

A cada dia o grupo ganha mais apoio e a causa cresce. “Eu já estava em um nível que não conseguia me manter acordada então daí pra frente já não lembro mais. Não sei o que eu disse pra ele ou ele pra mim, só sei que acordei na casa dele e já não era virgem mais. Ele não tinha o direito de decidir por mim. É difícil, só de te falar eu tô toda tremendo. Mão suando. Tem dias que é pior “, contou a estudante ao Coletivo.
Confiando na força do movimento, vítima de violência resolveu contar sua história ao “Coletivo Mulheres da UFLA”. Uma causa liderada por estudantes de direito da UFLA (Universidade Federal de Lavras) que visa oferecer apoio à vítimas de assédio, e declarar guerra ao machismo que persiste em rondar a sociedade. A história a seguir é mais que revoltante. Uma violência sem descrição. De uma festa de jovens à lembranças dolorosas. Ela bebeu um pouco além da conta e acabou sendo vítima de uma violência que marcou drasticamente sua vida.
De acordo com a administradora do grupo, a universitária contou o seu testemunho para evitar que outras sejam vítimas da mesma situação. ” A menina, que é maravilhosa, tem uma história para nos contar. Ela não se sente muito confortável com o assunto, mas decidiu compartilhar na página para que outras meninas soubessem sobre o que ela passou, sobre sua dor,” contou à administradora do “Coletivo Mulheres da UFLA”.
Confiram o relato da estudante: – “Vou te contar porque confio em você e porque acho que você vai entender. E talvez sirva como incentivo pra vocês do Coletivo”, iniciou à jovem estudante o seu depoimento ao grupo.
Em detalhes ela revelou como aconteceu: – “Eu estava em uma festa e acabei ficando bêbada. Admito que eu estava errada, mas acontece. Acabei ficando com um cara, e eu já estava em um nível que não conseguia me manter acordada então daí pra frente já não lembro mais. Não sei o que eu disse pra ele ou ele pra mim, só sei que acordei na casa dele e já não era virgem mais. Isso me da uma revolta porque ele tomou uma decisão por mim. Eu só me lembro de tentar impedir que ele tirasse a minha roupa, mas eu não conseguia me manter acordada. Eu sei que eu fui irresponsável por ficar tão bêbada mas, pensa, se fosse um cara o risco não seria o mesmo. Ele não podia tomar essa decisão por mim. É difícil, só de te falar eu tô toda tremendo. Mão suando. Tem dias que é pior. Tem dias que eu consigo pensar sobre e não sofrer tanto. O pior foi enquanto eu ainda estava lá (na universidade que ele estudava). Poque ele passava de carro e ficava buzinando. Os amigos dele ficavam fazendo piadinhas e rindo quando passavam por mim…“, completou a estudante.
A administradora do “Coletivo” reconhece que somente a exposição destes casos e a união em torno da causa podem acabar com tamanha crueldade. . “Dá arrepios né? Toda vez que leio, em mim dá! E esse não é um caso isolado, acontece todos os dias, festas, bares, boates e com todas nós. Por isso devemos nos unir… Todas as amigas da menina fizeram-na como culpada, em uma história em que a única vítima é ela, ao invés de apoia-la. O Coletivo Mulheres da UFLA está de portas abertas para ajudar no que for possível…
Mas meninas, vamos juntas, não se esqueçam disso”, finalizou a administradora do grupo, que também é estudante de direito.

1 Comment
Apóio essa causa! Lutem mulheres de fibra, já não há mais espaço para machismo ou qualquer tipo de discriminação no mundo atual! Parabéns pela iniciativa. A caminhada será exitosa.