
Três comerciantes da Praça Menotti D’aurea acabaram de receber nesta quarta feira (25/10) a atuação do setor de fiscalização Prefeitura de Campo Belo proibindo o uso de mesas, que os clientes usam, na praça em frente aos estabelecimentos. Os comerciantes estão desesperados, pois sabem que a clientela irá diminuir. A decisão vale também para a Praça Cônego Ulisses. Com a mudança os comerciantes serão obrigados a dispensar funcionários.
“Precisamos muito desse espaço para trabalhar e levar nosso sustento para casa e gerar empregos. Meu estabelecimento têm 8 funcionários e com essa proibição teremos até de reduzir nosso quadro”, disse John Tudec.
O prefeito Alisson de Assis Carvalho cumpriu determinação judicial. Uma ação que tramitação na justiça desde 2012. A decisão é polêmica e dividiu a opinião da população. A maioria discorda da medida. Para Mari Freire um absurdo a decisão. “Estava demorando essa palhaçada! A Praça de Campo Belo é intocável! Nas outras cidades todos eventos são feitos em Praças Públicas! Aqui não pode nada! Ridículo isso! Deviam fazer uma muralha em volta dela !”, desabafou.
Cinthia Paranagua também discorda da medida judicial. “O prefeito Alisson de Assis Carvalho cumpriu determinação judicial. Uma ação de tramitação na justiça desde 2012. Acho errado também. Todas as capitais têm mesas nos passeios nas pizzarias, etc,” acrescentou a moradora.
No ano passado uma ação civil pública também foi movida pelo Ministério Público quanto ao local de realização da Feirinha (realizada na Praça do Museu). Os comerciantes se uniram e o advogado Alan Cassiano entrou em defesa deles (comerciantes) e mostrou à justiça o quanto a medida era prejudicial,revertendo a situação.
►Outro lado
O Prefeito entrou em contato com a produção do Diário e disse que apenas cumpriu uma ordem judicial, Ação Civil Pública Nº 0073484-49.2012.8.13.0112. Nela consta que é expressamente proibido a utilização dos passeios das praças: Expedicionário, Cônego Ulisses e Menotti D’aurea. “O prefeito não proibiu nada. Foi uma ação civil pública que tramita desde 2012”, defendeu-se.
