

Gaúchos que moram em cidades do Sul de Minas se mobilizam para ajudar conterrâneos e buscar informações sobre parentes que vivem no Rio Grande do Sul. As enchentes que atingiram o estado já fizeram 100 mortos e ainda há 128 pessoas desaparecidas. Quase 80% das cidades do RS foram prejudicadas de alguma forma pelas chuvas.
“Tenho vários tios, primos no Rio Grande do Sul. Dois casais de tios foram mais afetados, ficaram sem água, sem luz. Estamos ajudando enviando Pix, mandando mantimentos para os locais de arrecadação para serem destinados para o Rio Grande do Sul. Vamos nos empenhar ainda mais para ajudar, tudo está muito complicado”, destacou Vanderlei Luiz Giongo, gaúcho comerciante em Varginha.
Por conta das inundações, o Rio Grande do Sul registra mais de 455 mil pontos sem luz, conforme as concessionárias responsáveis pelo serviço no estado. Isso tem dificultado o contato de famílias que moram longe.
“Tenho parentes que perderam tudo, tenho parentes que saíram de casa e a gente está em contato com eles, perguntando o que estão precisando. Estamos fazendo uma campanha para mandar para lá”, falou Adriana Perondi Thiago Ferreira, gaúcha comerciante em Três Corações.
Adriana revela uma mensagem recebida por um dos parentes. Em áudio, o parente relatou a ela que um amigo pediu a ele uma garrafa de água.
“É muito triste. Hoje um colega meu de Porto Alegre, ele falou para mim se eu ia descer para Porto Alegre, ele pediu para levar uma garrafa de água para ele. Ele está sem beber água. Ele e muita gente, né?”, disse Ivan Bertoni, parente de Adriana, em áudio enviado a ela.
Também gaúcho, o juiz de Muzambinho Flávio Schimidt falou sobre campanhas realizadas na cidade e também destacou uma verba do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que será destinada ao Rio Grande do Sul.
“Estamos promovendo em Muzambinho arrecadações para enviar materiais para o Rio Grande do Sul e o Tribunal de Justiça acabou por fazer uma doação de R$ 10 milhões à Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Esperamos que o mais rápido possível consiga voltar a normalidade”, falou o juiz.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: Andre Penner/AP
