

O crime brutal aconteceu em setembro de 2015, em área rural de Cristais (MG). A mulher foi queimada. Homem de 36 e mulher de 34 foram achados mortos por um parente. Delegado responsável pelo caso disse que ainda não concluiu inquérito.
Dois homens e uma mulher foram presos nesta terça-feira (29) em Cristais (MG) suspeitos de participar do assassinato de um casal na zona rural da cidade em 26 de setembro do ano passado. Adilson Moreira Neves, de 36 anos e Priscila Alves Girardeli, de 34 (era natural de Boa Esperança), foram encontrados mortos no sítio onde moravam, na comunidade do Óleo.
Conforme a polícia, o casal vivia junto há cinco anos. Adilson era operador de máquinas da prefeitura da cidade e a mulher trabalhava em uma confecção de roupas.
Os três suspeitos foram levados pela equipe de investigadores da Polícia Civil para a delegacia de Campo Belo (MG). O delegado responsável pelo caso informou que irá se manifestar sobre o fato apenas após a conclusão do inquérito.
Relembre o caso
Mistério: Casal é encontrado morto no Óleo zona rural de Cristais MG
Homem de 36 anos e mulher de 34 foram achados mortos pelo pai do rapaz. O corpo da mulher foi queimado. Levaram a motocicleta da vítima.
Um casal foi brutalmente assassinado em uma área área rural de Cristais (MG). Eles foram encontrados pelo pai de uma das vítimas. Segundo a polícia, a suspeita é de que o homem e a mulher tenham sido mortos durante um latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Adilson Moreira Neves, de 37 anos e a mulher Priscila Alves Girardeli, de 34, foram assassinados em um sítio onde moravam há pelo menos um ano. Foi o pai de Adilson da Patrol (como é conhecido – ele era operador de máquinas da Prefeitura da cidade) que encontrou o corpo das vítimas. Helvécio Moreira (Dico) assustou com a demora do filho para realizar um serviço que haviam combinado e foi busca-lo. Ao chegar ao sítio assustou com a cena que presenciou: um corpo carbonizado na entrada da casa.
A última vez em que eles foram vistos foi por volta de 22h00 de sexta-feira (25), quando Adilson foi até a cidade comprar um lanche para ele e a esposa. Os corpos foram trazidos par o IML de Campo Belo (MG). Segundo a Polícia Militar, no corpo já carbonizado havia pedaços de madeira e vestígios de colchão. O corpo de Adilson estava no quarto com um corte de aproximadamente dois centímetros no dedo médio da mão direita, um na boca e outro no rosto do lado esquerdo.
O pai contou à reportagem que foi ao sítio buscar o filho para uma tarefa. Ao chegar viu algo semelhante a um braço na entrada, não quis acreditar e seguiu adiante. Abriu a porta da sala e encontrou o filho morto. Adilson levou dois tiros.
Desesperado, Helvécio voltou e observou que aquela primeira imagem era na realidade parte de um membro de sua nora. O corpo de Priscila havia sido queimado na entrada da propriedade. “Ele estava demorando, iríamos cortar mourão. Eu vim atrás e encontrei meu filho morto. Na hora me desesperei, subi na moto e fui à Cristais buscar ajuda”.
As cenas no quintal demonstram que as vítimas teriam tentado se defender. O pai disse ainda que a última vez que viu o filho com vida foi na sexta na casa de um amigo conhecido Luciano Augusto Pinheiro.
A moto de Adilson foi levada da casa. O casal morava junto há cerca de cinco meses. Ela trabalhava em uma confecção de roupas da cidade. Era de Boa Esperança e tem uma filha do primeiro relacionamento.
A família disse que não tem suspeitas do que pode ter motivado o crime.
Fotos: Diáriocampobelo.com
Vítimas: Reprodução Facebook
