
Imagens do circuito de segurança mostram momento de pânico na escola em Três Corações (MG) (Foto: Reprodução EPTV)
Dois adolescentes foram baleados dentro de uma escola na tarde desta quinta-feira (16) em Três Corações (MG). De acordo com o Corpo de Bombeiros, um homem armado teria entrado no prédio da Escola Estadual Godofredo Rangel, no bairro Cotia, e atirado contra as vítimas, que têm 14 e 15 anos. Segundo bombeiros, a mesma bala atingiu braço de uma vítima e foi parar no peito da outra. Ninguém foi preso.
As vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital São Sebastião na cidade. Segundo informações do hospital, o adolescente atingido no braço não corre risco de morrer, já o estado de saúde do jovem atingido no peito é grave.
A direção da escola informou havia cerca de 30 alunos na sala de aula onde as vítimas estavam. No momento do crime, 400 estudantes estavam no prédio. As aulas no local não foram suspensas. A identificação do suspeito e qual a motivação para que ele cometesse o crime também não foram divulgadas. A perícia da Polícia Civil foi acionada e investiga o caso.
A polícia divulgou nesta sexta-feira (17) as imagens do circuito interno de segurança da Escola Estadual Godofredo Rangel, em Três Corações (MG), onde dois estudantes foram baleados na tarde desta quinta-feira (16). Um dos jovens está internado em estado grave, e o outro, que foi atingido de raspão, não corre risco de morte. A polícia investiga uma possível rixa como motivação para os tiros, mas já confirmou que os menores que foram atingidos não tinham envolvimento com os suspeitos.
Nas gravações é possível ver quando os dois suspeitos passam do lado de fora de uma sala e se agacham. Segundos depois, um deles dá o tiro e todos os estudantes saem correndo. Uma pessoa também passa correndo do lado de fora e, em seguida, é possível ver os dois suspeitos correndo. Segundo a Polícia Militar, três adolescentes de 14, 16 e 17 anos participaram da ação e foram detidos.
“Dois autores foram localizados no bairro Boaventura e um outro autor foi localizado nos fundo da escola, em um matagal. Ao se deparar com as guarnições, ele evadiu e se escondeu no mato, depois pulo dentro do rio. As nossas guarnições tiveram que entrar dentro do rio para localizar e apreender esse menino”, explicou Cristiano Kirchmair Mendes, aspirante da Polícia Militar.
De acordo com a Polícia Civil, um dos adolescentes, teria apenas sinalizado o alvo. Já os outros dois, encapuzados, entraram na escola e pela janela da sala deram o tiro, que acabou atingindo dois estudantes que, segundo as investigações da polícia, não tinham nada a ver com a história.
“Eles efetuaram o disparo para acertar a pessoa que eles, realmente, desejavam. No entanto, o disparo foi errado, o alvo, e acabou resvalando no braço de um e atingiu no tórax do outro. [Em depoimento eles] não relataram e, acredito que, eles sequer sabiam que tinham atingido pessoas distintas”, disse o delegado Cristiano Silva.
O delegado disse ainda que a polícia não teve como comprovar a participação do terceiro adolescente, que foi liberado. Já os dois menores que aparecem correndo nas gravações do circuito de segurança da escola continuam apreendidos.“Eles foram autuados em flagrante, apreendidos e encaminhados para a penitenciária, onde ficarão por cinco dias provisoriamente e, saindo a internação deles, serão encaminhados ao estabelecimento socioeducativo”, disse o delegado.
Momentos de tensão
Faltava apenas uma hora para terminar as aulas do turno da tarde, na Escola Estadual Godofredo Rangel, quando os tiros foram disparados pela janela da sala de aula. Dois alunos, de 14 e 15 anos, foram atingidos, um no braço e outro no peito. Imagens feitas por um celular mostram um dos jovens caído no chão. Após os tiros, houve pânico em toda a escola. Na hora em que tudo aconteceu, cerca de 400 estudantes que estavam na escola permaneceram nas salas, com medo. Quando a polícia chegou, eles foram liberados. Do lado de fora, uma mulher que preferiu não ser identificada disse que ouviu tudo. “Na hora que eu escutei o tiro eu fiquei na sala, porque eu fiquei com medo, né. Aí, depois que eu fui lá ver, já estava o tumulto e a ambulância já chegou e os policiais também”.
