Campo Belo: SME realiza conscientização sobre o autismo

Autismo: a luta para sair do casulo

Presente na vida de muitas famílias, o Autismo afeta 1 em cada 50 crianças. A luta é contínua para que autistas rompam o casulo e consigam voar! Na semana em que comemora-se o Dia Mundial e Conscientização sobre o Autismo (02 de abril), a Secretaria de Educação do Município elaborou várias ações para conscientizar toda a população sobre a questão e combater o preconceito durante a primeira semana do mês. Em Campo Belo (MG), 25 crianças são atendidas nas escolas da rede municipal, segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura da cidade.

Programação

No dia 03/04 – Todas as escolas foram decoradas com faixa azul, cor que simboliza o Autismo, e todos os funcionários e crianças vestidos com alguma peça de roupa na cor azul;

No dia 04/04 – Encontro com palestras para os pais as crianças autistas que são atendidas nas escolas do Município;

No dia 05/05 – Palitoche, mãozinha azul, no CEMEI Padre Justino Obers

No dia 06/04 – Apresentação do aluno autista Davi, da Professora Rosária para as crianças de 4 e 5 anos no CEMEI Padre Justino Obers

No dia 07/04 – Passeata às 9hrs, com as crianças de 4 e 5 anos do CEMEI , no bairro São Benedito.
Pesquisas


Segundo pesquisas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, 1 a cada 50 crianças está no espectro do autismo, sendo que a probabilidade de desenvolver em meninos são três a quatro vezes maior que em meninas. Por isso a cor do autismo é azul, uma referência ao sexo masculino.

No Brasil, não existem estatísticas atualizadas, mas acredita-se que os números não mudem muito. Segundo informações do site Autismo & Realidade (A&R), a taxa de pessoas que preenchem diagnósticos dentro do espectro do autismo está entre de 1 a 2 milhões (IBGE/2001).

O autismo está incluído nos Transtornos Globais do Desenvolvimento, os TGD e destes também fazem parte as Síndromes de Asperger e de Rett, o Transtorno Desintegrativo da Infância e o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

As possíveis causas

Ao se falar em Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) – que abrangem dos casos mais leves aos mais graves –, a genética e os fatores ambientais são considerados as causas e esta relacão é definida como multifatorial.

Segundo o psiquiatra da infância e adolescência, Caio Abujadi, filho de João Moysés e Evanir, as causas envolvem sequências de manifestações genéticas influenciadas diretamente e indiretamente por fatores ambientais. “Estes fatores estão convivendo com o ambiente familiar desde antes da gestação, relacionados aos hábitos familiares até situações gestacionais, intra parto e nos primeiros anos de vida”.

O que se sabe é que o autismo não é causado apenas por fatores ambientais. Algumas teorias antigas acreditavam que a culpa era da mãe, que não soube interagir e criar vínculo com seu filho, a chamada “mãe-geladeira”.

Hoje, esta crença está totalmente fora de hipótese! As mães passam por um luto, juntam forças e saem atrás das melhores intervenções, terapias e tratamentos para seus filhos: são mães-guerreiras!

“Ao ler uma reportagem sobre autismo me dei conta dos sintomas. Fiquei arrasada por dois dias depois da confirmação do neurologista. Mas rapidamente me informei o quanto pude sobre o assunto e vi que o futuro dele dependia de mim. Então enxugamos as lágrimas e, em menos de uma semana, começamos com a terapia e a trabalhar por horas em casa com o Tom”, conta Silvia Ruiz, que também é mãe de Myra e madrasta de Gabriel, que estreia uma coluna sobre o tema aqui no site da Pais & Filhos.

A importância do diagnóstico precoce

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais cedo também serão os processos de intervenção!

Como aconteceu com o Tom. Sua mãe conta que a evolução dele está sendo fantástica. “Tom é um menino valente. Em nove meses de trabalho, os resultados são muito animadores. Ele voltou a falar e, principalmente, a expressar suas vontades e frustrações e desejos”.

Para identificar uma criança apresentando sinais sugestivos de riscos de autismo é preciso ficar atenta a alterações no comportamento. Mas não é porque o seu filho ficou sem te olhar uma vez que ele pode ter algum distúrbio. É importante observá-lo e consultar seu pediatra para tirar dúvidas. Se a dúvida persistir, vale consultar uma segunda opinião.

Quando o pediatra detecta algum sinal fora dos considerados de normalidade no desenvolvimento dos bebês ou das crianças, ele encaminhada a família a um médico especialista. O diagnóstico de autismo e de outros quadros do espectro é clínico. São feitas entrevistas com os responsáveis e análises e testes com a criança.

“Três linhas de sintomas são importantes para se observar no quadro. Primeiro, o atraso no desenvolvimento da comunicação e linguagem. Em seguida, podemos observar um padrão específico de comportamento que se caracteriza por ser repetitivo, peculiar e restrito, envolvendo desde o manejo do ambiente e situações até objetos. Por último e mais importante, o prejuízo no manejo de situações sociais e no contato com o outro”, explica Caio Abujadi.

Fontes de pesquisa: http://www.paisefilhos.com.br/

Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Campo Belo

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