

“19 dias sentindo dores e sem trabalhar. Quem vai arcar com o meu prejuízo?”, questionou o paciente. (Foto: arquivo pessoal)
Segundo a família de um homem de 44 anos atendido na UPA após a queda de uma escada, o mesmo teve o diagnóstico errado. Ele foi avaliado, tiraram raio-x no dia 26 de dezembro (dia da ocorrência), mas só foram verificar o diagnóstico correto 19 dias após o acidente, ficou mais da metade de um mês com o pé fraturado. Na primeira avaliação o médico (Dr. Segundo) informou ao paciente que tratava-se apenas de uma torção muscular. Indicaram repouso e antiflamatório. Como as dores persistiram, Wilson Lara retornou à UPA na sexta-feira (13/01), só neste dia foi confirmada a fratura.
Encaminhado à Santa Casa, o ortopedista disse que passou do tempo de engessar. Além disso, a ficha do primeiro atendimento desapareceu do sistema, de acordo com uma sobrinha. Ela está revoltada, pois o tio é trabalhador autônomo e está sem receber salário. Eles consideram a questão um descaso. “Ele caiu logo depois do natal, foi levado à UPA e liberado, a dor não cessou, então voltamos lá e o outro médico disse que havia uma fratura e nos encaminhou pra Santa Casa. Tarde demais! Não podiam fazer mais nada, passou muito tempo e quem irá arcar com o nosso prejuízo? “, questionou Fernanda Lara.
Casos de equívocos na UPA de Campo Belo se tornaram frequentes e preocupando a população de um modo geral. Segundo relatos, mudou-se o governo mas os problemas continuam os mesmos (assim como a mesma administração da unidade) e agravam-se a cada dia. Em uma edição desta semana, o “Diário CAMPO BELO” reportou o dilema da família de uma criança que teve fratura e não teria sido diagnosticada no mesmo dia. Bastou esta divulgação para que outros casos começassem a ser levados ao conhecimento do “Diário CAMPO BELO“. Além destes dois casos, teve um postado nas redes sociais também pelo Sr. James Cambraia; Uma senhora que teve fratura no joelho e inúmeras outras. Os casos apurados pelo Diário, as famílias pensam entrar judicialmente contra o município. “Só assim os governantes vão olhar para o coletivo”.
A população se encontra estarrecida e as perguntas não param; “Até quando?”; “Estamos gritando ao vento?”; “Ninguém irá nos ouvir?”; “Não aguentamos mais!”, “Queremos respostas!”; “Vão fingir que nada está acontecendo?”; “Não adianta colocar a culpa apenas nos técnicos, enfermeiros, médicos e atendentes. São subordinados”; “Um descaso total. A UPA está sem comando. Ainda bem que temos a imprensa para recorrer, e é a ela que sempre procuraremos”, “O povo tem que saber o que ocorre na cidade”, “Nós pagamos e caro pelo serviço” Não é nada de graça”, disse Fernanda.
O Diário CAMPO BELO tentou mais uma vez falar com a direção da Unidade. A Aline estava em outro atendimento e não nos retornou até esta publicação.

1 Comment
A saúde pública em Campo Belo está um verdadeiro caos…uma vergonha mesmo. Assim como para conseguir emprego você precisa ser “apadrinhado”, para conseguir fazer um exame ou um tratamento fora do domicílio tbm! O problema é que são poucos que reclamam e reivindicam seus direitos como cidadão. Somente os “famosinhos” da sociedade têm lugar nessa cidade onde os interesses particulares ou a “troca de favores” falam mais alto. Pessoas que realmente precisam, trabalhadores humildes, dignas e honradas são tratadas com descaso e total falta de respeito. Estou falando por todos que estão na mesma situação na qual me encontro, a espera de uma ressonância magnética que foi pedida pelo ortopedista em novembro de 2015. Estou cansada de ir no TFD e como sempre nada é resolvido, nada acontece! Saímos de lá impotentes, humilhados e vencidos pelo sistema injusto e vergonhoso do nosso município! Hoje mesmo estive lá, pois já tenho outros encaminhamentos que pelo jeito terão o mesmo destino do primeiro, ou seja, a gaveta. Mas nem que eu tenha que acionar a justiça para conseguir o que é direito meu, já que sou cumpridora dos meus deveres como cidadã e moradora da cidade. Fica aqui o meu protesto, a minha revolta e indignação com a maneira arbitrária, injusta e suja de como funciona as coisas nessa cidade. Me solidarizo com todos que estão sendo tratados como “lixo” da sociedade por profissionais despreparados e desumanos que não honram o juramento de salvar vidas, não importando se tais vidas têm uma “gorda” conta bancária ou não.