
Alunos e professores da Escola Estadual José Monteiro foram às ruas na área central de Campo Belo (MG) na manhã desta quarta-feira (28/02) para mostrar à população o quanto o setor tem sido prejudicado pelo atraso do repasse, que é obrigação do governo do Estado. De acordo com a direção e professores, o governo ainda não quitou o 13º salário, não existe data certa para o pagamento mensal, o governo está em débito com o IPSEMG (serviços paralisados, mesmo assim são descontados dos servidores no contracheque), há ainda atraso na verba que mantém a merenda escolar entre outros débitos, como recurso para manter o setor de informática. A iniciativa visa valorizar professores e alunos com urgência!
Para a professora Nádia França Teixeira, o descaso do estado com o setor da educação ultrapassou o limite. Hoje é o dia de paralisação nacional do Estado de Minas, dos profissionais da Educação. Ela se deve há vários acordos que não foram cumpridos. “O piso nacional não é pago, mesmo sendo acordado pelo governador Pimentel, mas ele não cumpre. Os salários são atrasados e parcelados. A primeira parcela foi disponibilizada dia 16 deste mês, do mês anterior foi dia 12. Não temos dia certo para recebermos os nossos compromissos? O 13º referente a 2017 será foi parcelado em quatro vezes e será quitado em 19 de abril. Os repasses para manter a escola estão atrasados. Diante deste cenário optamos pela mobilização”, enumerou a educadora.
Segundo o diretor Juscelino Luís, um conjunto de fatores levou alunos e professores às ruas. “Primeiro foi o parcelamento do 13º. Há serviços suspensos, que mesmo assim são descontados na folha de pagamento. É difícil dirigir uma escola com mais de mil alunos sem verba para internet e manutenção do laboratório de informática, além de verba de custeio. Nós levamos aos alunos a situação, no sentido de economizarmos, e eles resolveram manifestar”, registrou Juscelino.
