Campo Belo: População questiona funcionamento da cozinha comunitária

A Cozinha Comunitária Ewerton Pinto Teixeira foi inaugura em Campo Belo em junho de 2016,. Reprodução: DCB

A Cozinha Comunitária Ewerton Pinto Teixeira foi inaugura em Campo Belo em junho de 2016, no governo do prefeito Marco Túlio Lopes Miguel e Richard Miranda Resende, mas desde então tem recebido críticas pela opinião pública devido à sua baixa utilização. Um empreendimento criado com o objetivo de ofertar no mínimo 100 refeições diárias, de acordo com o Ministério da Cidadania, ainda não foi vista em funcionamento para esta finalidade.

É comum campobelenses passarem pelo local e encontrarem a cozinha fechada. A produção do DCB procurou a Secretaria de Assistência Social para saber com propriedade como funciona o empreendimento construído com verba federal. Campo Belo foi uma das 5 cidades brasileiras beneficiada com a instalação deste equipamento público. Mas até o fim desta publicação não recebemos o retorno da assessoria de comunicação, que teria ficado encarregada de repassar ao site as informações solicitadas, segundo Josy da Ação Social.

“Nunca a vi funcionar.”

Célio Luiz, morador do Cidade Montesa, concedeu entrevista ao DCB e também questionou sobre a real finalidade do empreendimento, que possui uma cozinha industrial, e só foi aberta à população em geral na sua inauguração. “Nunca a vi funcionar. É dinheiro do povo que está ai. Tem que abrir o local e colocar em funcionamento. Uma obra dessa parada durante anos. Porque fez? O certo é servir o pessoal que não tem condições de comprar uma comida melhor”, pontuou o morador que passa pelo local diariamente.

Antônia é outra moradora que considera inaceitável a falta de atendimento ao público, como preconiza a política de criação do programa que permitiu a instalação do empreendimento.  “Um absurdo! Uma cozinha de primeiro mundo como vimos em fotos oficiais e aberto à população somente na inauguração”, descreveu a cozinheira.

Cozinhas comunitárias

Foto: Site Prefeitura

De acordo com informações cedidas pelo Ministério da Cidadania, as cozinhas comunitárias fazem parte de um programa iniciado em todo o Brasil em 2003 com o objetivo de minimizar os efeitos da fome sobre as comunidades carentes. As cozinhas comunitárias fazem parte da estrutura de Assistência Social do município e possuem capacidade mínima de ofertar 100 refeições diariamente com frequência mínima de cinco vezes na semana.

O governo federal, em 2010, selecionou 5 cidades brasileiras para a instalação deste equipamento público, sendo Campo Belo uma das agraciadas.

A construção do local, bem como a instalação de toda a estrutura que inclui refeitório ficou a cargo do governo federal. A prefeitura se responsabilizou pela contratação de funcionários para trabalhem nesta cozinha, incluindo um nutricionista e um assistente social que auxiliaria na gestão desta iniciativa, define a regulamentação do Ministério.

O acesso à produção das refeições deve ser universal, priorizando os cidadãos em situação econômica de baixa renda, sendo indispensável à sua triagem pelo CREAS (Centro de Referência de Assistência Social).

De acordo com orientações do governo federal as refeições devem ser gratuitas ou servidas a preços populares uma vez que o seu público prioritário é a comunidade de baixa renda do município. Na gestão atual a cozinha foi aberta em poucas ocasiões, sendo para a realização de cursos e para eventos internos, organizado pela própria prefeitura.

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