

▶️ “Além de jogar o exame no rosto da paciente que estava sob efeito de calmante, a funcionária disse que a Iara vai a UPA todos os dias”, relata a acompanhete de Iara
Uma moradora de Campo Belo (MG) denuncia um tratamento agressivo que teria ocorrido na Unidade de Pronto Atendimento da cidade (UPA-24 Horas) na tarde de sábado, dia 21 de junho. Segundo Iara Morais Honorato, uma funcionária do setor administrativo “jogou o exame no rosto no meu rosto e disse que era pra levar pro médico, pois eu estava vindo na UPA todos os dias. Fato improcedente”, relatou Iara. A produção do DCB procurou a Secretaria Municipal de Saúde. A atendente Lavínia disse que não havia sido protocolada a denúncia na Ouvidoria até aquele momento. Assim que for formalizada, a SMS deve responder. Iara disse que fez o protocolo por volta das 15h47. Solicitaram o documento pessoal e garantiram que o registro seria passado para o responsável. Segundo Marilda Pereira (acompanhante da Iara), a situação foi tão desgastante, que Iara, após a alta passou mal novamente. Foi levada para o PA da Santa Casa e atendida via SUS.
A acompanhante da paciente, Marilda Pereira, confirmou o fato. “Fui atrás dela (funcionária) e disse que para trabalhar com o público é necessário ética e educação. Após a alta médica, quando estávamos no ponto de ônibus perto da Santa Casa a Iara passou mal novamente e a levei para o pronto Atendimento da Santa Casa. De lá foi encaminhada para a sala vermelha. Todo custeado pelo SUS. O Dr. Ivan nos acolheu com muito carinho e atenção”, descreveu Marilda.
▶️ Atendimento
De acordo com Marilda, antes do horário do almoço do sábado, dia 21 de junho, a Iara começou a passar mal e o caso era de assistência médica, Acionaram o SAMU e a equipe a levou foi para a UPA. Ela apresentava fortes dores no peito e sudorese. A triagem foi rápida, em seguida o médico avaliou Iara. ”Com muita educação e comprometimento prescreveu as medicações, solicitou eletrocardiograma. Ela foi medicada com uma ampola de Diazepam, mas estava com muita dor. Quando ficou mais calma coletaram o sangue e ficamos numa salinha aguardando o resultado pra voltar ao médico”, relatou Marilda.
Quando os exames chegaram, Marilda foi a recepção para pega-los. “A funcionária, sem educação, falou que era pra aguardar onde estávamos que ela levaria o resultado. Voltei e fiquei esperando, pois, a Iara estava dormindo por conta do Diazepam. Quando ela chegou na porta com os exames, os jogou no rosto da Iara e mandou que levasse ao médico, pois estávamos na UPA todos os dias. O referido papel caiu no chão e eu fui atrás dela,” afirmou a acompanhante da Iara.
Marilda ficou indignada com o comportamento da funcionária, que, segundo informações que passaram a paciente, trabalha no administrativo. “Falei com ela que pra trabalhar com o público tem que ter ética e educação”, pontuou.
Ela (funcionária) disse que a Irara está diariamente na UPA, mas não procede. “A Iara frequentava a UPA até ser diagnosticada com pedra na vesícula. Após o procedimento cirúrgico, a Iara não voltou a UPA, conforme a afirmação da funcionária. Mesmo que o relato tivesse procedência, a Unidade é pra atender casos de saúde da população”, enfatizou Marilda.
Publicado por Diário campo Belo – 23/6/2025
