
Por: Pablo Casarino
Na tarde de hoje, a redação do Diário Campo Belo, procurou a direção da Escola Estadual José Patrocínio Cardoso, para conversar sobre um assunto que divide opiniões: o uso de celulares em sala de aula.
De acordo com a diretora Luciana Helena do Nascimento Esteves Ferreira, após assumir a gestão da escola em janeiro de 2015, ela percebeu a necessidade de uma atitude mais impositiva, para resolver questões de cunho disciplinar.
Entre outros pontos observados, o início dos trabalhos foi em relação à restrição do uso de aparelhos celulares. Segundo a diretora, foi necessário impor certo controle para definir os momentos em que os celulares poderiam e não poderiam ser usados.
A ideia inicial era não proibir os alunos de levarem os celulares para a escola, mas sim de fazer com que os mesmos não entrassem em sala de aula com os aparelhos, evitando a dispersão da atenção.
A partir da decisão, foi encaminhado aos pais um termo de compromisso, alertando-os sobre as mudanças no colégio. No momento em que os alunos chegam à escola, a diretora ou outro funcionário permanecem no portão para que cada aparelho celular seja colocado em uma caixa de madeira, com uma identificação com o nome do aluno e a série.
A diretora afirmou que no início os alunos esboçaram certa resistência escondendo os celulares. Porém, após um período de adaptação e uma conscientização feita de sala em sala, todos aderiram. Uma das formas de punição caso o aluno não acate a decisão, é o confisco do aparelho, que só será devolvido para os pais ou responsável.
“Por parte dos pais o apoio à medida foi irrestrito. Alguns deles que tiveram que vir até o colégio buscar os celulares de alunos que se mostraram resistentes a nova medida, proibiram os filhos até de trazerem os aparelhos para a escola”, destacou Luciana.
A medida também foi comemorada por parte dos professores, que atestam que a norma contribui para que os alunos prestem mais atenção ao conteúdo ministrado em sala de aula. “Temos uma sala de informática que pode ser usada pelos alunos quando existe a necessidade de fazerem uma pesquisa. Então não justifica o uso dos aparelhos em sala de aula. Da mesma forma, se verificarmos a necessidade de liberar o uso para pesquisa após um planejamento prévio, podemos sim permitir”, salientou a diretora.
Luciana acha que essa medida e outras previstas no termo de compromisso enviado aos pais, como por exemplo, o uso de bonés, tende a formar cidadãos mais conscientes, com noções de limites e respeito.
