Campo Belo:Prefeito se reúne com empresários de facção e irão pedir à justiça a suspensão de ação e uma nova audiência de conciliação para permanência da fábrica

Um dia após a divulgação feita pelo DCB sobre o resultado da audiência judicial que poderia prejudicar a permanência das atividades de Empresa de Facção (aluguel pago pela prefeitura estaria atrasado) e poderia gerar aproximadamente 150 desempregos na cidade, o Prefeito de Campo Belo e o Secretário de Desenvolvimento Econômico se reuniram com o síndico e advogado da massa falida da COBEL (onde funciona a facção) e representantes da fábrica e garantiram que não pretende encerrar atividades e funcionários não correm risco de ficar desempregados.

No dia 09 de janeiro, o grupo se encontrou na Prefeitura e a pauta foi a permanência no galpão da extinta COBEL e a averiguação da existência de quaisquer pendências entre o Município e a massa.
Conforme determinação judicial proferida em audiência no dia 06 de dezembro de 2017, o advogado da massa falida deveria ajuizar ação de despejo e de cobrança de eventuais valores de aluguéis se pendentes, o que não foi feito até o momento em razão da suspensão do expediente forense que retornou no último dia 08.
No entanto, após a reunião ficou ajustado entre todos que o advogado da massa, o da empresa e o Jurídico do Município peticionariam em juízo pedindo a suspensão de tal determinação e a marcação de data para realização de nova audiência de conciliação para formalização de acordo e solução da questão, o que foi feito ainda na tarde do dia 09.

No dia 20 de janeiro deverá ser publicada a decisão do juiz sobre os pedidos protocolados, e, até lá, nenhuma medida será tomada em desfavor da empresa.
É importante esclarecer que não há qualquer prazo para desocupação do imóvel em andamento, visto que não existe qualquer ação ajuizada ou ordem judicial neste sentido, nem há risco de demissão de funcionários, isto porque, os proprietários da facção já manifestaram que não possuem qualquer pretensão de encerrar as suas atividades no Município, ainda que demandados judicialmente.

Fonte: (Assessoria de Imprensa da Prefeitura)

Ação judicial

Aproximadamente 150 funcionários de uma fábrica de confecção instalada no prédio da antiga COBEL (Vale do Sol), correm risco de ficarem desempregados. Segundo uma fonte ouvida pelo Diário Campo Belo, a prefeitura estaria devendo aluguel do galpão (compromisso foi firmado perante à justiça com a massa falida), e a inadimplência deve acarretar numa ação de despejo. A audiência foi realizada em 06 de dezembro na 2ª Vara Cível, e o empresário tinha 30 dias para desocupar o imóvel (conforme mostra a ata da audiência à esquerda). A assessoria da imprensa da prefeitura de Campo Belo respondeu à produção do DCB que não há pedido desta natureza (formalizado) na Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Ainda segundo o processo, a ação de despejo e cobrança de aluguéis já deve ter sido ajuizada pelo síndico da massa falida. “Mais de 150 pessoas estarão sem atividade profissional. De acordo com a ata da audiência, o prazo para desocupação se encerra em janeiro. Depois disso, o oficial de justiça avaliador deve realizar uma diligência no local”, frisou.

O síndico da massa falida é Décio Freire. Ele mora em Candeias. A reportagem do DCB tentou um contato com ele para acrescentar mais informações sobre este fato. Vamos retornar a ligação na terça.

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