorrência, a equipe com quatro homens foi a Piumhi na quinta-feira (23/05) para realizar a transferência de Marcelo. A família presenciou a remoção. No momento, segundo a irmã, Marcelo se debatia muito. Gritava. Segundo a irmão foi aplicado um golpe de “mata leão”.
A irmã informou que Marcelo fazia uso de medicação controlada e que o mesmo já havia sido ministrado por ela. Ela também pediu para acompanhar o transporte do irmão, mas lhe fora negado.
O advogado da clínica de recuperação disse que estão dispostos à colaborar com as investigações, com a justiça no que for possível.
