Foram 18 homicídios ao todo no ano de 2018 na cidade, segundo relatório da Polícia Civil de Campo Belo. O dr. José Rubens Nogueira Neto conversou com o DCB na tarde de segunda-feira (11/02) e relatou sobre o trabalho de investigação da polícia e a motivação de alguns. Destes números registrados – seis tiveram motivação passional; um deles – o policial frustrou o assalto à um estabelecimento comercial e no confronto a vítima foi atingida e não resistiu aos ferimentos (este não está contabilizado nos 17 crimes relatados pelo delegado); Além disso, 11 dos crimes tem ligação aparente com o tráfico de drogas. Nove deles, de acordo com o delegado, já estão com o inquérito concluído e será encaminhado à justiça.

O corpo da adolescente, Camyla Vitória, foi encontrado parcialmente carbonizado em uma vala na Vila São Jorge. (Foto: reprodução diariocampobelo/redes sociais)
Ainda, seguindo Dr. José Rubens, o caso de Camyla Vitória de 17 anos, encontrada com o corpo carbonizado dentro de uma vala, foi considerado ato infracional e o acusado (ex-namorado) contou em detalhes como planejou e executou o crime e já está acautelado em um centro de redução. Não há outros suspeitos de envolvimento neste homicídio “Ano passado tivemos 17 homicídios. É complicado falar de relação de um crime com o outro, principalmente tendo um número grande de crime desta natureza. Destes, 11 tem aparente envolvimento com o tráfico de drogas na cidade. Seis não tem relação direta e aparente com o tráfico de drogas”, detalhou o delegado.
Ele acrescentou que há crimes passionais nesta relação apresentada pela polícia. “É caso do ato infracional que vitimou a Camyla Vitória, crime passional, dentre outras motivações. Tráfico de drogas foram 11”, contou dr. José Rubens.

Segundo dr. José Rubens, 11 casos têm relação com o tráfico de drogas; 6 foram passionais e um foi legítima defesa. (Foto: diariocampobelo.com).
O delegado garantiu que deste número, nove inquéritos já foram relatados e encaminhados à justiça. Nogueira reforçou a necessidade da população (fornecendo informações) colaborar com as investigações. “É fundamental que a população colabore com informações a respeito desses crimes de homicídios, principalmente aqueles que ocorrem em áreas carentes, onde as pessoas por temor ao tráfico de drogas no local acabam não fornecendo informações, que ajudam nas investigações. Podem colaborar através do 181 (sigilo garantido) ou através do 197, que é o número da Polícia Civil”, alertou o delegado.
Outro caso já esclarecido e denunciado à justiça foi do gari Wellington de Carvalho (Pinguim). Assassinado a golpe de faca pelo sogro. Mauri de 47 anos foi preso em flagrante, foi à júri popular e condenado à 14 anos de reclusão.
http:http://198.50.222.142/novo/index.php/2018/10/31/campo-belo-acusado-de-matar-wellington-e-condenado-a-14-anos-de-prisao/
O ano em Campo Belo
Os números de Campo Belo também mostram um aumento na comparação com 2017. Naquele ano, foram sete homicídios. Com os números da Sesp, a taxa de homicídios subiu de 14,69% em 2017 para 23,87% em 2018. Apenas no primeiro trimestre de 2018, o município superou o número do ano inteiro de 2017, quando foram registradas sete mortes. Até março do ano passado, foram oito mortos.
Homicídios 2018 (vítimas)
No mês de fevereiro de 2018 ocorreram três homicídios: Vinicius Souza e Juliano dos Santos (Juliano chegou a ser socorrido pelo Samu, mas não resistiu e morreu. O homem foi preso em flagrante e levado pra delegacia. Ainda conforme a polícia, os dois têm passagens por tráfico de drogas). Vinicius e Juliano foram assassinados no começo de fevereiro; Já Wellington de Carvalho (Pinguim) foi morto com golpe de faca na Rua Ezequiel, Arnaldos, na quarta-feira de cinzas. O assassino foi preso em flagrante e já foi julgado. Era o pai da namorada da vítima. O autor de 47 anos foi à júri popular e condenado à 14 anos de reclusão.
No primeiro dia do mês de março, um jovem morreu após uma tentativa de assalto. Pedro Henrique Rodrigues Borges, segundo informações, tentou assaltar o bar do Camilo, à Rua Ovídia Moreira Maia, próximo ao Dom Cabral, na noite de quinta-feira (01/03), mas a ação foi frustrada por um policial que estava no estabelecimento com a família. O assaltante tentou fugir, mas caiu na esquina seguinte. Ao perceber que havia policial no local, o comparsa fugiu na moto usada na tentativa de assalto.
Ainda no mês de março este número subiu e contabilizadas mais 4 mortes violentas: Natan Henrique de Almeida; Ederaldo da Silva (assassinado no início da Padre Vicente Rodrigues da Costa) e durante a madrugada, Vinicius Junio Alves Pereira (Fantão) foi executado. No final do mês, a vítima foi Henrique Moisés.
Os crimes de homicídios voltaram a ser registrados em Campo Belo no mês de maio: Augusto Cesar Teixeira Januário foi a vítima.
No mês de junho foram registrados dois homicídios: Warley Aparecido Adão e Camyla Vitória do Nascimento (o corpo da adolescente foi encontrado dentro de uma vala, carbonizado).
O jovem Alaor Junior Juscelino Silva foi covardemente assassinado no mês de agosto e em setembro, Leandro Dias também foi vítima de homicídio.
Um crime que abalou a cidade foi o de Richard Gabriel Nascimento dos Santos, covardemente assassinado em outubro, enquanto participava de um luau no Bairro Monte Belo. Lucas dos Reis Faria foi assassinado no mesmo mês.
Em dezembro foram registradas duas mortes: Samuel Cândido Junior no início do mês e José Luiz da Costa, pouco antes do natal.
