

Uma mulher, de 21 anos, e um vendedor, de 29 anos, que trabalha em uma loja do setor varejista de Campo Belo (MG) foram arrolados em ocorrência de falsa comunicação de crime, e irão comparecer em juízo para que as responsabilidades sejam apuradas. O fato ocorreu neste mês de junho. De acordo com a polícia, uma mulher de 21 anos procurou os militares informando que estava trabalhando em uma residência como cuidadora de crianças, local onde alguém teria furtado seu telefone celular.
Ao ligar no 190, ela teria sido orientada a procurar um posto policial para registrar a ocorrência, sendo que antes disso, teria ido até uma loja de uma rede varejista, e, então orientada por um funcionário a contar no registro que ela teria sido abordada por um homem armado e de capuz, o qual teria roubado seu aparelho, pois caso contrário, não seria devolvida a metade do valor do celular que havia sido pago e adquirido na loja.
As orientações dadas pelo funcionário da loja foram testemunhadas pelo pai da mulher, que a acompanhava, sendo a tentativa de fraude do seguro contra roubo descoberta no posto policial.
A mulher confessou que o funcionário a teria induzido a relatar no registro a falsa comunicação de crime.
Depois disso, os militares estiveram na loja onde contataram o vendedor de 29 anos, o qual informou que apenas orientou a mulher a adotar os procedimentos dentro das normalidades da loja. Ele contou que não a induziu a relatar mentiras de roubo, somente a orientou quanto a eventual presença de indivíduos em atitudes suspeitas; que a loja possui câmeras de monitoramento interno que poderão ser usadas para confirmar sua versão.
Fonte: Oitavo Batalhão da PMMG
