

A família de Edimilson José Pereira procurou a produção do DCB para expor uma situação, segundo eles, recorrente e relacionada ao atendimento do SAMU (Serviço Móvel de Urgência e Emergência) em Campo Belo (MG). Heloisa Rosa da Silva Pereira, esposa do paciente (portador de uma doença autoimune), garante que fez ligações para o SAMU na sexta-feira (08/04), para levar o marido ao hospital, mas não conseguiu atendimento necessário (transporte). De acordo com Heloisa, Edimilson estava em crise e há orientação médica indicando que em casos extremos, o paciente precisa de atendimento hospitalar. Segundo o Samu, no dia citado, o número de ligações na Central estava maior que a média diária e de acordo com o protocolo de regulação médica, não era caso de empenho de uma ambulância do SAMU, considerando outras solicitações de atendimento para situações mais graves em Campo Belo e Região. A família foi orientada também a acionar a ambulância do município, no caso em tela (UPA).
Diante da situação, Heloisa ligou para parentes e os mesmos deixaram o trabalho e fizeram o transporte do paciente. “Quando ele entra em crises precisamos leva-lo ao hospital para ser medicado e há dificuldade no transporte. Naquele dia, 08 de abril, sexta-feira, ligamos pro Samu e o atendente disse que não havia meios pra fazer o transporte e nos direcionou pra UPA. Ele (Edimilson) estava no auge da dor, apresentava vômitos, e o atendente nos disse que já sabíamos o diagnóstico dele, portanto, não poderiam nos ajudar. Fomos orientados a ligar na UPA. Diante da dificuldade tivemos que recorrer a parentes”, relatou a esposa de Edimilson.
A família desconhecia a atribuição da ambulância da UPA. Eles têm conhecimento da grande demanda da mesma. “Utilizamos esse transporte (ambulância da UPA), para levar meu marido à Santa Casa e o traz de volta. Mas buscar em casa, eu desconheço esta finalidade”, garantiu.
Ainda segundo a família de Edimilson, não é a primeira vez que ocorre um atendimento que os desagrada por parte do SAMU. “Teve um atendimento há 15 dias, e a enfermeira foi grossa. Mas, infelizmente, precisamos do serviço e relevamos. Chega um pouco que a paciência se esgota”, desabafou a moradora.
Versão do SAMU
De acordo com a assessoria de comunicação do SAMU, na sexta-feira (08/04), o número de ligações na Central estava maior que a média diária e de acordo com o protocolo de regulação médica, não era caso de empenho de uma ambulância do SAMU, considerando outras solicitações de atendimento para situações mais graves em Campo Belo e Região. “Ouvimos as ligações e a médica orientou a solicitante a ligar na UPA e pedir a ambulância do município para buscá-los. A solicitante encerrou a ligação sem reforço do pedido de atendimento, de forma que entendeu a orientação da médica para ligar para a UPA.
Com relação à segunda ligação, no caso, a sua (se referindo ao DCB), a demora do atendimento do médico que resultou na queda na ligação foi devido ao número de ocorrências graves que estavam em tela e sendo reguladas naquele momento. E de acordo com os registros do sistema da Central, não houve nova ligação a respeito do mesmo atendimento”.
Atenciosamente.
Márcia Santos
Versão da UPA
A produção do DCB buscou informações junto a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) relativo as atribuições da ambulância que fica na Unidade. Segundo a enfermeira chefe, Vânia Cordeiro, existe apenas uma ambulância na UPA. O veículo presta serviço à uma demanda significativa: transporta pacientes pra Santa Casa, encaminha pacientes (internados na UPA) pra clínicas visando a realização de exames; atende pacientes da Santa Casa para a realização de exames fora hospital. À medida do possível, o motorista vai a domicilio prestar atendimento. No entanto, para este procedimento, depende da disponibilidade da ambulância.
Conforme Vânia explicou, o transporte do paciente pode até ser feito, se a ambulância estiver sem atendimento no horário solicitado. “Conheço o caso e a família, caso não tenha como transporta-lo, pode sim, acionar a UPA e explicar sobre a necessidade do paciente”, explicou.
Doença autoimune
É um mau funcionamento do sistema imunológico, levando o corpo a atacar os seus próprios tecidos. Ainda não se sabe o que desencadeia as doenças autoimunes. Os sintomas variam de acordo com a doença e a parte do corpo afetada.
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