Como foi constatado no Boletim de Ocorrência, emitido em 24/02/22, onze cães mortos estavam no freezer do canil. A informação também foi reiterada por servidores do município. Reconhecemos que Campo Belo não possui Instituto Médico Legal Veterinário, o que dificulta os procedimentos pós-morte e também a investigação das causas que levaram os cachorros a óbito. Entretanto, é necessário que os servidores do canil tenham os registros de cada um dos corpos, contendo horários, suspeitas e causas da morte. Caso não haja, é possível afirmar que houve conduta imprópria por parte do Canil Municipal de Campo Belo.Foto: Arquivo DCB
Por: Athos Oliveira (Estudante de Jornalismo) e Kelly Cristina (DCB)

Foto: Arquivo DCB
Uma grande polêmica tem sido discutida em redes sociais nos últimos dias: a soltura de cães do canil de Campo Belo. Segundo o assessor de assuntos emergências e de plantão, Gustavo, a Henrique, a informação procede, no entanto, o assessor diz que a Prefeitura está cumprindo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o município e o Ministério Publico. “A soltura dos animais sadios do canil após cuidados e castração ocorreram em obediência ao TAC, celebrado entre a administração municipal e o Ministério Público em 2018. Todos os pontos do Termo tem sido cumpridos e outros nos quais a prefeitura tem dado apoio bem maior do que o exigido no TAC. Ele também reforçou que antes da soltura os animais são vacinados e vermifugados”.
No ano de 2018, o prefeito Alisson de Assis Carvalho assinou junto com o Dr. Alessandro, promotor de justiça e responsável pela área na época, o TAC. Esse Termo tem várias questões que são importantes na causa animal. “Em alguns termos pede pra que sejam realizadas castrações nos animais de rua, e isso o que estamos fazendo e até a mais. De 2020 a 2021 foram mais de 1000 castrações”, esclareceu.
Há um pedido nesse TAC, segundo o assessor, para que haja melhorias nos locais onde os animais ficarão, além de um canil muito bem conservado. “Em uma matéria recente no Diário Campo Belo, foi possível mostrar que temos um excelente canil, mas tem uma obra no valor de 105.000 reais, com recurso próprio do município, onde Dr Alisson está fazendo a ampliação do canil Municipal, então, portanto, é mais um ponto que a gente está cumprindo”, garantiu.
Dentre os pontos pedidos, há alguns que as protetoras de animais não concordam. “No TAC diz que o compromissado, que no caso é a prefeitura, após observação clínica por tempo razoável, seja testado por médico veterinário, que o animal recolhido esteja saudável e não apresente nocividade a saúde pública, deverá providenciar a sua castração, vermifugação, vacinação e registro, é após inserido no programa de doação, tornando-se inviável a mesma, deve-se reintroduzi-lo na comunidade, dando-se a preferência a localidade de origem onde o animal foi pego. Prazo de cumprimento imediato, desde 2018”, acrescentou Gustavo.
Ainda segundo ele, os animais que são mais saudáveis, que tem melhores condições de viver na comunidade, e são levados a viverem em comunidade, por uma determinação do Ministério Público, através de um TAC assinado pelo Dr Alisson em 2018. Por meio de várias pesquisas de universidades federais, de todo Brasil, e também de estudos que são feitos é também da vivência aqui no canil, com o médico veterinário Dr Ramiro Lara, que é um profissional exemplar, que os animais vivem melhor fora do canil, pois as pessoas cuidam nas ruas, nas comunidades, doando comida, um pouco de ração, e eu tenho em meu escritório, dois cães comunitários que trato deles todos os dias, que cuido deles. Sendo assim, quero afirmar que a população tem o interesse.
Gustavo ainda disse que a protetora, servidora pública, Djanira Rodarte, que é uma das pessoas mais empenhadas na causa animal, estará andando pelas ruas, por uma ação da prefeitura ajudando estes cães. “Então os pontos estratégicos onde tem mais cães, a Djanira vai estar lá ajudando com doações de ração para esses que estão na rua. A prefeitura tem compromisso com a causa animal”, informou.
Gustavo alega que a prefeitura foi atacada injustamente. “Infelizmente, acabamos sendo atacados, mas sem uma razão de acontecer. Hoje estou falando com você, neste dia 22-04, e eu recebi a pouco um grupo de vários vereadores, fizemos uma reunião muito boa, onde foi explicado toda essa questão do cão comunitário, para ajustar ao que é pedido pelo Ministério Público, não é uma vontade do Gusttavo Henrique, e nem do Prefeito Alisson e do vice Adalberto. É uma determinação do MP, embasada na lei 9.970 de 2017, que trata da questão dos animais no Estado de Minas Gerais, sancionado pelo então Governador, Fernando da Mata Pimentel”, pontuou.
Para finalizar, Gustavo garantiu que o governo irá ajudar os animais, fazendo os resgates, “que é muito importante, e vamos continuar trabalhando para que a causa animal seja cada dia mais forte. Sempre que precisar de mais informações, a assessoria de emergências e plantão, estará a disposição, para fazer outros esclarecimentos que forem necessários para todos os cidadãos”, citou o assessor.







