O dia do escritor. Conheça dois Campobelenses que já fizeram livros e que falaram sobre a importância da escrita

Hoje dia 25 de julho, é o dia do escritor, onde recordamos grandes escritores como Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, entre tantos outros que fizeram a historia na escrita no nosso país.  Mas assim como estes grandes escritores,  Diário Campo Belo resolveu conversar com dois campobelenses que escreveram um livro, para falar sobre a importância da escrita. Seja para tratar sobre a humanidade ou então para falar sobre a ficção, ou até mesmo para contar histórias, cada um fez o seu trabalho da melhor maneira para retratar ações por meio da escrita

Adriano Kerver

Adriano além de escritor é pedagogo, historiador, Especialista em Educação Especial e Mestre em Educação. Ele  teve a ideia de escrever um livro em 2001, quando ele estava no ensino médio, mas começou a escrever de fato, em 2003, terminando de escrever em 2007 e só publicando em 2017.  Segundo ele, é uma publicação independente, e o seu primeiro livro, que intitula-se “Espelho Negro, A Razão”, entrando para o grupo da Associação Brasileira de Escritores de Romance,  Suspense e Terror (ABERST), que promovem mini-cursos, workshop e network muito importante entre os autores onde pode participar de antologia, como foi no seu caso, da publicação de seu conto. O conto no caso de Adriano, é um conto de terror, onde ele conta que passou a gostar depois que teve o contato com a ABERST. Ele está escrevendo agora o seu segundo livro, e fala que a maior dificuldade de escrever o conto é que voce tem pouco espaço pra contar a história do início, meio e fim. Ele disse que gostou da experiência do primeiro livro, e que escreveu outros contos antes deste segundo livro.  Para Adriano, embora em toda a literatura a gente encontre grandes  inspirações em outros países, a importância da escrita sobretudo a escrita de autores brasileiros, desde os clássicos que a gente tem até os novatos, os independentes, é que a escrita do autor brasileiro, ela retrata o nosso dia a dia, as nossas questões sociais, numa perspectiva muito próxima do que a gente vê da realidade. Então a forma do autor brasileiro de falar do mundo, que está ao seu redor, dos problemas, retratando as emoções, a gente tem uma grande identificação, quando é alguém que mora no mesmo país que a gente. Então relacionado aos autores brasileiros independentes, eu acho que fica mais forte ainda, pois o autor vai relatar no livro a realidade que ele vive. Isso foi o que tentei fazer no livro.

Inaê Leandro

imagem do dia que conversei por vídeo com Inaê para falar sobre seus livros.

 

Inaê Leandro, é formada em Administração, e conta que sempre teve vontade de escrever um livro, apesar de não saber exatamente do que seria esta obra então que estava pensando. Já pensei em muita coisa, desde ficção e também poema.  Em 2016, Inaê participou de um curso, que se chamava LAB – X, que segundo ela esse curso não existe mais, e pertence a fundação Estudar. Nesse curso as pessoas precisam fazer algo e aí ela pensou em fazer um livro , no tempo em que estava em Ouro Preto. Quando eu estava voltando estava pensando em como faria este livro. Foi quando aconteceu o segundo encontro, onde escreveu o primeiro livro o ” Eu Construtor de Mim”.  Em 2018, Inaê escreveu o seu segundo livro, por ter participado de outro programa da Fundação Estudar, chamada Laboratório, que já chegou a ter o nome de liderança 31 horas e depois foi mudando de nome. Dessa forma ela tinha que produzir algo que impactasse a vida das pessoas em 30 dias, em que foi produzido o “Repense”. Além disso a jovem escreveu outros capitulos de livros que foram feitos com outros escritores e sobre outros temas. Para ela a comunicação é mais facilitada mais quando ela escreve, do que quando fala, não que ela se importe em ter que falar. Para ela a importancia da escrita é compartilhar conhecimentos e também sentimentos, como no caso de uma poesia. A parte que segundo ela, mais demora é a da editora. ” Eu sempre falo que o mais fácil é escrever, e o mais difícil é publicar” conta a jovem que ficou em terceiro lugar no Prêmio Jovem Senador do Senado Federal em 2013.

A dica que Inaê daria para quem ainda não escreveu um livro é. Comece. Se depois de começar você achar que isso é difícil, tudo bem, mas pelo menos comece. Outra dica da autora, é não pense em fazer livros, para ficar rico com isso, pois na maioria das vezes não é isso que nós vemos. Tem que pensar no que pode ajudar aos outros e isso pode acontecer mediante o amor com que você está preparando a sua obra. Para ela o melhor foi ter a oportunidade de falar sobre os livros nas escolas e também deixar em várias bibliotecas de locais que nem sempre eram perto daqui de Campo Belo. Hoje ela fala sobre a ideia do livro, para vários jovens e ela afirma que tem transformado várias pessoas.

 

 

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