
Ele ministra aula aos atletas voluntariamente. O campeão também não tem patrocínio.
A história é de vencedor. A iniciativa de professores guerreiros e que acreditam que o esporte pode mudar a vida de muitas crianças que moram em bairros em Campo Belo (MG). A proposta é tira-las da rua. E eles estão certos. Os professores Caio Lincon e Elielson Maia Miranda têm motivos para comemorar! Uma luta sem incentivos do governo, mas o resultado recompensou todas as dificuldades enfrentadas.Sem patrocínios, mas com muita dedicação e persistência, Matheus Bertolino Batista venceu um campeonato de jiu-jtsu realizado em Itajubá no domingo (19).
De acordo com a mãe do campeão, Meline Batista, o professor Caio (autor do projeto) mora no São Benedito (bairro distante) e atravessa a cidade para treinar os meninos. Além disso, é um ato voluntário. “Coisas boas precisam ser propagadas. Ele elaborou o projeto para incentivar as crianças e tira-las das ruas e não cobra nada! Um projeto lindo e o resultado de domingo é a recompensa. Meu filho campeão”, revelou à mãe do Matheus.
História do esporte
O Jiu jitsu, “suavidade”, “brandura” é a denominação da arte e “jutsu” é a denominação da arte de guerra. É uma arte marcial japonesa que utiliza alavancas e pressões para derrubar, dominar e submeter o oponente, tradicionalmente sem usar golpes traumáticos, que não eram muito eficazes no contexto em que a luta foi desenvolvida, porque os guerreiros (bushi) usavam armaduras.
Segundo alguns historiadores o Jiu jitsu ou “arte suave”, nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo o jiu jitsu percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde desenvolveu-se e popularizou-se.
No Japão, para diferenciar do antigo jiu jitsu foi usado o termo Judô, quando Jigoro Kano desenvolveu um método esportivo reunindo as técnicas menos perigosas do jiu-jtsu. Os ideogramas Kanji japoneses de Jiu jitsu, podem receber diferentes pronúncias. No caso de “jiu” pode se pronunciar “ju” e no caso do “jitsu” pode se pronunciar “do”, ou seja jujitsu, jiujtsu e judo são traduções possíveis para os mesmos ideogramas japoneses. Portanto, Jigoro Kano apenas usou uma pronúncia diferente para a velha palavra jiu jitsu, na intenção de denominar sua “invenção”.
Mitsuyo Maeda o Conde Koma, foi praticante e estudioso do antigo jiu-jtsu e ao visitar a escola Kodokan finalizou por ippon 8 faixas preta em sequência, tornando-se faixa preta(3dan) no estilo Kodokan, que conhecemos hoje como judô.
O Judo Kodokan é um estilo forte hoje em dia, devido às ligações políticas de Jigoro Kano, mas no início, os lutadores do estilo Kosen (estilo com enfoque em Newaza, técnicas de chão) foram superiores nos campeonatos, fazendo com que as regras fossem mudadas para que não fossem mais permitidos os golpes no chão.
Maeda foi incumbido de levar o judô para algumas partes do mundo chegando nos EUA e Brasil.
Fonte: http://www.jiujitsu.net.br/historia_do_jiu_jitsu.htm
