O Intercâmbio na cidade. Jovens Campobelenses relatam as suas experiências em outros países e dão dicas para quem deseja fazer uma viagem Internacional

O mercado do Intercambio no Brasil, sofreu uma queda durante a pandemia. Mas nem por isso, torna-se um sinal de desanimo em quem ainda sonha em conhecer outros países, principalmente pela ajuda que é dada pelas agências de Intercâmbio, em viagens ao exterior. Para falar sobre as experiências de conhecer outras nacionalidades, e até mesmo para trazer a tona as condições e os grandes exemplos de quem um dia sonhou em fazer uma viagem para outros destinos, o Diário Campo Belo entrevistou 5 jovens que já conheceram algum país, seja pela área de estudo ou até mesmo por agências que tem como intuito ajudar outros a estarem nos países que almejam. Alguns além de contarem as suas experiências, deram dicas para quem deseja fazer um intercâmbio.

Ana Clara Fachardo

Foto concedida por Ana Clara: um dos lugares em que visitou no Canadá

Ana Clara  estudava  no Dom Cabral, e depois foi para Itajubá na Unifei, fazer Engenharia Eletrônica, onde  participou de um projeto para desenvolver um carro elétrico para competição, e quando acabou de se formar, resolveu procurar emprego nesta área. Acabei então achando uma empresa que era de carregador em São Paulo. Após ver que tinha poucas vagas nesta empresa, e ao procurar mais vezes, viu uma oportunidade em Resende no Rio de Janeiro, onde tem a Volkswagem, caminhões e ônibus. Um dos requisitos para estar nesta empresa era ter o inglês fluente, e apesar de ter estudado por muito tempo inglês no CCAA, ela nunca teve uma experiência de estar convivendo com os falantes da outra língua. Neste tempo, uma amiga de Ana Clara acabou indo para a cidade de Toronto no Canadá, e o que a ajudou foi não só o fato de ter uma pessoa que conhecesse lá, como também o custo-benefício. Sendo assim quando teve férias, ela resolveu ir para casa de sua amiga. Ana estudava durante a semana, e só tirava um tempo pra conhecer a cidade nos fins de semana.

Segundo ela o que mais chamou a atenção em Toronto foi a diversidade de pessoas naquele lugar. Ela ainda pensa em ter uma experiência maior no exterior. “Não me deu essa vontade de ficar no país, pois aqui no Brasil eu tive uma boa oportunidade de emprego”, conta a engenheira. O irmão de Ana Clara já chegou a passar um tempo na Espanha, e ela conta que entre os países que sonha em conhecer, ela disse que a África, pois seria uma viagem diferente, onde ela fala que gostaria de ser voluntária.

 

Isabel Vilela

Foto concedida por Isabel,  no país da Finlândia

Isabel Bahia Vieira Vilela,  teve a sua primeira experiência fora do país aos 17 anos, e queria muito morar em outro país, no que encontrou uma ONG que fazia esse trabalho de intercambio, onde a ONG se encontra localizada em Varginha, em que a pessoa escolhe um país para ir e ficar por pelo menos 1 ano morando na casa de uma família daquele local escolhido e estudando na escola de ensino médio da cidade. O país que Isabel escolheu foi a Finlândia. “Eu queria ir para os Estados Unidos primeiramente, pois queria aprender Inglês, mas quando cheguei nessa ONG, a presidente falou que era mais difícil de conseguir intercâmbio e pediu pra que eu pensasse em algo diferente” conta Isabel.

A única informação que Isabel tinha sobre a Finlândia, era que o país era referência na educação, e que era o maior consumidor per capita de café, a área em que trabalha o pai e a própria Isabel. Em agosto de 2012, ela finalmente foi para o país e ficou com uma família, dando também continuidade nos estudos do ensino médio. O que mais Isabel achou interessante, foram os modos de alimentação do povo finlandês, que tinham como costume beber muito leite, juntamente com o almoço. Isabel ficou no país por cerca de um ano.

Após retornar ao Brasil, Isabel pensou em cursar Relações Internacionais, e foi para a China, onde estudou a área de Negócios, Cultura Chinesa e língua Chinesa. Em 2018,  após esta experiência, ela teve duas passagens curtas também por Itália, onde aprendeu sobre as diferentes culturas da terra da Bota com o Brasil, onde ficou por 2 semanas e também  em 2019 nos Estados Unidos, em Boston, onde foi na maior feira de cafés especiais do mundo, ficando 1 semana por lá.

Para ela o que mais se aprende visitando estes outros países, é que não se tem o certo modo para viver, existem apenas diferentes maneiras de enxergar o mundo.

Isabel foi por meio da Afs, e conta que foi conhecer a Finlândia primeiramente pois  voluntários fizeram o processo todo para a viagem e por que eles receberam pessoas de fora. Segundo ela, voluntários desta ONG faz uma seleção de intercambistas, onde acontece uma entrevista para saber o que as famílias buscam nestes lugares que querem conhecer. Segundo Isabel, algumas escolas em Campo Belo já fazem parcerias com esta ONG, no que ela citou o Anglo, Dom Cabral e a Escola Estadual José Monteiro. A partir disso, eles procuram na cidade quem gostaria de receber estes de fora do país, onde em escolas particulares eles buscam isenção na mensalidade, mas o material é pago pela ONG.

Isabel decidiu então tornar-se voluntária conselheira de uma italiana que ela recebeu em Campo Belo, por causa do comitê que foi aberto no município. Aos que tiverem interesse em receber famílias, ela conta que pode entrar no site www.afs.org.br, e procurar o presidente que em Campo Belo é o Douglas Alvarenga. Há áreas tanto pra quem tem procura mais profissional, como para quem seja voluntário.

Ela explica que com a pandemia, ficou mais difícil receber pessoas e que a ONG se encontra em um momento delicado, pois ficou difícil até mesmo encontrar com estas pessoas e alguns países estavam fechando as fronteiras para não receber pessoas de outros países.  Porém a ONG  está fazendo virtualmente um trabalho para fazer com que as pessoas conheçam as diferentes culturas de outros países. “É o que a ONG pode fazer no momento, mas nem se compara com a experiência de morar em outro país, de estudar em outra escola, então estamos bem esperançosos, de que tudo isso acabe logo e consiga fazer todo este movimento novamente” , relata a intercambista.

Júlia Massahud

Foto concedida por Júlia, em que ela estava na Hungria

Julia conta que sempre teve o sonho de fazer intercâmbio, e buscou o de High School, que é para quem faz o Ensino Médio em outro país. Júlia foi orientada por Isabel sobre o que era necessário para fazer a viagem que tanto queria. Júlia tinha muita vontade de conhecer a Europa, e decidiu ir quando completou seus 18 anos. Com seus 18 anos, para fazer a viagem de “High school” ela teria que ter no máximo, exatamente esta idade. Desta forma, o país que aceitou Júlia, foi a Hungria. “ Gostei muito por ser um país central, em que você pode viajar facilmente facilmente, com trem, ônibus, carro e seria mais fácil para conhecer outros países também” conta a jovem.

Em agosto de 2018, foi o embarque para o país do leste Europeu, e morou por um ano no local. Júlia também destacou o modo mais fechado de relacionamento do Europeu. Quanto a alimentação, ela destacou que as verduras, legumes, carne e pão, mas que o mais tradicional é a sopa. Os Hungaros segundo ela, não possuem o hábito do almoço mas que a janta já é algo mais importante para eles, tanto que precisa ser em família.

Júlia destaca que muitas pessoas querem fazer o intercâmbio, mas ficam em duvida quanto a deixar família entre tantas outras questões. “Muitos querem fazer intercambio, mas tem receio em deixar a família, amigos,  não conseguir falar a língua deles e até mesmo não acostumar com a comida” .

Com relação a língua, ela afirma que não sabia nada do Inglês, e que ao ir para a Hungria, ela quis exatamente aprimorar , apesar de a língua do país ser o Húngaro. Isso se deu pois o inglês é a principal língua do mundo. Ela relata que precisou de estar com pessoas que tivessem paciência para explicar mais sobre o idioma para ela, mas que conseguiu aprender em 6 meses.

Júlia contou ao DCB que  quer ainda conhecer outros países, com culturas diferentes, até mesmo de outros continentes, sem destacar um local de preferência.

 

Matheus Campos

 

foto concedida por Matheus, no Vaticano na Itália

Matheus sempre teve vontade de morar fora e de viajar, além de conhecer novas culturas e aprender o Inglês, pois o Inglês que se aprende aqui no Brasil é muito básico. Em 2011 viu a necessidade de aprender o Inglês para poder melhorar o currículo, e entrar com mais capacidade no mercado de trabalho. “ Hoje se você entrar em uma grande empresa é exigido um bom inglês, se você chegar falando que sabe, isso eles vão falar que não é mais do que sua obrigação” conta o dono .

O seu primeiro intercambio foi na Austrália em 2012, onde ficou por 7 meses em Sydney na Austrália, voltando em 2013. Quando voltou Matheus teve vontade de viver outras experiências e ficou com essa vontade de 2013 até 2017, onde fez o seu segundo intercâmbio na Irlanda, onde ficou por 8 meses no país, onde foi com sua atual esposa. No país chegou a trabalhar como consultor em uma empresa, onde continuou trabalhando de home-office aqui em Campo Belo, até agosto do ano passado. Em 2019 ele fez mais dois intercâmbios por esta empresa que trabalhava, que pagou para ele realizar a viagem para Malta e Inglaterra. Ele relata que ficou uma semana em cada país, mas que foi o bastante pra conhecer a cidade e a cultura do país.

Segundo Matheus, ele já ajudou mais de 4500 pessoas a realizarem intercâmbio e foi aí que surgiu a oportunidade de estar a frente da Destino Certo Intercambios, que tem o escritório físico em Campo Belo e opera desde Novembro do ano passado, além dos suportes dos países que se tem o destino. Neste final de setembro, Matheus busca realizar intercâmbios no Canadá, nos Estados Unidos e em Dubai no Emirados Árabes.

Matheus fala que quem pensa em fazer o intercâmbio precisa se planejar com pelo menos 6 meses de antecedência, para poder entender o que você vai gastar, passagem aérea, entender mais também sobre o país. Os trabalhos mais comuns de serem realizados nestes intercâmbios segundo o Jovem, são trabalhos braçais,  como camareiro, como garçom, faxina, baristas, que são trabalhos envolvendo cafeterias, lavador de louças, Au Pair que é cuidar de crianças e até mesmo aprender sobre o modo de vida de outros países.

Os países que Matheus ainda sonha em conhecer e já planejou a viagem estão Espanha e Portugal, no que ele afirma que está encaminhado para ser realizado em abril. Hoje alguns países por causa da pandemia pedem que o intercambista faça a quarentena em um hotel específico no local e apresentem testes negativos para adentrar no país.  Ele fala que se fosse indicar um melhor momento para fazer uma viagem a países do exterior, seria no começo do ano, pois o clima melhor é exatamente neste tempo até abril, onde acontece as estações de primavera e verão.

Henrique Silva

Foto concedida por Henrique Silva, nesta foto ele está em Jerusalém

Henrique foi em julho de 2018 e voltou em junho de 2019, e fazer uma viagem para fora do país sempre esteve em seus planos. Quando estava na faculdade e tinha o programa do governo “Ciência sem Fronteiras” , pois todos os custos seriam do Governo, mas ao ser retirado este benefício, ele precisou buscar novas formas de realizar o intercâmbio. Em outubro de 2017, fechou o intercâmbio faltando 9 meses para embarcar aos países europeus.

Henrique precisou trancar a matrícula da faculdade, para poder fazer a viagem que tanto queria. A agencia escolhida segundo o intercambista, deu muito suporte em seu primeiro destino que foi em Dublin. O principal intuito de ir para a Irlanda segundo Henrique, é o de estudar, embora a ida é também para buscar um trabalho, para ajudar nos custos.

Nos tempos de férias, ele aproveitava para conhecer outras cidades, já que os preços das viagens de avião eram baratos, segundo ele, com o custo de 5 euros. Henrique conta que apesar do jeito europeu de ser mais fechado, na Irlanda a realidade é diferente, devido o país receber vários estudantes de fora, pois segundo o jovem campobelense, para eles é algo que jamais fariam, é querer visitar o Brasil, só por querer ir, e por isso, consideram muito o imigrante por querer fazer isso.

A alimentação deles, segundo Henrique é bem reforçada no café da manhã, e com um sanduíche na hora do almoço. Na janta mais uma refeição reforçada, no que conta que eles costumam colocar muita batata. Henrique pensa em conhecer muitos lugares da Europa, no que destaca o Leste Europeu, como a Croácia e a Romênia.

Uma dica que ele daria pra quem quer fazer intercambio é pesquisar em canais no youtube, que ensinam as pessoas a se programarem . Henrique trabalhava na agência Egali Intercâmbios.

Texto: Athos Oliveira

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