
De acordo com sindicato, há adesão em todas as regionais.
Categoria estima que 8 mil profissionais estão parados em Minas Gerais.
A Polícia Civil de Minas Gerais decretou greve na quarta-feira passada (14/06). Desde sábado a categoria tem atendido apenas 30% dos serviços nas delegacias, institutos médicos legais, Departamentos de trânsito, entre outros. O grupo se reuniu na Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) por volta das 13h00 e depois da decisão saiu em passeata por ruas e avenidas de Belo Horizonte. A Praça Sete chegou a ser fechada. Em Campo Belo (MG) desde segunda, a equipe aderiu à manifestação. O representante do Sindpol explicou os motivos do movimento. “Estamos pedido aquilo que está na lei, para se cumpra o que está na lei. Nada mais do que isso”, declarou o representante do Sindpol, Leonardo Eustáquio Alexandre.
De acordo com Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG), a categoria cobra o pagamento de abono vestimenta da Polícia Civil, pois a Polícia Militar (PM) recebeu em junho e a categoria ainda não, equiparação do piso salarial dos investigadores e escrivães ao de perito. Segundo a categoria, desde 2013, quando foi votada a lei orgânica, acabou a hierarquia dos funcionários de carreira. Ele pedem, ainda, a equiparação dos salários dos delegados aos defensores públicos.
Com a paralisação, os trabalhos devem ficar mais lento nas delegacias, no setor de identificação, nos IMLs e nos Detrans. Segundo o Sindpol, as operações policiais também estão suspensas.
Manifestação
Depois da assembleia, os servidores saíram em passeata por ruas e avenidas de Belo Horizonte. O grupo seguiu para a Praça Sete, no Centro, e fechou os cruzamentos entre as avenidas Afonso Pena e Amazonas, por aproximadamente 10 minutos.
Segundo o presidente licenciado do Sindicato dos Policiais Civis (SindPol), Denilson Martins, a classe reivindica uma equiparação salarial dos investigadores (R$ 4.098) com a remuneração dos peritos (R$ 8.100), e dos vencimentos dos delegados (R$ 11.900) com os dos defensores públicos (R$ 18.000). Além disso, o sindicato também cobra que o governo dobre o salário dos profissionais do administrativo que hoje recebem R$1.000 e que o governo nomeie os excedentes da Polícia Civil.
Foto e fonte: EM
Foto capa: Diariocampobelo.com
