
Cana Verde, segundo boletim epidemiológico registrado pela Superintendência de Saúde de Divinópolis, foi considerada em situação de risco de epidemia (conforme anexo acima); Santana, Campo Belo e Aguanil foram considerados em estado de alerta. (Reprodução diariocampobelo.com/Dados da Regional).
O alto número de casos suspeitos de dengue em 2019 fez com que os municípios de Minas Gerais intensificassem suas ações contra o Aedes aegypti. Além da dengue, o mosquito também transmite zika e chikungunya. Um levantamento feito pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), revelou uma evolução rápida no número de casos notificados nos municípios, com um crescimento de 12,5% no número total de casos suspeitos em uma semana. Em Campo Belo (MG), segundo a Vigilância Epidemiológica, são 12 casos confirmados até esta terça-feira (09/04). Segundo boletim emitido na segunda-feira pela Regional de Divinópolis, o município é considerado estado de alerta; A cidade que está no momento com um número preocupante na região é Candeias (MG) – com 50 casos confirmados; Cana Verde (MG) foi avaliada em risco de epidemia, segundo a Regional de Saúde. Já Santana do Jacaré e Aguanil estão em estado de alerta. Em 2019, até o momento (dados atualizados em 08/04), Minas Gerais registrou 99.599 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de dengue.

Campo Belo pulou de 5 para 12 casos confirmados de dengue em uma semana. (Dados da Regional de Saúde)
De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Campo Belo, no município até a semana passada foram registrados 5 casos confirmados e esta semana o número subiu para 12. Na UPA da cidade, na segunda-feira (08/04), segundo relatos, haviam muitas usuários para serem atendidos com sintomas de dengue. Há a possibilidade de aumentar o contingente de agentes no município. O aumento progressivo da dengue é uma realidade no Brasil, por este motivo, é necessário que a população se consentisse no combate ao mosquito Aedes Aegypti.
Estatísticas
Em 2019, até o momento, foram confirmados 12 óbitos por dengue dos municípios de Arcos (1), Betim (6), Paracatu (1), Uberlândia (2) e Unaí (2). São 33 óbitos em investigação para dengue. Vale ressaltar que os óbitos em questão foram notificados ao longo de 2019 e não são, necessariamente, óbitos recentes. Estes dados foram fornecidos ao site pela assessoria de Comunicação da Superintendência Regional de Saúde de Divinópolis.
Candeias
Segundo o mais recente LIRAa (Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti), realizado em janeiro, Candeias passou para médio Índice de Infestação Predial. A Secretaria de Saúde do município destaca que é urgente a ação e envolvimento de todos os moradores nesta luta.

Em fevereiro de 2019, a Prefeitura de Candeias, através da Secretaria de Saúde, promoveu um mutirão de limpeza na cidade. (Foto: Extraída do site da Prefeitura de Candeias)
O levantamento apontou que 51,5% dos criadouros com larvas do mosquito estavam em depósitos para armazenamento de água para consumo humano, como caixa d´agua, barril, tina, tonel, tambor, depósito de barro, tanque, poço, cisterna e cacimba.
A Secretaria de Saúde de Candeias confirmou ao DCB que foram 150 casos notificados até o momento. Eles tomaram todas as medidas possíveis para controlar a situação.
►Promoveram mutirão de limpeza;
►Elaboraram lei para punir os proprietários de terrenos baldios, que não mantém o lugar limpo (aplicando multa aos proprietários que descumprirem a lei);
►Promoveram palestras em escolas; e locais públicos.
►Fumacê também foi uma das ações realizadas na cidade;
O Mutirão de Limpeza contra o Mosquito Aedes Aegypti — transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela — foi realizado na cidade pela Secretaria de Saúde.
O trabalho começou no dia 28 de janeiro. Um caminhão da Prefeitura passou em todas as ruas recolhendo eletrodomésticos usados, garrafas pets, pneus e vasilhames, entre outros objetos que possam acumular água.
O objetivo do mutirão, segundo a Secretaria de Saúde, é conscientizar a população sobre os perigos da doença, que pode matar).

O executivo editou uma lei, aprovada pela Câmara, que multa proprietários que não cuidam dos imoveis ( logadouro predominante do aedes).
Epidemia em 2014
Em 2014, Campo Belo registrou uma epidemia da doença e assustou moradores. A cidade registrou naquela época mais de 2 mil notificações e 500 casos confirmados. À época cerca de 70 agentes trabalharam no combate à dengue, Secretaria de Estado enviou reforço ao município, e a maioria dos focos de larvas do mosquito foram encontradas dentro das residências. Só em janeiro, o município registrou quase 300 casos suspeitos da doença. A SMS elabora um mapeamento onde a equipe da Fundação de Saúde intensifica os trabalhos. Na tarde desta quarta-feira o bairro Senhor Bom Jesus recebeu a visita dos agentes.
Janeiro de 2014 o índice já eram assustador

A cidade registrou naquela época mais de 2 mil notificações e 500 casos confirmados. Diante da situação, a FUNASA enviou reforço pra Campo Belo. (Fotos: Kelly Cristina)
No mês de janeiro de 2104, Campo Belo (MG) registrou quase 300 casos suspeitos da doença no município. Destes, 45 casos foram confirmados. Em toda Minas Gerais, só em 2014, foram confirmados 482 casos da doença no mês de janeiro. De acordo com o supervisor da Força Tarefa Estadual, Magno, para tentar controlar a situação, a Prefeitura de Campo Belo pediu ajuda à Fundação Nacional de Saúde. Na tarde d quarta-feira (05/02/2014), 30 funcionários do órgão reuniram-se na Praça Central, receberam instruções, e dirigiram-se ao bairro Senhor Bom Jesus visando eliminar os focos e conscientizar à população sobre o vilão que em alguns casos pode matar. O carro conhecido como Fumacê iniciou os trabalhos naquela.
Segundo o supervisor, a situação da cidade Montesa era preocupante. “A força-tarefa começou o trabalho na segunda (04/02/2014), e vai permaneceu por mais tempo em alguns bairros onde o índice de infestação e os casos notificados de dengue estavam maiores. A situação era gravíssima. O número de casos havia aumentado expressivamente nas últimas cinco semanas de 2014, e trata-se de um aumento de transmissão”, explicoo Magno à jornalista Kelly Cristina à época.
Ainda segundo ele, os agentes fizeram um trabalho focal, que são varreduras em residências para verificar possíveis focos do mosquito, orientação para os moradores para prevenir que a doença se espalhasse e o tratamento químico de possíveis focos. Era necessário, segundo o supervisor, ter cuidado principalmente com o compartimento do degelo das geladeiras. “Uma vez por semana é necessário retirá-lo para uma limpeza”, orientou Magno.
A força-tarefa federal foi permitida através de um convênio entre o município e o governo do estado. “Os técnicos da Secretaria ao analisarem os dados fornecidos pelo órgão disponibilizam a equipe visando a intensificação dos trabalhos,” expôs o agente.
De acordo com a matéria publicada pela EPTV à época, a prefeitura intensificou o trabalho de prevenção à dengue após um aumento considerável dos casos da doença em 2013. Naquele ano, foram confirmados 558 casos de dengue em Campo Belo, um aumento de quase 900% em relação aos 62 casos confirmados na cidade em 2012.
No último levantamento de incidência de dengue feito pela Secretaria Estadual de Saúde em 2014, Campo Belo aparecia em 2º lugar na região, atrás apenas de Nepomuceno (MG). De cada 100 casas em Campo Belo, quatro apresentaram foco do mosquito da dengue.
