

Por : Athos Oliveira
Passagens pela Europa, por São Paulo e Seleção Brasileira. Essa é a história de Francielly da Rocha, que iniciou a sua trajetória em Campo Belo. Diferente das outras vezes, o DCB foi até a casa de Fran da Rocha para ela falar sobre a modalidade , o mundial e toda a sua carreira. Entre os títulos Campeã Paulista Cadete 2007, Vice Campeã Paulista Juvenil 2007/2008 Campeã Paulista Junior 2009/2010/2011
Vice Campeã Paulista Junior 2012 Vice Campeã Paulista Adulto 2016/2019 Campeã Paulista Adulto 2019/2020 Campeã da Liga Nacional 2019, Bronze Campeonato Brasileiro Junior 2012
Campeã Pan-Americano Cadete 2008 Campeã Pan-Americano Junior 2012 Campeã dos Jogos Pan-Americanos Adulto 2015 Campeã do Campeonato Pan-Americano 2013/2015 Campeã dos Jogos Sul-Americanos 2014/2018 Campeã do Campeonato Sul-Americano 2013
Campeã da Liga da Áustria, Temporada 2013/2014, 2014/2015, Campeã da Copa da Áustria, Termporada 2013/2014
A atleta que começou a fazer esporte solidário no Sesi, estudava a tarde no Miguel Rogana de manhã treinava o handebol. Foram 2 anos de campeonato por aqui, disputando Joes, Joju, Jojuninho e Jimi. Após uma partida em São Lourenço, Francielly foi chamada para jogar em Guarulhos, São Paulo, onde ficou de 2007 a 2013, depois foi pra Áustria onde atuou por dois anos, retornou em 2015 para o Guarulhos, onde ficou até 2018, até se transferir para o Pinheiros, onde ficou até este ano antes de se transferir para a Romênia.
A sua primeira convocação foi na seleção quando tinha 15 anos, depois esteve na seleção juvenil, depois Junior, até chegar na seleção adulta. O mesmo técnico do time em que Francielle atuava na Áustria, foi o mesmo do time que ela atuava na Romênia, e ao ser perguntada sobre a questão da linguagem, ela não enfrentou muita dificuldade devido o técnico saber falar bem o português, apesar de com o time ela falar o inglês. ” A gente acaba aprendendo na vivência mesmo, eu não sei falar o inglês fluentemente, mas muitas palavaras a gente vai aprendendo” destaca a armadora central.
Fran destacou uma das questões que não só acontece no handebol como em outros esportes, como a ida a Europa para chegar na seleção. Ela relatou que já ouviu muito isso, mas reitera que se a pessoa está na seleção é porque ela tem capacidade, e isso não depende de estar no exterior ou não. Outra situação, que foi colocada é a liga brasileira, que infelizmente perdeu times por falta de patrocínio, e as melhores jogadoras estavam saindo para a Europa. “É difícil os times que tem patrocínio, isso é muito difícil” relata a atleta Campobelense.
Fran relata que na Romênia disputa apenas a liga local e depois as 5 melhores vai para um torneio Europeu e sobre as ligas europeias ela destaca a maior organização dos campeonatos por lá, onde as crianças começam desde os 6 anos a praticarem o esporte , enquanto no Brasil se começa a partir dos 11 anos. Com relação a mídia, ela destaca que é muito difícil ser passado os campeonatos no brasil e no mundo, sendo encontrado mais no youtube a exibição das partidas, quando se consegue, mas que sempre perguntam onde vai ter transmissão, em meio ao interesse que é baixo na modalidade.
Fran comentou ao DCB que pretende em caso de volta a Campo Belo, fazer projetos sociais, para estimular a pratica do handebol desde pequeno nas crianças, pois foi relembrado os tempos em que o handebol era muito forte na cidade, assim como era o esporte na cidade. Com relação a procura por posição no handebol, a jogadora relatou que já chegou a atuar até mesmo de goleira na modalidade. mas já atuou como ponta, meia esquerda até ser central, e que a posição que segundo ela talvez tenha mais adeptos, é a sua por ter mais chutes em direção ao gol.
Quando perguntada sobre quem hoje é a maior revelação do Brasil, ela destacou Bruninha que já ganhou uma premiação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), e é natural de Campestre também no sul do estado. Com relação a campanha do Brasil no mundial, ela destaca que o Brasil foi longe, vendo que até outras equipes consideradas entre as favoritas, ficaram atrás do nosso país. Uma das ponderações, colocada pela jogadora, foi a falta de rodagem nos jogos da seleção, que a impediu de estar mais tempo em jogo.
Sobre o momento mais marcante em sua carreira, ela conta que foi estar nas Olimpíadas do Rio 2016, em que em um jogo contra a Romênia, ela entrou e foi peça importante na vitória, após uma jogadora da equipe ser expulsa. Ela conta que ali se deu conta de tudo o que estava acontecendo em sua vida. Por tamanha dedicação, Fran ressaltou a sua vontade de estar jogando. ” Eu não tenho que provar mais na da pra ninguém, eu só preciso ter sequenciade jogo, relatou a jogadora.
O talento de Fran foi despontado na quadra do Miguel Rogana.
Esporte: Fran da Rocha retorna das Olimpíadas e visita escolas campobelenses

Fotos de Athos Oliveira

phs

marmitaria da tia Selma

Tudec

Lion Henrique

Sacolão do Oswaldo

Vó Chinha

Casa do Pecuarista

papelaria marzius

Ebenezer
