
Fonte: Jornal de Lavras (Foto:Ilustrativa)
A PM fez um cerco bloqueio no bairro onde aconteceu o crime. A mãe alegou suposto assalto. Menina de 2 anos foi degolada e crime chocou Lavras, policiais que socorreram a criança e o corpo clínico da URPA ficaram comovidos. No inicio da madrugada a mãe confessou o crime, depois de entrar muitas contradições.
Uma criança de dois anos de idade foi assassinada no início da noite deste domingo (13/11) no bairro Fonte Verde em Lavras (MG). De acordo com a mãe da criança, o crime teria sido cometido por assaltantes que invadiram sua casa e mataram a menina com um golpe de faca no pescoço. Devido à gravidade do estado de saúde da criança, a mesma foi conduzida por militares à Unidade Regional de Pronto Atendimento (URPA), porém, a pequena não resistiu e morreu a caminho do atendimento médico. Segundo a polícia, ao relatar o caso, a mulher ainda tentou despistar, mas aos 45 minutos da madrugada desta segunda-feira (14/11/2016) ela assumiu ter cometido o crime por desavenças com o pai da criança. A mulher será indiciada por homicídio.
A criança de dois anos, identificada como Lídia, só não foi decapitada porque a cabeça ficou presa ao corpo pela coluna vertebral. O crime bárbaro aconteceu na rua Ibrahin da Silva, no bairro Fonte Verde e a Polícia Civil pretende esclarecer o homicídio ainda nesta noite.
Conforme a PM, foi a mãe da criança quem acionou a polícia dizendo que ela e a filha haviam sido assaltadas na rua e que a filha estava ferida. De acordo com a Polícia Civil, em depoimento, a mulher afirmava que o crime teria sido cometido pelo assaltante, mas caiu em contradição ao ser questionada pelos policiais.

Delegado Alexandre Rezende Vieira, da Furtos e Roubos, que estava de plantão ontem na Depol de Lavras, quando ocorreu o crime. A mãe matou a criança com golpes de faca no pescoço. (Foto: Jornal de Lavras)
Dois delegados ficaram responsáveis pelo casos e trabalharam nele até a madrugada. Rafael Arruda (foto), da Delegacia de Homicídios e Tráfico de Drogas, e Alexandre Rezende Vieira, da Delegacia de Furtos e Roubos, estavam de plantão no domingo na Depol de Lavras, quando ocorreu o homicídio. Eles desvendaram o crime cerca de 6 horas após ter sido cometido: a mãe, Sabrina Silva de 29 anos, confessou ter matado a criança.
A princípio a mãe apresentou versão de que havia saído com a criança para ir à casa de uma amiga e que, no caminho, foi assaltada por um ladrão que pediu seu celular e R$ 200. Ela disse que não tinha e, segundo sua versão, o assaltante disse que não a machucaria, mas machucaria sua filha, para ele ter tempo de fugir. Ela continuou a versão dizendo que o suposto agressor cortou o pescoço da menina com uma faca, fugiu e ela voltou para sua casa com a filha gravemente ferida. Chegando em casa telefonou para seus familiares e a polícia foi acionada.

Dr. Rafael Arruda também trabalhou no caso. A mãe confessou o crime no inicio da madrugada. (Foto:Jornal de Lavras)
De acordo com os delegados foram encontraram inúmeras contradições na versão da mãe, dentre elas, que a perícia refez o trajeto apontado por ela e não encontrou sangue no caminho que a mãe disse ter percorrido de volta até sua casa. Também foi encontrada na residência, uma faca que aparentemente foi usada e limpa, mas que ainda tinha resquícios de material parecido com sangue. Foi encontrada, ainda, uma toalhinha também suja com material semelhante a sangue, abrindo a suspeita de que esta toalha foi utilizada para limpar a faca.
Outro ponto controverso foi o fato da perícia ter constatado que havia três cortes no pescoço da garota, dando indício de que o autor hesitou nas duas primeiras tentativas, o que levantou a suspeita de que o assassino tinha proximidade emocional com a vítima, e não conseguiu cortar seu pescoço na primeira vez.

Dois delegados estão á frente do caso e disseram que trabalharão até a madrugada para desvendar o crime, que abalou a região.
A equipe de investigadores levantou que, na sexta-feira (11/11) foi realizada uma audiência no fórum de Lavras para decidir o futuro da menor. O juiz sentenciou que a guarda da criança seria do pai, com quem a mesma já morava, e a mãe teria que pagar pensão à filha. Sabrina e seu ex-marido estavam em disputa judicial, e o magistrado decidiu que a criança ficaria com a mãe apenas aos domingos, de 14h às 18h.
Dentre os motivos para a decisão, foram as provas apresentadas pelo pai de que a mãe não tinha condições psicológicas e emocionais de cuidar da filha. Ele a acusou de envolvimento com drogas e que ela passou por uma internação psiquiátrica logo após o nascimento da filha. A família da acusada revelou que a mesma teve uma grave depressão o que motivou sua internação.
Diante de todos os indícios e contradições em seu depoimento, Sabrina acabou confessando que foi a autora do homicídio. Ela disse que matou a filha com a faca, dentro de casa, a perícia constatou que o crime aconteceu no banheiro da residência. Ela justificou dizendo que decidiu acabar com o sofrimento de ter que ficar longe da filha, e que primeiro pensou em se matar, mas depois veio a ideia de matar a menina.
Sabrina não aceitava a ideia de perder a guarda da criança e isso foi constatado pela perícia quando encontrou, dentro de sua bíblia, anotações que remetiam à esta situação.
Após ser ouvida, a ré confessa recebeu voz de prisão e foi conduzida ao presídio estadual de Lavras, onde ficará aguardando a decisão da justiça.
Depois de um tempo, ela disse que a guarda da criança era compartilhada com o pai da menina e que a filha só ficava com ela aos domingos. Ainda segundo a polícia, ela teria dito que se ela não podia ficar com a filha, o pai também não poderia.
A mãe é dependente química, por isso, a justiça entregou a guarda da pequena ao pai. Segundo relatos de fieis que fazem parte da mesma Igreja, Sabrina não é natural de Lavras. Participou certo tempo a Assembelia de Deus Ministério de Madureira. “Ela desviou novamente, se envolveu com drogas. Chegou a ir para uma casa de recuperação; Teve uma nova oportunidade, passou a ter a guarda compartilhada. Mas, como o juiz devolveu a criança ao pai, ela perdeu a cabeça”, disse uma pessoa que conheceu a mãe de Lídia.

2 Comments
Um mostro, deve que não tem família infeliz destruiu uma família e deixa a população aterrorizada, ,tomara façam justiça em breve.
Monstro!!! Misericórdia , ainda agarra a Bíblia! Louca, justiça seja feita!