

▶️Moradora afirma ter sido humilhada durante atendimento e acompanhante de idosa relata dificuldades na assistência; UPA apresenta versão diferente e diz que condutas seguiram protocolos técnicos.
@diariocb 🏥 Uma paciente relatou ter passado por uma situação que classificou como humilhante durante atendimento na UPA José Belchior, em Campo Belo, na quinta-feira (9). A direção da unidade, por outro lado, apresentou uma versão diferente sobre o episódio. Geisiane sofreu um acidente de motocicleta há cerca de 15 dias e, desde então, precisou retornar à unidade em diferentes ocasiões. Segundo ela, o atendimento inicial foi realizado pelo Dr. Otávio, cuja postura profissional foi elogiada pela paciente. Após o encerramento do plantão do médico, outra profissional assumiu o atendimento. De acordo com Geisiane, um desentendimento teve início durante uma conversa sobre a emissão de um atestado médico e a realização de exames. “Foi muita humilhação”, afirmou. Segundo a paciente, a médica teria elevado o tom de voz, interrompido o atendimento e deixado o consultório. Geisiane também afirma que a profissional teria mencionado familiares de forma interpretada por ela como uma ameaça. Ainda conforme o relato, a paciente foi retirada da unidade após o desentendimento. A ocorrência resultou no registro de um Boletim de Ocorrência. Enquanto a produção do Diário Campo Belo conversava com Geisiane, outra acompanhante, identificada como Lidiane, também relatou dificuldades envolvendo o atendimento da mesma profissional. Segundo Lidiane, sua mãe, de 81 anos, precisava dar continuidade ao atendimento após o encerramento do plantão do médico anterior. Ela afirma ter procurado a médica, mas não conseguiu prosseguir com a assistência naquele momento. “A procurei para dar andamento no caso da minha mãe e ela se recusou. Como eu faria se o plantonista anterior já havia encerrado o expediente? Minha mãe sentia dores”, relatou. De acordo com Lidiane, após procurar a equipe de enfermagem, outro médico foi localizado e se prontificou a acompanhar a paciente. UPA apresenta outra versão Em nota, a Diretoria da UPA José Belchior informou que o primeiro episódio envolveu uma paciente que teria solicitado um atestado médico de 30 dias. Segundo a unidade, após avaliação clínica, a médica concluiu que não havia critérios técnicos para justificar o período solicitado. A direção afirma que a paciente e seu acompanhante se exaltaram após serem informados da decisão e teriam causado danos ao consultório médico. Ainda conforme a nota, a profissional deixou o consultório para preservar sua integridade física e acionou a equipe de segurança. A Polícia Militar compareceu à unidade e registrou um Boletim de Ocorrência. Sobre o segundo relato, a direção informou que houve um mal-entendido. Segundo a UPA, não ocorreu recusa de atendimento, mas uma orientação para que a continuidade da assistência fosse realizada no consultório ao lado, seguindo o fluxo interno da unidade. A Diretoria da UPA José Belchior afirmou que as condutas dos profissionais seguem critérios técnicos, éticos e assistenciais. A instituição também repudiou atos de violência contra profissionais e danos ao patrimônio público, além de reafirmar o compromisso com um atendimento humanizado e seguro. As versões apresentadas pelas partes divergem sobre a dinâmica do episódio.Uma paciente relatou ter passado por uma situação que classificou como humilhante durante atendimento na UPA José Belchior, em Campo Belo, na quinta-feira (9). A direção da unidade, por outro lado, apresentou uma versão diferente sobre o episódio. Geisiane sofreu um acidente de motocicleta há cerca de 15 dias e, desde então, precisou retornar à unidade em diferentes ocasiões. Segundo ela, o atendimento inicial foi realizado pelo Dr. Otávio, cuja postura profissional foi elogiada pela paciente. Após o encerramento do plantão do médico, outra profissional assumiu o atendimento. De acordo com Geisiane, um desentendimento teve início durante uma conversa sobre a emissão de um atestado médico e a realização de exames. #CampoBelo #UPA #Saúde #MinasGerais #DiárioCampoBelo
Após sofrer um acidente de motocicleta há cerca de 15 dias, Geisiane precisou retornar à UPA José Belchior, em Campo Belo, em diversas ocasiões. Segundo ela, no último atendimento, realizado na quinta-feira (9), passou por momentos que classificou como traumáticos.
De acordo com a paciente, o primeiro atendimento foi realizado pelo Dr. Otávio, que ela elogiou pela postura profissional. No entanto, após o encerramento do plantão do médico, uma outra profissional assumiu o atendimento e, segundo Geisiane, a situação mudou.
“Foi muita humilhação”, afirmou a moradora. Ela relata que, ao solicitar um atestado médico, houve um desentendimento com a médica. Segundo sua versão, a profissional informou que seria possível conseguir um exame de ultrassom por meio do ambulatório. Geisiane e seu acompanhante disseram que esse procedimento já havia sido realizado.
Ainda conforme o relato da paciente, a médica teria elevado o tom de voz, interrompido o atendimento e deixado o consultório. “Ela começou a gritar, se negou a nos atender e saiu correndo do consultório. Ao sair, se enrolou nos fios e a máquina caiu. Ela disse que chamou o pai e o irmão como forma de nos ameaçar”, afirmou.
Geisiane diz ainda que foi retirada da Unidade após o desentendimento. O caso resultou no registro de um Boletim de Ocorrência.
Enquanto a produção do DCB conversava com Geisiane, outra acompanhante também relatou problemas envolvendo a mesma médica. Segundo Lidiane, sua mãe, uma idosa de 81 anos, precisava dar continuidade ao atendimento após o encerramento do plantão do médico anterior. “A procurei para dar andamento no caso da minha mãe e ela se recusou. Como eu faria se o plantonista anterior já havia encerrado o expediente? Minha mãe sentia dores. Procurei a enfermeira, encontramos outro médico no corredor e ele se prontificou a acompanhar minha mãe”, relatou.

Em nota, a Diretoria da UPA José Belchior apresentou uma versão diferente dos fatos. Segundo a unidade, o primeiro caso envolveu uma paciente que solicitou a emissão de um atestado médico de 30 dias. Após avaliação clínica, a médica concluiu que não havia critérios técnicos para justificar o período solicitado. A direção afirma que, ao ser informada da decisão, a paciente e seu acompanhante se exaltaram e causaram danos ao consultório médico.
Ainda de acordo com a nota, para preservar sua integridade física, a profissional deixou o consultório e acionou a equipe de segurança. A Polícia Militar foi chamada, registrou um Boletim de Ocorrência e a situação foi controlada. A médica recebeu suporte da diretoria e da equipe da unidade.
Sobre o segundo episódio, a UPA informou que houve apenas um mal-entendido envolvendo a acompanhante de outra paciente. A direção afirma que não houve recusa de atendimento e que a médica apenas orientou que a continuidade da assistência ocorreria no consultório ao lado, conforme o fluxo de atendimento da unidade.
Por fim, a Diretoria da UPA José Belchior reforçou que todas as condutas adotadas pelos profissionais seguem critérios técnicos, éticos e assistenciais, priorizando a segurança de pacientes, acompanhantes e colaboradores. A unidade também repudiou qualquer ato de violência contra seus profissionais ou de depredação do patrimônio público e reafirmou o compromisso com um atendimento humanizado, seguro e de qualidade.

Publicado por Diário Campo Belo – 11/7/2026
