Há 5 anos a família de Dayane Camargo sofre com as enchentes que invadem sua residência. Quando o fluxo é intenso o duto construído no córrego não suporta o volume e a água invade a residência localizada na rua Lindofo Cazeca, bairro Vale do Sol. Devido à destruição a família já acumula inúmeros prejuízos e fica apreensiva a cada ameaça de temporal. A reportagem do DCB entrou em contato com a Polícia Ambiental, e o Sargento Marconi disse que na quinta-feira (13/02) uma equipe de militares atenderá a denúncia.
A chuva de quarta-feira (11/02) foi devastadora para a família que não sabe mais a quem recorrer: “È um jogo de empurra empurra! A empresa que utiliza a água do córrego diz que é de responsabilidade do IBAMA. Os funcionários do DEMAE vieram fazer a limpeza do córrego, mas o dono da empresa impediu alegando que trata-se de área de reserva ambiental. Enquanto isso nós sofremos”, desabafou Dayane.
A preocupação maior é com a mãe, de 72 anos: “Na noite de terça tiramos minha mãe da casa, ela passou mal ao ver a situação. Anos de luta para adquirir móveis e perdemos em instantes”, acrescentou Dayane.
Como medida de prevenção a família já construiu muros de contenção, mas não foram o bastante para impedir que a água e lama invadissem o imóvel. “Só o tempo fechar nós já ficamos desesperados. Nas casas do lado contrário a água invade os quintais e do nosso lado invade a casa da minha mãe por estar a um nível mais baixo. A prefeitura diz que a responsabilidade é do DEMAE que por sua vez diz que a demanda cabe à Gelico e a empresa justifica que o terreno pertence ao IBAMA, por isso não podem fazer a limpeza”, expôs a moradora.
Para ela o problema é fruto de um conjunto de fatores: “A soma do mato alto, da população que joga lixo no córrego e do duto baixo, impede a água de escoar”, explicou Dayane.
De acordo com Sargento Marconi, a Patrulha Ambiental fará contato com com a produção do site, para maiores informações e providências pertinentes referente a denúncia apresentada pela moradora da rua Lindofo Cazeca. “Hoje estou com demanda e não há possibilidade de atendimento”, respondeu o Sargento Florestal.
A equipe da Secretaria de Obras esteve no local e disse que o espaço pertence à empresa privada e a prefeitura não tem responsabilidade. Agora é aguardar a ida da Polícia Ambiental no local para as providências devidas.






