Acompanhem o desempenho do músico!
Alexandre Andrade da Fonseca: Com um futuro promissor, vence audição e conquista bolsa de estudos através de apresentação no Conservatório da Universidade de Música dos EUA.
O interesse dele pelo universo artístico foi despertado aos 10 anos de idade, quando a mãe o matriculou em uma aula de música. Hoje, aos 28 anos, tornou-se um músico consagrado, dotado de talento e humildade. O pianista Alessandro Andrade Fonseca iniciou sua carreira em Campo Belo (MG) e hoje estuda e trabalha em Euege (Oregon -EUA). Ele graduou-se em Piano pela UEMG (Universidade Estadual de Minas Gerais) e desde então não parou mais. Estudo e mais estudo, até alcançar algo para muitos inimaginável; uma bolsa de estudos na Universidade de Orange, conquistada através de um teste de audição. Atualmente ele se dedica às aulas (leciona) e ao mestrado. Foi nesta época também que o artista conheceu o já consagrado pianista gaúcho, que leciona nos Estados Unidos, Alexandre Dossin, com que convive diariamente. Nesta trajetória profissional de conquistas e dedicação, Alessandro sempre se recorda dos primeiros professores: Gilberto Massote (Gil) e da Professora Universitária Mirian Bastos Rocha (com quem estudou por sete anos). O músico já fez grandes apresentações tocando inclusive em Los Angeles com artistas de formação internacional (um marco em sua carreira).
Segundo ele, um profissional da música para atingir um bom nível leva em média 15 anos de estudos. O jovem pianista é filho de Maria das Graças Andrade e Fonseca (Dath) e César Augusto da Fonseca, por quem o artista nutre uma imensa gratidão pelo apoio incondicional na carreira, tanto pessoal quanto profissional; “Sem eles eu nada seria. Sempre me apoiaram. Morar em outro país não é uma tarefa fácil. Meus pais são referência, meu ‘Porto Seguro’, e nesta minha trajetória teve algo curioso; queria abandonar a carreira após seis anos de dedicação às aulas de piano (na minha fase infantil), mas minha mãe foi enfática; Não, você não abandonará! Estranho, pois ela sempre foi tranqüila e respeitou nossas decisões. E ela estava certa! Devo principalmente a ela minha carreira artística”, acrescentou o músico.
Com o estilo clássico, Alessandro é uma das grandes referências musicais da sua terra natal. No Diário Campo Belo vocês conhecerão um pouco mais desta trajetória de sucesso.
Inicio da carreira
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Uma de suas grandes apresentações foi em Los Angeles. Teve apenas 10 semanas para estudar. O artista gosta de desafios.
Aos 16 anos, depois de 6 estudando piano, Alessandro Andrade queria abandonar as aulas do instrumento, esquecer de música, o mundo perderia um talento, com certeza. Mas a mãe (que é professora de literatura) foi contrária à decisão e lhe fez um pedido; que não abandonasse os estudos na área musical. O filho ouviu seus conselhos e estudou até os 17 anos. Frequentou tanto escolas públicas quanto escolas privadas em Campo Belo. Após o ensino médio o jovem prestou vestibular para História. Foi aprovado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e inciou o curso.
Porém, como a sua carreira estaria em outra área, uma professora da UFOP o indicou a dar sequência às aulas de piano. Ele seguiu a sugestão. A professora de piano identificou um grande talento e o incentivou ao bacharelado. Mesmo sem muita confiança ele fez inscrição para o vestibular da UEMG; “Fui estudar com a Mirian Bastos. Fiquei por sete anos, ela foi referência”, contou o Pianista.
Professores

Neste processo de estudos e aperfeiçoamento, Alessandro conta com o apoio da namorada: Carolina Silva (Carol). “Ela me ajuda muito”!
Além de Mirian Bastos, Alessandro sempre cita a importância de Gilberto Massote em sua formação. Alessandro é considerado por artistas de sua terra natal como referência, e não é para menos. O músico, como frisamos anteriormente, já tocou em Los Angeles, com artistas exigentes e de formação internacional.
Receita para este sucesso? Muito estudo. Apesar de sua experiência internacional, o jovem ainda se considera um profissional em formação. “São de 10 a 15 anos para atingir o nível de excelência”, apontou.
Inspirações
Antes de estudar nos EUA, Alessandro lecionou.
Nesta altura da carreira, ele se inspira no Professor Alexandre Dossin. Segundo ele, o mestre é o chefe do departamento de piano e é um profissional por excelência. “Ele não precisa lecionar e continua. Ele deixou um legado e essa ideia é muito legal”, disse o músico.
Universidade Norte Americana
Durante o curso da Universidade Estadual de Minas Gerais, Fonseca impressionou-se pela escola Russa. “Daí tudo começou. Queria estudar naquele país. Mas o conservatório era algo distante da minha realidade. Conservatório Tchaikovsky é algo difícil de conseguir. Tem o lado financeiro, além do idioma. Então minha sorte mudou, conheci em um Festival um brasileiro consagrado, Alexandre Dossin. Coloquei como meta que estudaria com ele. Disputei uma bolsa e fiz um recital de audição para entrar na faculdade. Passei na seleção da Universidade de Oregon. Local onde curso meu mestrado e trabalho para a faculdade como pianista acompanhador” .
Alexandre Dossin
Uma das principais referências para Alessandro é concertista de brilhante carreira internacional, o porto-alegrense Alexandre Dossin. Atualmente, é professor titular de piano na Universidade de Oregon, nos Estados Unidos. O pianista gaúcho que se diplomou no tradicional Conservatório Tchaikovsky de Moscou e na Universidade do Texas.
Ele viveu no Brasil até os 17 anos. Morou na Rússia e depois se mudou de Moscou para os Estados Unidos.
Momento político vivido no Brasil
Para Alessandro, política é a vida em sociedade. Arte também é política e existe muito estudo dentro da filosofia da arte. “Cultura anda lado a lado com a política, ela depende das decisões da política e reflete isso na produção. Diversos movimentos da história da arte são desencadeados por movimentos políticos e tentam refletir aquele momento”, interpretou o músico.
Na visão de Alessandro, o Governo Temer começou de forma ilegítima. O Pianista deixou claro que não é defensor do PT, mas não aprova os últimos acontecimentos políticos vividos no país de origem. “Fiz duras críticas ao Governo Dilma (até anulei meu voto no segundo turno). Mas a maioria dos brasileiros votou e teria de ter sido respeitado.. Um governo ruim tira-se no voto. Tal medida aumentou o descrédito das instituições para as pessoas, o que agrava a crise. Quando Temer começou da forma mais ilegítima possível, quis acabar com o Ministério da Cultura (deixando-o como subpasta do Ministério da Educação, e são pastas distintas que precisam de independência). O alarde foi tão grande que ele voltou atrás na decisão”, frisou.

Tocar em Los Angeles foi algo marcante na carreira do músico. Eles se divertiram muito na viagem. E antes foram momentos tensos. Apenas 10 semanas para se prepararem.
Alessandro acredita que o problema da visão muitas vezes reacionária e conservadora, em termos econômicos, reflete diretamente na arte. “Eles não enxergam em si o valor (enxergam dinheiro). Não consideram o valor humano, o material. Complicadíssima esta situação. Este governo é muito voltado à números. Falam em crise e estão tentando aprovar uma PEC para resolver algo – vão matar todos para conseguirem dinheiro para pagar (claro que é um exagero, mas é mais ou menos assim)”, completou o pianista.

Um músico se constrói com muito estudo. Leva-se em média 15 anos para a formação de um profissional.
PEC 55 e a Cultura
De acordo com o Pianista, a PEC 55 é um retrocesso; “Eles falam que as pessoas não souberam ler a PEC, isso é uma ofensa muito grande. Um Presidente dizer que quem se opõe à ideia não entendeu é algo absurdo! Ou seja, Temer reduz todos a estúpidos e ignorantes. Além de tudo, é um cara extremamente desrespeitoso. A PEC 55 representa 20 anos de retrocesso incluindo na área da cultura”, avaliou.

Apresentações internacionais; “O segredo é estudo e mais estudo”, diz Pianista campobelense. (Fotos: Alessandro Fonseca)
Com a sua aprovação começará a falta de hospital (pessoal vai procurar um plano de saúde mais acessível), o alimento ficará mais caro (não consumo interno, e o poder de compra vai caindo). Quando acontecem estas situações o primeiro item a ser cortado é a cultura. Trágico o que estão fazendo. Reduzindo a vida humana ao número da sobrevivência e ninguém quer só sobreviver. ‘A gente não quer só comida’, como diz a música dos Titãs. As pessoas querem lazer, diversão, cultura. Suprir a necessidade da cultura. Estão tirando isso das pessoas. O Ministério da Cultura será fantoche, a cultura ficará restrita às elites. A vida humana tem que ser respeitada e não se pode reduzi-la só à sobrevivência”, finalizou o jovem

1 Comment
Parabéns! Meu pai era Campobelense e ficaria muito orgulhoso da sua carreira assim como eu fiquei.
Sucesso!