

▶️ Câmara autoriza empréstimo de R$ 15 milhões e população aguarda respostas sobre obras prometidas
@diariocb 🏛️ Na reunião extraordinária realizada na noite de terça-feira (21), a Câmara Municipal de Campo Belo aprovou, por 13 votos favoráveis e dois contrários, o projeto de lei, de autoria do Poder Executivo, que autoriza o município a contratar um empréstimo de R$ 15 milhões. A proposta gerou amplo debate entre os vereadores em razão dos questionamentos sobre a destinação dos recursos e os mecanismos de acompanhamento da execução das obras. Durante a tramitação, o vereador Thomás Cambraia apresentou cinco emendas com o objetivo de ampliar a transparência e fortalecer a fiscalização da aplicação dos recursos públicos. Entre as medidas aprovadas estão a obrigatoriedade de prestação de contas pelo Executivo, a divulgação de informações sobre a execução das obras e outros mecanismos de acompanhamento pela Câmara Municipal. As emendas foram discutidas e aprovadas após a dispensa de interstício, solicitada pelos vereadores João Eduardo, Alessandra Neves e Maruzan Cardoso. Na votação do projeto principal, o vereador Gustavo Henrique Protásio Martins também solicitou a dispensa de interstício, postura diferente da adotada durante a tramitação do projeto que autorizou um financiamento de R$ 20 milhões apreciado no ano anterior. Segundo a justificativa apresentada pelo prefeito Adalberto Ribeiro Lopes, parte significativa dos recursos será destinada à infraestrutura urbana, especialmente à pavimentação e ao recapeamento de ruas do município. Durante a discussão da matéria, a vereadora Alessandra Neves declarou voto favorável ao projeto e lembrou que a Câmara já havia autorizado, no ano passado, uma operação de crédito superior a R$ 10 milhões para a atual administração. Apesar da aprovação, permaneceram questionamentos apresentados durante o debate. Considerando parâmetros técnicos utilizados em pavimentação urbana, surgiram dúvidas sobre a suficiência dos R$ 15 milhões para executar as obras dentro dos padrões de engenharia, sobre a possibilidade de todas as cerca de 120 ruas mencionadas pelo Executivo serem contempladas e sobre quais critérios serão utilizados para definir as vias beneficiadas. Outro tema debatido envolveu as declarações do secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Christiano Casarino. Durante a reunião, o secretário afirmou que diversas obras não terão continuidade em razão do período eleitoral, argumento utilizado para justificar a necessidade da contratação do financiamento. A declaração gerou questionamentos diante da previsão de inauguração de uma obra no mês de setembro, levantando dúvidas sobre quais intervenções poderão prosseguir normalmente e quais seriam efetivamente impactadas pelas restrições do período eleitoral. Com a aprovação do projeto e das emendas, a Câmara estabeleceu mecanismos adicionais de fiscalização sobre a utilização dos recursos. A execução das obras, o cronograma dos investimentos e a prestação de contas deverão ser acompanhados pelos vereadores e pela população. #CampoBelo #CâmaraMunicipal #Financiamento #Transparência #Política #DiárioCampoBelo ♬ som original – Diário Campo Belo
Na reunião extraordinária realizada na noite de terça-feira (21), a Câmara Municipal de Campo Belo (MG) aprovou, por 12 votos favoráveis e dois contrários, o projeto de lei que autoriza o município a contratar um empréstimo de R$ 15 milhões. A proposta, de autoria do prefeito Adalberto Ribeiro Lopes, gerou intenso debate entre os vereadores devido à falta de informações detalhadas sobre a destinação dos recursos. O vereador Luiz Libério dos Santos não comapeceu a sessão. Bruna Lorraine e Thomás Cambraia votaram contrário por estarem preocupados com a situação do município e também por falta de informações

Durante a tramitação, o vereador Thomás Cambraia apresentou pelo menos cinco emendas com o objetivo de ampliar a fiscalização sobre a aplicação do financiamento. Entre elas, destaca-se a obrigatoriedade de prestação de contas por parte do Executivo. As emendas foram discutidas e aprovadas após a dispensa de interstício, solicitada pelos vereadores João Eduardo, Alessandra Neves e Maruzan Cardoso.
Na votação do projeto principal, o vereador Gustavo Henrique Protásio Martins também solicitou a dispensa de interstício, postura diferente da adotada durante a tramitação do projeto de financiamento de R$ 20 milhões apreciado no ano anterior.
Segundo a justificativa apresentada pelo prefeito, parte significativa dos recursos será destinada à infraestrutura viária, especialmente à pavimentação e ao recapeamento de ruas do município.

No entanto, a aprovação do projeto levanta uma série de questionamentos sobre a execução das obras anunciadas. De acordo com parâmetros técnicos utilizados em pavimentação urbana, o recapeamento asfáltico normalmente utiliza camadas entre 3 e 5 centímetros. Já a implantação de pavimentação nova em vias de tráfego leve costuma exigir revestimento entre 5 e 7 centímetros, além das camadas de base e sub-base. Em ruas com tráfego intenso ou circulação frequente de caminhões, a espessura do revestimento pode alcançar 8 a 10 centímetros ou mais, conforme o projeto de engenharia.
Diante dessas especificações, permanecem dúvidas importantes: os R$ 15 milhões serão suficientes para executar as obras dentro dos padrões técnicos exigidos? As cerca de 120 ruas mencionadas pelo Executivo serão efetivamente contempladas? Qual será a extensão total das intervenções e quais critérios serão utilizados para definir as vias beneficiadas?

A aprovação do projeto com as emendas propostas pelo vereador Thomás Cambraia representa um avanço no fortalecimento da fiscalização, especialmente pela exigência de prestação de contas. Entretanto, o debate sobre a viabilidade técnica e financeira da proposta permanece aberto.
Outro ponto que merece esclarecimento diz respeito às declarações do secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Christiano Casarino. Durante a reunião da Câmara, o secretário afirmou que diversas obras não terão continuidade em razão do período eleitoral, argumento utilizado para justificar a necessidade da contratação do financiamento de R$ 15 milhões.
A declaração, porém, suscita um questionamento. Se o período eleitoral comprometerá a continuidade de diversas obras, como há previsão de inauguração de uma delas em setembro? A população tem o direito de compreender essa aparente contradição e saber exatamente quais intervenções serão afetadas pelas restrições eleitorais e quais poderão prosseguir normalmente.
A transparência sobre a aplicação dos recursos públicos, o cronograma das obras, os critérios de execução e a prestação de contas serão fundamentais para que a sociedade acompanhe a utilização do financiamento aprovado pela Câmara Municipal.
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Publicado por Diário Campo Belo – 22/07/2026
