


Idade das vítimas variava entre 6 e 10 anos quando os crimes aconteceram.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou o terceiro inquérito que investiga o caso de um homem, 54 anos, suspeito de abusar sexualmente de, pelo menos, 14 meninas, entre 1995 e 2018. Os crimes ocorreram em Várzea da Palma, no Norte de Minas, durante cerca de 30 anos, segundo depoimentos das vítimas. Três inquéritos já foram instaurados: um em outubro de 2019, que já foi concluído e encaminhado à Justiça; o segundo, solicitado pelo Ministério Público e o último, instaurado nessa segunda-feira (17/8), quando mais uma mulher procurou a Polícia Civil.
Segundo as investigações, o homem usava trabalhos sociais e religiosos para praticar os crimes.
Conforme o delegado responsável pelas investigações, Guilherme Vasconcelos, o trabalho da polícia começou depois que uma das vítimas, que fazia parte de uma das atividades do suspeito, contou nas redes sociais sobre um abuso que ocorrido no início dos anos 2000.
— Quando o relato aconteceu, houve uma grande repercussão na cidade e um inquérito policial foi instaurado. Após a publicação, algumas vítimas procuraram a delegacia com o mesmo propósito de fazer uma denúncia.
De acordo com Vasconcelos, o suspeito usava as mesmas estratégias para atrair as vítimas, que na época eram crianças.
— O suspeito informava que iria criar um grupo de dança ou um torneio de futebol e passava nas casas para pegar as meninas e levava para outros lugares.
Ainda segundo o delegado, as investigações apontaram que houve abusos que teriam sido praticados dentro das próprias casas das vítimas.
— Ele aproveitava os momentos de distração dos responsáveis pelas crianças e praticava os abusos.
O delegado Guilherme Vasconcelos também disse que, em depoimento, algumas mulheres disseram que, quando eram crianças, nem sabiam o que estava acontecendo.
— Com o passar o tempo e com o amadurecimento, elas foram criando consciência do que havia acontecido. Isso gerou muita angústia e diversos impactos psicológicos na fase adulta.
O suspeito foi indiciado pela prática de estupro de vulnerável e aguarda o processo em liberdade. A Justiça estabeleceu algumas medidas cautelares para o homem, que está proibido de manter contato com as vítimas e não pode se envolver em trabalhos com crianças.
A reportagem tenta contato com a defesa do suspeito.
Fonte: R7 e PCMG
