

Na última semana a Câmara de vereadores de Campo Belo (MG) se reuniu em audiência pública sobre a questão animal que está a cada dia mais presente no cotidiano da cidade. Estiveram presentes nesta audiência os técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e o responsável pelo setor de zoonoses da Superintendência de Saúde de Divinópolis (MG). Entre os assuntos tratados nesta ocasião destacou-se a necessidade de castração dos animais como maneira eficaz de controlar a sua reprodução. O que mais preocupa a ONG proteção animal de Campo Belo (MG) no momento é a recusa da veterinária em atender animais de rua. As determinações feitas pelo coordenador estão fora da realidade dos municípios, que atravessam crises. É um problema sério e as protetoras acreditam que precisa ser solucionado imediatamente. Já a assessoria de imprensa da prefeitura disse que na reunião foi explicado sobre a questão e que os animais de rua tem sido castrados. A assessoria ainda completou que o município pode ser multado caso descumpra o acordo.
Diante das contradições entre a resposta da veterinária (através da assessoria de imprensa) e as protetoras, o DCB já solicitou à Câmara de vereadores cópia da ata da audiência pública onde o assunto foi pauta.
Para protetoras e alguns moradores, há tempos a questão do canil é problemática. “Além de não estar realizando o número adequado de castrações, a veterinária responsável pelo canil tem se recusado, de maneira frequente, a atender os animais doentes e acidentados nos espaços públicos. Sem dono, muitas vezes até com fraturas expostas, estes animais tem sido custeados por particulares”, denuncia as integrantes de ONG.
A promessa de um mutirão de castrações já se arrasta desde o início de 2017 e já incomoda as organizações de defesa animal.
Ainda segundo a proteção animal, o prefeito Alisson de Assis Carvalho (PSB) tem mantido o canil municipal com toda a medicação necessária. “Quem se recusa a atender é a Veterinária Vanessa. Ela acha que vai sujar o nome dela sem se adequar às normas que Gilmar (coordenador) impôs. Na avaliação do coordenador um canil aprovado pela superintendência custará em torno de 1 milhão de reais. Este valor é totalmente fora da realidade de Campo Belo. Mas perguntamos: como ficará? Se ela se recusa ao atendimento, tem que deixar o caso”, acredita a organização de defesa animal.
►Outro lado
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a questão das castrações é uma determinação da coordenação de Divinópolis (MG). Segundo a assessoria, o canil municipal precisa de ajustes, adequações. Qualquer outro tipo de procedimento realizado no canil está proibido. A liberação é somente para cães de rua. A desobediência ao que ficou acordado na audiência pública acarretará multa ao Município e a veterinária pode perder o registro profissional. “Enquanto município não fizer os ajustes no canil qualquer tipo de castração está suspensa, com exceção aos cães de rua ”.
Ainda segundo a assessoria, a veterinária ficou surpresa com a denúncia, pois na audiência ficou decidido tal situação. “Não é que ela (veterinária) não queira. Foi determinação”, explicou a assessoria de imprensa ao ser questionada sobre a questão.
