

▶️ Polícia investiga suposta manifestação de intolerância religiosa registrada em frente a terreiro no bairro Vila Joaquim Salles.
A Polícia Civil de Lavras (MG) apura uma denúncia de intolerância religiosa contra um terreiro de umbanda no bairro Vila Joaquim Salles. De acordo com relatos, no dia 1º de agosto, um grupo de pessoas teria feito ofensas em frente ao local, que estava fechado no momento.
As câmeras de segurança não registraram imagens dos envolvidos, mas captaram áudios com frases contrárias à prática religiosa. Testemunhas afirmam que a voz seria de uma pastora.
Uma moradora, que preferiu não se identificar, disse ter presenciado o ato e comunicado o responsável pelo templo. “Parar em frente ao terreiro para proferir palavras de ódio contra a religião não foi agradável. Por isso resolvi avisar o pai de santo”, afirmou.
O delegado Alexandre Rezende Vieira informou que recebeu as gravações e busca identificar os suspeitos para ouvir seus depoimentos. Ele destacou que o crime de intolerância religiosa pode ter pena de até cinco anos de prisão.

Conforme dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, os registros de crimes contra a liberdade religiosa no Sul de Minas cresceram 182% entre janeiro e julho deste ano, em comparação ao mesmo período de 2024.
Rafael Rodrigues de Castro, coordenador do Observatório da Diversidade Religiosa de Lavras, informou que o levantamento do grupo já identificou mais de 300 templos de diferentes crenças na cidade. “O objetivo é acompanhar as ações do poder público e assegurar o respeito ao Estado laico”, afirmou.

A advogada do terreiro, Elaine Carvalho, disse que, além do inquérito policial, será ajuizada uma ação por danos morais. “Pela exposição, sofrimento e incitação à hostilidade, vamos acionar a Justiça”, declarou.
Bruno Macedo reforçou que a medida busca reparação para toda a comunidade. “Nossa religião há anos sofre com intolerância. Qualquer recurso obtido será revertido para a comunidade”, disse.
Fonte: EPTV
