

Famílias perderam direito a casas populares em Guaxupé — Foto: Reprodução EPTV
Mais de 26 famílias perderam o direito a casas populares em Guaxupé (MG). A medida foi tomada após dados falsos serem informados durante o processo de seleção do programa, segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. O Residencial Monte Verde beneficiou 180 famílias que precisam se enquadrar em vários critérios do programa Minha Casa Minha Vida.
Durante o processo para selecionar os participantes e entregar as casas, já haviam sido encontradas irregularidades nos contratos de mais de 20 famílias. Esses problemas foram detectados antes mesmo da entrega das casas, em março de 2018. Mas nos últimos meses ficou constatado que seis outras famílias também não se enquadram nos critérios do programa e elas tiveram que deixar os imóveis.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, foram identificadas famílias com renda superior ao limite estabelecido pelo programa, além de vários outros problemas.
“Um exemplo é uma família que alegava que tinha filho com deficiência e na realidade não tinha a guarda da família. Pessoa que tinha um pai idoso, que estava institucionalizado no Lar São Vicente, que retirou o pai por um certo período só para fazer as inscrições e depois devolveu o pai para a instituição de novo, como se fosse de outra responsabilidade”, conta Claudinei Vítor
“Nós temos agora mais 12 casos sob investigação, sob suspeita. Pessoas com denúncia que tenham locado a casa para terceiros ou que tenham feito um contrato de gaveta, vendido para terceiros. Eu tenho certeza que a gente vai encontrar. E as pessoas que estão nesse cadastro de reserva, podem aguardar, que se surgir a oportunidade, a gente vai fazer justiça”, completa o secretário.
A equipe de reportagem da EPTV Sul de Minas, afiliada da Rede Globo, entrou em contato com uma família que foi retirada durante o processo de seleção. A moradora afirmou que não teve como comprovar que o filho, deficiente, mora e estuda em Guaxupé (MG), já que ele vive em São Paulo com o pai, onde faz tratamento.
A prefeitura agora vai selecionar outras 280 famílias que serão beneficiadas com um novo residencial na cidade. Mas os interessados devem ficar atentos aos critérios. “Há um grande cruzamento de informações entre os bancos de dados municipal, estadual e federal. Não adianta, uma hora vai chegar a informação. E pode ser daqui a 10, 15, 20 anos, a justiça social vai ser feita”, afirma o secretário.
