
Dono de um carisma impressionante, Padre Haroldo deixou boas lembranças na memória dos campobelenses. (Foto: Redes Sociais)
O sorriso, a alegria, o otimismo e a maneira positiva de encarar a vida sempre fizeram parte da personalidade do Padre Haroldo Hubers Osc (querido Padre Haroldo) que ficará eternamente na memória dos campobelenses. Ele na noite de segunda-feira (07/08), aos 86 anos em Uden na Holanda, sua terra natal. De acordo com Padre Julio C. E Resende, que também pertence a Ordem dos Crúzios, Padre Haroldo havia desenvolvido Alzheimer, e por isso necessitava de atenção especial. Ele trabalhou e viveu em Campo Belo (MG) desde o final dos anos 70, onde também foi pároco da Paróquia Senhor Bom Jesus até 1995.
Segundo o Sacerdote, Padre Haroldo voltou para Campo Belo em 2005, permanecendo até 2012 no Colégio Dom Cabral, que pertence a Ordem Santa Cruz. Padre Julio, conheceu o religioso em Juiz de Fora na época do seminário. Trabalharam juntos na paróquia de 95 a 2000. “Das grandes contribuições que nos deixou uma delas era a alegria. Ele era um ser humano sensível a realidade das pessoas. Excelente comunicador. Facilidade de se comunicar, é um testemunho que ele nos deixou. Ela se aproximava das pessoas, independentemente da idade, conseguia cativar. Ele nos inspirou”, pontuou.

Em nota, o Colégio Dom Cabral lamentou o falecimento do sacerdote. “Recebemos a notícia do falecimento do nosso amigo Padre Haroldo, homem de fé, conselheiro, Crúzio, muito querido por nós e por todos os campobelenses. Sabemos que está na presença do Pai. Sua alegria e amor ao próximo serão sempre lembrados por nós”, postou à direção no site da Instituição Educacional.
Inspirações
Padre Haroldo participou da formação religiosa e educacional de milhares de pessoas. Muitas se recordam com carinho daquele ser humano fantástico, que era amigo e conselheiro de muitos. Quem não se lembra dele dando voltas de bicicleta pelas ruas da cidade? Brincando com a juventude? Sempre com um sorriso estampado no rosto! “Sim, as missas celebradas por ele nunca foram cansativas,” recordam campobelenses.
Uma delas é Maria Silmara Lemes Unterkircher. “Que triste! Ele foi um grande homem, amoroso acolhedor amigo alegre. Sempre bem-humorado. Nunca o vi triste”, lembrou.
A farmacêutica Lílian Patrícia também lamentou a morte do religioso. Em sua memória ficou boas lembranças. Entre elas, a sua primeira comunhão. As missas celebradas por ele havia sempre a participação de jovens. “Ele sempre selecionava um jovem para ler primeira ou segunda leitura. Era muita comunicação”, disse Lílian que se comoveu ao saber do falecimento do padre.
