


Penitenciária de Formiga tem casos de coronavírus — Foto: TV Integração/Reprodução
A Prefeitura de Formiga informou que mais três detentos da Penitenciária de Formiga testaram positivo para a Covid-19. A informação foi divulgada neste domingo (14). Ao G1, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) confirmou mais um preso foi infectado. Na quarta-feira (10), tanto o município quanto a secretaria confirmaram que outros três detentos teriam se infectado com o novo coronavírus. De acordo com os números do município, até agora, são seis casos confirmados na penitenciária.
Segundo a Prefeitura, um dos casos foi confirmado no sábado (13) e outros dois neste domingo. Um terceiro detento testado teve o resultado negativo e foi considerado descartado.
De acordo com a direção da Penitenciária, todos estavam em observação quando passaram pela triagem da equipe médica da Unidade Prisional. Segundo a Prefeitura, nenhum dos detentos que tiveram os exames positivos para a doença apresenta complicações.
Eles estão isolados em uma sala da ala da enfermaria e são monitorados pela equipe médica. O diretor da Unidade, Ronaldo Antônio Gomides, afirmou que todas as 190 pessoas que trabalham na unidade serão testadas para verificar se algum profissional foi infectado.
Sejusp
A Sejusp confirmou ao G1 neste domingo os três casos positivos de quarta e mais um neste domingo, no total de quatro. A Prefeitura informou, no entanto, que os dois casos de domingo foram repassado nesta segunda-feira (15).
O G1 voltou a entrar em contato com a secretaria de estado, no entanto, não tinha recebido resposta até a última atualização desta matéria.
A Sejusp ressaltou que algumas ações são realizadas para prevenir e controlar a doença no ambiente prisional.
Unidades portas de entrada
Para evitar a contaminação da Covid-19 por novos presos, 30 unidades de referência, distribuídas em todo o território do estado, funcionam como centros de triagem e portas de entrada para novos custodiados do sistema prisional.
Os presos no estado são encaminhados para uma unidade específica da região e ficam, pelo menos, 15 dias em quarentena e observação. Após este período e atestada a saúde, os detentos são encaminhados para as unidades prisionais.
No Centro-Oeste, os presídios de Dores do Indaiá e Bom Despacho funcionam como centros de triagem contra o coronavírus.
Visitas suspensas
Como medida para evitar a disseminação da doença através de contato com o público externo, as visitas foram suspensas. Entregas de kits suplementares contendo alimentos, remédios entre outros itens, para evitar a circulação de materiais contaminados também foram suspensos.
A Sesp ressalta que estes itens continuam sendo fornecidos pelas unidades prisionais e recebidos, ainda, via Correios. Todos os kits enviados por meio postal são inspecionados, por questões de segurança.
Cuidados com os presos
Quem já está no sistema prisional e apresente sintomas do coronavírus, deverá seguir o seguinte protocolo: isolamento imediato, realização de exames e, em caso de confirmação, tratamento segundo protocolo da área da Saúde.
Em todas as unidades em que há presos com Covid-19 confirmados, a desinfecção do ambiente também é imediata e todos os demais detentos passam a usar máscaras, de forma preventiva.
Evitar o contágio via profissionais de segurança
Os profissionais das unidades de segurança estão com as escalas de trabalho dilatadas, de forma a diminuir a circulação desses servidores intra e extramuros.
Evitar a circulação de presos para realização de audiências
Foram instalados equipamentos para a realização de videoconferências judiciais em todas as unidades prisionais. A medida evita o deslocamento da maioria dos presos para o ambiente externo, diminuindo o risco de contágio pelo coronavírus.
Em Divinópolis, as videoconferências foram adotadas para as audiências com os detentos.
Contato com as famílias
Por conta da suspensão das visitas, o contato dos presos com as famílias é feito de três maneiras: através de cartas (ação prevista para todas as unidades e com média de 35 mil recebimentos por semana), ligações telefônicas (cujo número é diferente em cada unidade e deve ser fornecido pelo presídio ou penitenciária; a média semanal é de 15 mil ligações realizadas) ou videoconferências nas unidades em que essa tecnologia já está disponível.
Limpeza geral e desinfecção de ambientes
As áreas estruturais como celas, pátios, áreas administrativas e técnicas, portarias, guaritas e, também, veículos estão passando por higienização reforçada, semanal, durante a pandemia. A ação é simultânea e sempre as terças-feiras em todas as 194 unidades do Estado.
Máscaras e Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
O sistema prisional está produzindo máscaras para uso nas próprias unidades e segurança de todos. Todos os servidores são obrigados a circular no interior das unidades de EPIs. Eles recebem o equipamento sistematicamente.
Os presos também utilizam máscaras quando estão com algum sintoma suspeito ou quando pertencem a alas ou pavilhões onde outro detento foi testado positivo para a doença.
Fonte: Reprodução G1/TV Integração
