
Na semana passada os funcionários registraram um boletim de ocorrência, quando viram os equipamentos sendo retirados da fábrica.
Os funcionários de uma confecção em Cristais (MG) estão sem receber e a cada dia ficam mais desesperados ao verem as máquinas da empresa serem retiradas e eles não conseguem falar com o responsável, que mora em São Paulo (SP). Atualmente existem no quadro de funcionários 12 pessoas, mas este número foi bem maior: 42 em agosto de 2018. Na semana passada, eles se juntaram e registraram um BO ao constatarem a retirada de alguns dos equipamentos do imóvel onde funciona a fábrica. Os mesmos estariam sendo retirados por fornecedores que não teriam recebido da empresa. A produção do DCB tentou contato com Roberto (dono da empresa, segundo funcionário), mas ele não respondeu aos questionamentos do site.
Os funcionários da fábrica localizada à Rua Nair Rosa alegam ainda que estão com os salários atrasados e que a empresa não depositava o INSS e o fundo de garantia. Um dos empregados, segundo uma funcionária, conseguiu receber, pois reteve um maquinário. Todos são pais de família e estão desesperados. “Eu tenho filha na faculdade, sou arrimo de família, como vamos fazer?”, questionou uma funcionária.
Ao todo já foram retirados da empresa 10 máquinas, banquetas, cadeiras, o contador também estaria sem receber os honorários.

O DCB tentou ligar no telefone fixo da empresa em São Paulo. O número não atende.
A produção do site conseguiu contato de uma ex-administradora. Ela foi a única que atendeu nossa ligação. Segunda ela, o suposto dono (Roberto) estaria atribuído à ela a culpa pela inadimplência. “Eu também sai porque o suposto dono estava jogando toda a culpa em mim. Ele não atende as minhas ligações. Eu me desliguei da confecção (W4) em outubro. Ele ainda disse aos funcionários que eu desviei o pagamento de todo mundo, fato que não ocorreu”, garante Cristina, a funcionária que teria ficado seis meses sem receber salário.
