

O Governo de Minas celebra um marco histórico para as culturas de congados e reinados do estado, já que, a partir deste sábado (3/8), a expressão cultural passou a ser reconhecida como Patrimônio Cultural de Minas Gerais. O vice-governador de Minas, Professor Mateus, e o secretário de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), Leônidas de Oliveira, acompanharam o resultado da iniciativa, realizada a partir de pesquisa e dossiê organizados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).
No último fim de semana, a tradição também foi comemorada no Bairro da Feira em Campo Belo (MG). Apesar da grandiosidade da festa, alguns frequentes expressaram preocupações sobre a proteção e o incentivo ao evento. Joaquim Teófilo, professor local, observou a ausência de representantes da Secretaria de Cultura e do governo municipal no evento. A produção do Diário Campo Belo entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura para obter uma posição sobre as observações feitas pelo professor. No entanto, até o momento, não recebemos uma resposta.
A expressão cultural que passou a ser reconhecida como Patrimônio Cultural de Minas Gerais é fruto de trabalho coletivo, apresentado e reconhecido por votação em reunião do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep). O Conselho fez a deliberação do tema fundamental para a salvaguarda, preservação e promoção dessas tradições populares, acompanhada pela comunidade de congadeiros, com os cantos, tambores e indumentárias únicas.
Após a votação, o vice-governador e o secretário de Cultura e Turismo entregaram o certificado à Rainha Belinha, Rainha Conga do Estado Maior de Minas Gerais e da Guarda de Moçambique. Eles acompanharam os congadeiros em cortejo pela Praça da Liberdade até o Palácio da Liberdade, onde ergueram a bandeira de Nossa Senhora do Rosário. “A presença dos congados na Alameda da Liberdade representa um pouco daquilo que queremos que seja o normal e o cotidiano, do respeito à nossa cultura ancestral religiosa em Minas Gerais”, comemorou o Professor Mateus.
Em consonância com o vice-governador, o secretário Leônidas de Oliveira destacou que “este Palácio que leva o nome de Liberdade hoje está mais livre com o reconhecimento dessa tradição, que se confunde com a formação histórica e cultural de Minas Gerais, com relatos que datam de mais de 300 anos atrás”.
Este trabalho da Secult-MG de resgate do senso de cultura, enquanto produção popular, foi elogiado pelo vice-governador de Minas. “Essa é a produção que representa a nossa sociedade. Não é uma crítica à cultura erudita, mas não é essa cultura erudita europeia que representa quem é o nosso povo mineiro”.
Durante a cerimônia, também foi exibida a bandeira de ferro fundido de Ouro Preto, que possui mais de 200 anos. Produzida com técnicas africanas, a bandeira foi encontrada na Capela de Nossa Senhora das Necessidades, em 2020.
Histórico

Desde 2021, o Iepha-MG trabalha na catalogação e pesquisa dessas expressões culturais para a produção do dossiê, e recebeu mais de 900 cadastros de guardas ou ternos de reinados e congados de Minas Gerais.
O dossiê produzido ressalta a importância histórica, social e cultural dos congados e reinados e define ações de salvaguarda para proteger essas tradições, garantindo que essa cultura se mantenha viva e valorizada em Minas Gerais. Esses passam a ser o décimo bem cultural imaterial reconhecido pelo Estado.

“Compete a cada um de nós preservar, dentro de nossas famílias, as tradições que nos foram ensinadas por aqueles que palmilharam a terra antes de nós. Quando esquecemos de onde viemos, é fácil não saber mais para onde estamos indo”, frisou Professor Mateus, ao lembrar o trabalho de transmissão de legado dos congadeiros.

“Nossos congadeiros preservam a noção e a memória de suas origens, e carregam em suas famílias a orientação de para onde eles vão. Que Minas Gerais continue sendo o berço da inovação a partir da tradição, e que as congadas continuem sendo parte central de Minas, onde religiosidade, cultura, turismo e tradição forjam os mineiros mais fortes do que nosso ferro e mais valorosos do que nosso ouro”, disse o vice-governador de Minas.
O secretário de Cultura e Turismo de Minas enfatizou. “Todos vocês, mestres e mestras das congadas, mantêm acesa essa chama da fé na terra de Minas Gerais. A história e a eternidade que o patrimônio histórico tem, e uma declaração dessas, é para que essa tradição se perpetue”, concluiu Leônidas de Oliveira.

Festival
A celebração pelo reconhecimento das expressões como Patrimônio Cultural do estado integra o Primeiro Festival Cozinha das Afromineiridades, realizado até este sábado, no Palácio da Liberdade, com dezenas de atrações, em programação gratuita.

O evento reúne os cerca de 1,5 mil representantes de mais de 30 ternos de congados e reinados de todas as regiões de Minas Gerais.
A iniciativa é do Governo de Minas, por meio da Secult-MG e do Iepha-MG, com patrocínio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), via Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
Esta matéria foi adaptada da Agência Minas.
Publicado por Diário Campo Belo
06/08/2024 – 12:45
Fotos: Dirceu Aurélio/Divulgação MG

No primeiro fim de semana de agosto de 2024, o Bairro da Feira em Campo Belo (MG) foi palco de uma das maiores e mais tradicionais festas de Congado da cidade. O evento, que celebra a rica manifestação cultural da região, reuniu muitos participantes e espectadores que prestigiaram as celebrações.
Apesar da grandiosidade da festa, alguns frequentes expressaram preocupações sobre a proteção e o incentivo ao evento. Joaquim Teófilo, professor local, observou a ausência de representantes da Secretaria de Cultura e do governo municipal no evento. “Não vimos nenhum apoio oficial ou presença das autoridades locais. Isso é uma falha na valorização da nossa cultura”, afirmou Teófilo.
A produção do Diário Campo Belo entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura para obter uma posição sobre as observações feitas pelo professor. No entanto, até o momento, não obtivemos uma resposta.

A Festa do Congado no Bairro da Feira segue sendo um importante evento cultural, evidenciando a importância da preservação das tradições locais e a necessidade de maior apoio institucional.
Acompanhe o registro fotográfico feito por Joaquim Teófilo da festa em Campo Belo












1 Comment
Infelizmente a organização da cultura aqui de campo belo não dá nenhum apoio para nosso congado e quando conseguimos qualquer coisa igual um palanque ou um banheiro químico tem que implorar , assim mesmo parece que estão fazendo com muita má vontade , vemos como os ternos são tratados em cidades vizinhas por suas prefeituras e ficamos desanimados com a de campo belo e aí seu reclamamos é capaz de dificultarem ao extremo para não conseguimos tirar uma licença para realizar a festa
A realidade do que passamos é bem diferente do que todos veem quando estão nossos lindos ternos na festa