


Gustavo ajudou na remoção do corpo de Dandara e doou a urna animal para sepulta-la. (Fotos: diariocampobelo.com)
A produção do DCB recebeu a denúncia de que o corpo da cadela com suspeita de envenenamento estaria jogado próximo ao Museu da cidade, fundo da antiga sede dos Produtores Rurais de Campo Belo) nesta terça-feira (16/04). No momento da denúncia a Polícia Militar do Meio Ambiente estava na redação do site formalizando o Boletim de Ocorrência sobre a morte da cadela “Dandara” (carinhosamente batizada por algumas protetoras). Após o registro, a equipe da PM e a produção do site foram ao local e encontraram o animal (que já estava em decomposição). A morte de Dandara ocorreu no sábado (13/04) na Praça Central.
A protetora Djanira Rodarte da Asaf (Associação Protetora de Animais de Campo Belo) custeou a necropsia realizada no corpo de Dandara. Gustavo Souza (ramo funeral) se dispôs a ceder uma urna para a remoção do corpo da cadelinha. Junto com a jornalista Kelly Cristina levaram Dandara ao veterinário, dr. Francisco Lemos. O exame mostrou pontinhos pretos no estômago da cadela, que, segundo o médico, indica chumbinho. Tudo anexado no reds que acompanhou a ocorrência da ambiental.
Foi colhido material para análise e será encaminhado à UFLA (Universidade Federal de Lavras). Após o exame necroscópico, a protetora Djanira Rodarte ligou pra um funcionário do aterro sanitário e o mesmo se disponibilizou a receber Gustavo e a Kelly para realizarem o sepultamento da cadelinha que já havia sofrido tanto antes da morte.
Denis acompanhou os voluntários, cavou a sepultura e Dandara finalmente descansou. “Comovido com o caso, o funcionário Denis ajudou a sepultar Dandara. Muita maldade com os amiguinhos de quatro patas. É inadmissível este tipo de situação. Fiquei comovido com a reportagem sobre a morte da Dandara e a hora que fui informado sobre o caso e pensei o que poderia fazer para ajudar nesta situação? Proporcionar uma sepultura digna”, comentou Gustavo.
Investigação
Ao tomar conhecimento do caso, a Polícia Militar do Meio Ambiente fez contato com a redatora do DCB logo na manhã desta terça-feira (16/04). O Sargento Marconi encaminhou à redação do DCB uma equipe para colher o depoimento da jornalista e dar sequência ao BO, que não havia sido registrado, pois não teria sido comunicado à polícia formalmente no sábado a ocorrência.
“Deslocamos até a residência da repórter do DIÁRIO CAMPO BELO, a fim de colher informações sobre os fatos. Fomos informados que ela soube dos fatos após ser acionada pela pela ONGs protetoras dos animais de Campo Belo/MG, para fazer uma matéria sobre os fatos. Entramos em contato com a Djanira que informou que a cadela era castrada e que não acionou a PM por não ter certeza sobre o envenenamento”, consta o BO.
Os militares também entraram em contato com o dr. Francisco de Paula Vitor Lemos, que ao examinar o animal constatou que a morte se deu por ingestão de chumbinho”, informou a PMMA.
Crime
Praticar maus tratos contra animais domésticos configura crime ambiental, tipificado pelo Artigo 32 da Lei Federal 9.605/1998, a conduta de provocar envenenamento que resulte ou não em morte de animais, contraria também o disposto no Artigo 1º; Inciso VII da Lei Estadual nº 22.231/2016.
http:http://198.50.222.142/novo/index.php/2019/04/15/campo-belo-cadela-suspeita-de-envenenamento-morre-em-praca-central/?fbclid=IwAR3vW4w8j-DsNAWjiaUk-m
