

Dois suspeitos de praticarem caça ilegal foram identificados e presos pela PMMA em Campo Belo (MG). A ação da Polícia Ambiental foi no domingo (22/10). Três cães, utilizados na prática ilegal, foram localizados e constatados – através de laudo veterinário, maus tratos a animais. Outros dois acusados conseguiram fugir pela mata densa.
De acordo com a polícia, após o recebimento e levantamento de informações dando conta que havia diversos caçadores próximos a lagoas que margeiam o município de Campo Belo, realizando a conduta criminosa de Caça ilegal a animais silvestres, a polícia ambiental desencadeou a operação que resultou na prisão de dois suspeitos.

A polícia ambiental de Campo Belo, com o uso de equipamentos modernos e de aeronave remotamente pilotada (Drone) realizaram trabalho de campo e após acompanhamento aéreo de toda a ação e “modus operand” dos infratores, em trabalho conjunto e com o apoio de militares da 161°Cia PM, do policiamento de meio ambiente do município de Oliveira (MG) e do Grupo Especial de Policiamento Ambiental (GEPAM 6), entraram nas matas e após intenso rastreio localizaram os autores, onde houve resistência e negativa de ordem de parada, tendo outros dois caçadores fugido pela mata densa existente no local, tomando rumo ignorado e não sendo identificados até o fim deste registro.
Ao chegarem ao local e em posse dos infratores foram identificados a presença de um animal silvestre abatido, conhecido comumente como Capivara, sendo transportada em uma padiola, esviscerada e decapitada, sendo os rejeitos posteriormente encontrados lançados de forma irregular em solo permeável e dentro da lagoa vicinal ali existente.

Foram identificados e apreendidos, três cães utilizados para caça, que além de serem utilizados como ferramentas para a conduta ilegal, não raras vezes, permanecem por dias que antecedem a caça sem a devida alimentação, constatando-se maus tratos, como forma de instiga-los, fato este comprovado em campo. Ainda conforme a investigação, filmagens aéreas flagraram os autores servindo partes do animal silvestre aos cães como recompensa. Além disso, laudo médico veterinário confirmou que os cachorros encontravam-se com score corporal baixo; presença de ectoparasitas, além de algumas lesões espalhadas pelo corpo.

Face ao exposto, foi configurado o crime de maus tratos previsto no Artigo 32, parágrafo 1°, e art. 29 da Lei 9.605/98 (lei de crimes ambientais), além da agravante do crime ter sido cometido ao final de semana, tendo sido os autores apresentados posteriormente à autoridade de polícia judiciária estadual. O autor responderá pelos crimes, e sua conduta pode acarretar em reclusão que supere os cinco anos, além da lavratura da multa correspondente.
A Polícia Militar de Minas Gerais agradece a parceria junto aos cidadãos de bem e moradores locais, e por meio do batalhão de policiamento de meio ambiente afirma o compromisso com a proteção ambiental, na busca coletiva de um meio ambiente seguro e equilibrado.
Fonte e imagens: PMMA
