

Fonte: EPTV

Comerciante já chegou morto ao hospital após ação da PM em Boa Esperança, diz prontuário médico (Foto: Reprodução EPTV)
O comerciante Flávio Henrique Rosa, de 28 anos, que morreu na noite deste domingo (06/08) em Boa Esperança (MG) após uma operação da Polícia Militar. O prontuário médico aponta que ele chegou sem vida ao hospital. Na versão da polícia, Flávio Henrique Rosa foi preso por desacato, passou mal na viatura e foi levado para ser atendido no pronto-socorro.

A ação aconteceu no bar de Flávio, que fica no bairro Vila Kardec. Os policiais chegaram para uma batida policial dentro do estabelecimento, mas, segundo a polícia, o homem reagiu e desacatou um dos policiais, sendo preso em seguida. “Enforcou ele e os outros seguraram a mão dele. Depois que ele estava dando convulsão no chão, eles queriam algemar ele mesmo assim. Não deu socorro nenhum. Eles fizeram isso para matar”, diz a esposa de Flávio, Andrea Aparecida Alves.
A versão da Polícia Militar é outra.
“A Polícia Militar estava realizando uma operação batida policial. Devido ao local ser constante de denúncias de tráfico de drogas, a polícia deslocou até o bar. E chegando no bar, ao realizar abordagem da esposa do proprietário, o proprietário saiu de imediato do interior do balcão e foi em direção aos policiais, tendo inclusive empurrado um dos policiais. Neste momento, devido a sua agressividade, foi necessário a sua imobilização, vindo ele, devido à sua agitação, a cair juntamente com o policial militar”, afirma o capitão Flávio Costa.
Depois de imobilizado e algemado, Flávio começou a passar mal e foi levado para o pronto-socorro. No prontuário, o médico relatou que foram feitos exames, mas o comerciante já não tinha sinais vitais. A morte deixou moradores da cidade revoltados. Amigos e parentes que estavam do lado de fora do pronto socorro começaram a chamar os policiais de assassinos.
O sargento que participou da ocorrência foi detido e levado para o batalhão da PM em Varginha (MG). Segundo o capitão, o golpe utilizado pela policial, um ‘mata-leão’, faz parte das técnicas de imobilização da Polícia Militar. “É a técnica mais usada, e ela é aprovada por especialistas. No caso, foi uma fatalidade em relação da agressividade. Entretanto não se tem ainda a causa da morte”, diz Costa.
Ainda conforme a polícia, o comerciante tinha passagens por tráfico de drogas, ameaça e disparo de arma de fogo.A PM diz ainda que o bar seria usado para venda de drogas.
A assessoria da Polícia Civil em Belo Horizonte (MG) informou que o laudo com a causa da morte do comerciante fica pronto em 30 dias. Flávio foi enterrado no início da noite desta segunda-feira (7) em Boa Esperança.
