

O terreno tem servido de depósito de lixo. O terreno pertence à prefeitura, segundo os moradores. (Foto:diariocampobelo.com)
Moradores da Rua João Martimiano da Mata na Vila São Jorge têm convivido com um dilema que causa transtorno aos mesmos. Na rua existem terrenos baldios com mato alto, que tem servido de depósito de entulho. Em um dos terrenos existe uma abertura e o pé de abacateiro cresceu em tamanha proporção que atingiu a rede elétrica. Os moradores vivem com receio, principalmente quando chove. Já foram registrados curto circuito no local. O terreno, segundo relatos, pertence à Prefeitura de Campo Belo (MG).
De acordo com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, o departamento de obras foi avisado sobre o problema e as medidas serão tomadas, sendo ou não o imóvel pertencente ao município.
Além disso, na porta de uma residência também há uma árvore que cresceu demasiadamente e tem prejudicado a vizinha ao lado. Josiane Olegário Bernardes Ferreira de 30 anos relata que a mesma (devido à proporção) abafa à sua residência. “As folhas da árvore caem na calha entupindo-a. Ela está grande atingindo também a rede elétrica. Já faltou energia e queimou equipamentos domésticos aqui em casa. Além da árvore, o lote de frente, que pertence à prefeitura, precisa de manutenção. Mato alto e tornou-se depósito de lixo. Serve para a procriação de escorpiões, barata, rato e até esconderijo para bandidos. Um abacateiro cresceu tanto que alcançou a rede elétrica. Quando chove falta energia por causa disso”, comentou a moradora.

“Quando chove, as folhas da árvore chega a entupir a minha calha. Além disso a raiz está danificando a calçada e pode atingir minha garagem”, ilustrou Josiane.
Ainda de acordo com ela, foi registrado um Boletim de Ocorrência comunicando aos órgãos competentes à situação. “A Polícia Ambiental já veio aqui e disse que agora tem que aguardar um laudo do Ministério Público para a retirada da árvore ou a poda. Já pedi ajuda aos vereadores Flávio Bechir e ao Maruzan Cardoso Vilela sem sucesso. Quando chove minha calha fica entupida”, comentou Josiane.
De acordo com o proprietário da casa onde existe a árvore, já foram realizados protocolos na Prefeitura para que o setor responsável tome providências.
Conforme a Assessora de Imprensa da Prefeitura, a administração não tem conhecimento desta reclamação. “A Secretaria de Obras e Meio Ambiente fará uma vistoria para apurar o problema. O SEOP pede a colaboração da população quanto a não jogar lixo nos lotes. Se imóvel pertencer à prefeitura será iniciada a limpeza imediatamente. Se for constatado que é propriedade privada, o proprietário será notificado e se não for limpo, será multado”, explicou Daniela Barbosa de Paula.
A Prefeitura também pede a conscientização da população com relação à depósito de lixo. “É necessário manter limpos e sem lixo os ambientes públicos”, ressalta.
Os cuidados que devem ser tomados
A bióloga Ângela Queiroz explica que em casos de invasão de bichos peçonhentos a uma residência é necessário que o morador não faça nenhum tipo de intervenção. E que dependendo do animal, o ataque pode causar algum tipo de lesão fatal. “Em caso de aparecimento de cobra ou aranha em alguma residência, seja em área rural ou não, o que deve ser feito é um distanciamento entre a pessoa e o bicho. Ele somente atacará caso se sinta ameaçado. A busca dele é pelo alimento”, pondera.
De acordo com a especialista, um dos principais motivos que levam os animais a adentrarem uma casa é por não terem mais um espaço vegetativo abundante devido ao desmatamento e construções em áreas ecológicas.
A especialista em animais peçonhentos, Jéssica Rhuanna de Oliveira, destaca que devido a exploração da natureza e o desequilíbrio natural causado principalmente por ocupação indevida em áreas de preservação propiciam no ensejo do animal a iniciar uma situação de invasão . “É importante ressaltar que os responsáveis por essas invasões de animais peçonhentos a áreas residenciais somos nós. Devido a vários bairros, condomínios e escolas que foram construídos perto de áreas de preservação ambiental ou até mesmo a falta de manutenção em nossas caixas de esgoto”, destaca.
De acordo com Jéssica, as incidências de queimadas favorecem para esse tipo de ocorrência. “Por conta de desmatamento, e queimadas em áreas verdes, cobras e outros animais invadem as cidades para se salvarem e buscarem abrigo”, conclui.
Dicas da especialista

Abelhas – Usar roupas claras por que escuras atraem as abelhas; Não matá-las para que o cheiro não atraia outras; Não fazer barulho, pois ruídos as atraem; Evitar movimentos bruscos; Ensinar as crianças a se precaver; Em caso de ataque proteja sempre a cabeça.
Cobras – Manter portas e janelas fechadas ao escurecer, caso encontre uma cobra em sua residência chame o corpo de bombeiros urgentemente e em nenhum momento tente por si só pegar o animal.
Escorpião – Manter jardins e quintais limpos; evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico, material de construção nas proximidades das casas; evitar secar roupas no chão ou em cercas e muros;
Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) junto a paredes e muros das casas; Manter a grama aparada; Limpar, periodicamente, os terrenos baldios vizinhos, pelo menos, numa faixa de um a dois metros junto das casas; Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois os escorpiões podem se esconder neles e picar ao serem comprimidos contra o corpo; Combater a proliferação de insetos, para evitar o aparecimento de escorpiões que deles se alimentam (baratas são as principais causadoras de surgimento de escorpiões); Verificar a presença de escorpiões em hortifrutigranjeiros e outros produtos; Vedar frestas e buracos em paredes, ralos, assoalhos e vãos entre o forro e paredes para impedir o trânsito de escorpiões pela residência.
Aranhas – Manter jardins e quintais limpos; Evitar o acúmulo de entulhos, lixo doméstico, material e construção nas proximidades das casas. Inclusive terrenos baldios. Evitar folhagens densas (trepadeiras, bananeiras e outras) junto às casas; Em zonas rurais, casas de campo, sacudir roupas e sapatos antes de usar; Não pôr a mão em buracos, sob pedras, troncos “podres”; Observar calçados e vedar as soleiras das portas e janelas ao escurecer.
