

Segundo a mãe, depois de jejum de quase um dia todo, a criança foi levada para o bloco cirúrgico sem que a sua responsável conversasse com o médico. Ela não aceitou e começou a entrar em desespero.
A mãe de uma criança de 6 anos passou por momentos angustiantes após o filho ser diagnosticado na UPA com suposta apendicite, conforme relatou ao DCB, Dayana Aparecida Oliveira da Silva. Ela procurou a Unidade na quinta-feira (14/06), pois o filho apresentava fortes dores abdominais e prisão de ventre. Foi pedido exames de imagens, hemograma, urina. Segundo a mãe, com o resultado dos exames a médica disse ser caso cirúrgico e chamou o cirurgião. Ele não teria aparecido e a criança foi levada para a Santa casa e seria submetida à procedimento cirúrgico, de acordo com a mãe do pequeno Miguel. Segundo a direção da UPA, a criança foi encaminhada para avaliação e não cirurgia e não constava a sugestão de apendicite.
O drama começou às 09h30 de quinta e até às 15h30, a criança de jejum, não havia sido avaliada pelo especialista. Depois disso, o levaram pra Santa Casa e lá continuaram sem atendimento até às 17h45. Após este horário, segundo a mãe, um enfermeiro levou a criança para o bloco cirúrgico para a realização do procedimento, que só não foi realizado porque Dayana teria implorado para falar com o médico. Com a resistência da mãe, o médico foi avisado e veio falar com a mesma. Dayana explicou todo o quadro da criança (que havia comido couve na escola e ele tem reação) e o cirurgião o examinou novamente e concluiu que não era caso cirúrgico.
Dayana disse que ficou apavorada com a demora. Além disso, ficou angustiada com o sofrimento do filho (que gritava de dor e fome) resultado de horas de jejum. “Eu estive na UPA na quinta-feira com o meu filho de 6 anos. Eles pediram vários exames. Quando os resultados chegaram a médica me disse que ele tinha que ser operado de apendicite naquele mesmo dia e mandou chamar o cirurgião, que estava de plantão para avalia-lo. Depois de seis horas de jejum total, o cirurgião não apareceu. Ficamos no berçário e depois das 15h30 fomos levados para a Santa Casa. Ficamos esquecidos até às 17:45. Meu filho chorava muito e dizia estar com fome. Naquele momento veio um enfermeiro com a cadeira de rodas e disse que iria subir com o meu filho de 6 anos para o bloco cirúrgico. Quando chegamos na porta do bloco o enfermeiro me disse para espera-lo ali, pois eu não poderia entrar no bloco cirúrgico. Eu resiste e insiste para falar com o médico. A resposta foi que o cirurgião falaria comigo depois da cirurgia. Eu entrei em desespero. O enfermeiro saiu e xingando. Chorei muito. Então saiu uma enfermeira do bloco e disse que eu poderia entrar que médico iria falar comigo. Depois de examina-lo, ficou constatado que não era cirúrgico o caso. Sai do bloco com o meu filho nos braços e chorando de felicidade. Voltamos pra UPA e foi feita uma lavagem.”, contou Dayana.
De acordo com a UPA, todo o procedimento realizado anteriormente à avaliação do cirurgião foi correto. A médica apenas pediu avaliação cirúrgica e a mãe pode ter acesso ao prontuário da criança, basta fazer um protocolo.

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Misericórdia! Se for essa a real versão, estamos perdidos