

No país, menos da metade dos estudantes de 15 anos de idade conseguiu atingir um nível mínimo de aprendizado em matemática e ciências.
Entre os anos de 2018 e 2022, o Brasil manteve um desempenho estável no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), uma avaliação aplicada em 81 países para medir o rendimento de alunos de 15 anos em matemática, leitura e ciências. Os dados, divulgados nesta terça-feira (5), revelam que, apesar de não ter havido uma queda significativa, o país permanece na parte inferior da tabela, com pontuações consideravelmente abaixo das médias registradas pelos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
O cenário é particularmente preocupante, pois, mesmo diante dos desafios impostos pela pandemia, como o fechamento de escolas e a desigualdade no ensino remoto, o Brasil não conseguiu avançar significativamente em relação a outras nações.
Detalhes da tabela (disponível no site G1) revelam que, em matemática, o Brasil subiu 6 posições, passando de 71º para 65º, ficando próximo a países como Jamaica, Argentina e Colômbia. Em leitura, houve um avanço de 5 posições, indo de 57º para 52º, em proximidade com Costa Rica, Peru, Colômbia e México. Já em ciências, a melhoria foi de 2 posições, passando de 64º para 62º, empatando com Peru e Argentina.
Em contrapartida, países como China, Japão, Coreia, Suíça, Estônia e Canadá destacaram-se nas três áreas de conhecimento, ocupando os primeiros lugares da tabela.
É relevante notar que o impacto da pandemia foi mais expressivo entre os países que inicialmente apresentavam índices mais elevados nas três disciplinas. Em matemática, por exemplo, apenas 31 participantes conseguiram manter ou melhorar suas notas desde 2018, incluindo Austrália, Japão, Coreia do Sul e Suíça.
Apesar dos esforços para melhorar as classificações, os resultados do Brasil ressaltam a necessidade contínua de aprimoramentos no sistema educacional para elevar a qualidade da educação oferecida aos estudantes, visando um desempenho mais competitivo em nível internacional.
Fonte: G1 / R10
Foto: Canva
