
Por: Athos Oliveira (Estudante de Jornalismo)

Foto do dia da estreia no profissional do Atlético. Foto do Instagram
Felipe Felício Silva Reis tem 18 anos, e apesar de ter nascido em Belo Horizonte, pertence a uma família de sua maioria campobelense. O jogador teve seus primeiros jogos pelo profissional do Atlético, nas duas primeiras rodadas do Campeonato Mineiro, na vitória contra a URT no Mineirão, que foi sua estreia, e na vitória contra a Tombense, em Tombos.
Felipe explica que nos primeiros momentos nem pensava em ser jogador de futebol, fazia apenas por diversão. “Na verdade eu nem pensava em ser jogador de futebol, nem ligava pra isso”, revelou o atleta. Tudo começou quando deu os seus primeiros passos no futsal de um time sub-11 do colégio em que estudava no Santo Agostinho, até enfrentar o Minas que era a equipe mais forte do torneio. Ele fez os 7 gols da vitória do Santo Agostinho sobre o Minas.
Sendo assim o técnico do Minas o chamou para jogar em seu clube, por volta dos 12 anos. Felipe ao atuar pelo time minas tenista, jogou bem na final do estadual, vencendo o Olímpico por 3 a 2, sendo Felipe autor de um dos gols da partida. Depois atuando no campo passou por Santa Cruz e Interminas, até chegar ao Atlético. Já fazem seis anos que o atacante está no Atlético.
O primeiro jogo foi memorável para Felipe, não só por ser sua estreia e a despedida de Victor, um dos maiores ídolos da história do clube alvinegro.
Ao ser perguntado sobre como foi atuar especificamente nesta partida da despedida de Victor, ele relata. “Estreia melhor impossível, só faltou o gol mesmo, mas não tenho nem palavras pra falar, “Vitão” é um cara excelente, tanto dentro como fora de campo, e fui privilegiado não só por ter estreado neste dia, mas por ter convivido com ele esse tempo todo”, disse o atacante, que gosta de jogar mais centralizado, apesar de ter sido utilizado também pelos lados do campo.
A referência para Felipe, ele fala que é Robert Lewandowski, o atacante do Bayern de Munique da Alemanha. Um dos assuntos surgidos foi a possibilidade de defender a seleção brasileira em uma olímpiada, isso pelo motivo de que agora, serão chamados atletas até 23 anos, e não mais abaixo de 20, como em outras temporadas. Ele fala que uma das coisas que atrapalhou, foi ter ficado 1 ano sem jogar, mas que uma das metas, é sem duvidas representar e vestir a amarelinha nas Olimpíadas em 2024, que será em Paris, na França.
O tempo da Pandemia prejudicou bastante para as ambições que tinha o atleta, que conta que muitas viagens para jogar até fora do país precisaram ser adiadas. Ele estava na equipe de transição, no caso o sub-18 e estava com algumas viagens já programadas para o ano todo. Além disso, ele destaca o fato da equipe de base não ter disputado o campeonato mineiro, e o número de jogos em um calendário difícil, por ter muitos jogos em poucos dias, depois de um longo tempo parado.
Felipe tem na família, todos apaixonados por um esporte. O seu pai Ernani Junior, por exemplo, já foi jogador de Basquete, e ainda tem um irmão, Leandro Felício, que já atuou pelo Atlético Paranaense. Seu Pai Ernani é casado com Silvana, que além de Felipe, o caçula da família, tem mais três filhos. Felipe é o único que nasceu em Belo Horizonte.
O pai saiu da cidade montesa, em 1978, quando tinha 16 anos, para estudar e jogar basquete em Belo Horizonte, apesar de também já ter atuado no futebol, jogando pelo Sparta.
Quatro anos depois foi à vez de Silvana ir para a capital mineira. Um aprendizado que Felipe leva pra vida e que é ensinado pela própria mãe, é ter humildade.
E sem dúvidas, que o brilhantismo e a humildade, juntamente ao futebol demonstrado pelo artilheiro, que o tornou grande para enfrentar os principais desafios dentro de campo.
O próximo será com certeza, ser uma das grandes opções, de um grande elenco, comandado pelo Cuca.

O pai de Felipe, Ernani, atuou pelo Sparta Futebol Clube.

Felipe (no colo), na época em que o irmão jogava pelo Atlético Paranaense
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