
O prefeito recebeu a notificação da Vigilância e encaminhou ofício à PC sobre a decisão de retirar o posto médico da UPA. (Foto: diariocampobelo.com)
O DCB foi surpreendido no fim de janeiro com a informação que haveria mudanças na realização de necropsias. A Prefeitura de Campo Belo teria suspenso um convênio que mantinha com a Regional da delegacia da Polícia Civil (custeando a hora extra para o auxiliar de necropsia) e cedendo uma sala de cadáver na UPA para a realização de exames da medicina legal. Eles têm sido realizado no local, pois o município não conta com sala de necropsia equipada. A medida teria sido uma exigência da Vigilância Sanitária. Ao ser comunicado sobre a decisão, o delegado regional, Dr. Luciano Teixeira Moreira, procurou o prefeito Alisson de Assis Carvalho (PSB) e explicou a situação e a inviabilidade de realizar os exames em cemitérios. O prefeito, segundo o delegado, concedeu mais 60 dias para que o problema seja solucionado.

Dr. Luciano disse que irá se reunir com prefeitos das cidades vizinhas e tentar verbas para equipar a sala de necropsia, resolvendo de vez o problema da Regional. (Foto: Internet).
De acordo com o Regional, a Vigilância Sanitária esteve na UPA, ele não tem conhecimento se houve denúncia ou foram fiscalizar, mas enviaram um relatório ao executivo informando que o espaço utilizado para exame médico legal não está de acordo com o Projeto arquitetônico. Coibindo desta forma o funcionamento da sala de necropsia na Unidade. Segundo o delegado, na UPA há uma sala de cadáver, embora não seja sala de necropsia, era o lugar mais adequado para o funcionamento do IML na atual circunstância. “Como estamos sem local para fazer, colocamos lá, melhor que realização de procedimentos em cemitérios. Todas as preocupações foram tomadas. Sala isolada. Porém, o órgão sanitário encaminhou um relatório à prefeitura e dr. Alisson enviou um oficio falando sobre a nova decisão”, explicou o delegado.
Diante da situação, o policial procurou o executivo. “Conversei com ele e disse que não teríamos outro lugar, com certeza lá é mais adequado do que em cemitério ou outros locais, e que seria um prejuízo tremendo se tirassem de lá. Então, o prefeito nos deu um prazo maior. Mas realmente o IML não pode permanecer na Unidade. A regional de saúde pode fazer uma fiscalização e gerar problemas pro Prefeito e Secretário de Saúde. Ele nos deu um prazo de 60 dias para resolvermos a questão”, acrescentou dr Luciano.
Sobre acordo em 2017

Segundo Adalberto, desde que dr. Luciano assumiu a regional, o município ofereceu um lugar para a realização dos exames do IML. (Reprodução TV Campo Belo)
Adalberto Lopes, vice-prefeito, confirmou que após o delegado Luciano assumir a Regional foi definido um escalonamento e o funcionário da prefeitura (encarregado) não quis o serviço. Em uma reunião entre o dr. Harley Lasmar (chefe do setor e legista), Dr. Luciano (delegado regional) e ele (Adalberto) definiram que enfermeiro da UPA realizaria este processo. “Quando ele tivesse de trabalho ajudaria o legista de plantão e quando estivesse de folga pagaríamos hora extra ao profissional”, disse Adalberto sobre o acordo.
Adalberto disse ao DCB que também foi surpreendido com a notícia de que o acordo não seria mais cumprido. Mas, assegurou que o delegado iria procurar o Prefeito Alisson para resolverem a questão.
O vice-prefeito também reconheceu que dr. Harley (chefe do setor de necropsia) e os outros legistas precisa, de um auxiliar, sim, na realização dos exames. “Levamos pra ser feito na Santa Casa. Tomei conhecimento que o hospital negou esta medida e transferiram pra UPA, que, por sua vez, também não aceitará e mandará pra Cristais,” afirmou Adalberto Lopes.
